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Coreo-americanos

Coreo-americanos, coreanos-americanos ou coreano-americanos, são cidadãos dos Estados Unidos com ascendência coreana, em maior parte vinda da Coreia do Sul e com uma minoria da Coreia do Norte, China, Japão e da antiga União Soviética. A comunidade coreana americana compreende cerca de 0,6% da população dos Estados Unidos, ou cerca de 1,8 milhão de pessoas, e é o quinto maior subgrupo asiático americano, atrás das comunidades de chineses americanos, filipinos americanos, indianos americanos e vietnamitas americanos. Os Estados Unidos são a casa da segunda maior comunidade diáspora coreana no mundo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Demografia

De acordo com o Censo dos Estados Unidos de 2010, existem cerca de 1,7 milhão de pessoas com ascendência coreana vivendo nos Estados Unidos, tornando-o o país com a segunda maior população coreana vivendo fora da Coreia (atrás da República Popular da China). Os dez estados com as maiores populações de coreanos americanos segundo estimações são a Califórnia (452 000; 1,2%), Nova Iorque (141 000; 0,7%), Nova Jérsia (94 000; 1,1%), Virgínia (71 000; 0,9%), Texas (68 000; 0,3%), Washington (62 400; 0,9%), Illinois (61 500; 0,5%), Geórgia (52 500; 0,5%), Maryland (49 000; 0,8%) e Pensilvânia (41 000; 0,3%). O Havaí foi o estado com a maior concentração de coreanos americanos, sendo ela 1,8%, ou 23 200 pessoas. As duas regiões metropolitanas com as maiores populações de coreanos americanos segundo o Censo de 2010 foram a Grande Los Angeles (Área de Estatística Combinada) (334 329) e a Região Metropolitana de Nova Iorque (Área de Estatística Combinada) (218 764). A Região Metropolitana Baltimore-Washington está em terceiro lugar, com aproximadamente 93 000 coreanos americanos agrupados nos Condados de Howard e Montgomery em Maryland e Condado de Fairfax em Virgínia. O Sul da Califórnia e a Região Metropolitana de Nova Iorque possuem as maiores populações de coreanos fora da Península da Coreia. Dos Coreanos Americanos que nasceram na Coreia, 226 000 viviam na região metropolitana de Los Angeles em 2012; 153 000 viviam em Nova Iorque (incluindo Nova Jérsia do Norte); e 60 000 viviam em Washington.

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História

Um dos primeiros coreanos americanos foi Seo Jae-pil, ou Philip Jaisohn, que chegou aos Estados Unidos pouco depois de participar de um golpe com outros progressistas com o objetivo de estabelecer uma reforma política em 1884. Ele tornou-se um cidadão norte-americano em 1890 e adquiriu um diploma de médico em 1892 da Universidade George Washington. Ao longo de sua vida, ele esforçou-se para ensinar a coreanos os ideias de liberdade e democracia, e pressionou o Governo dos Estados Unidos em busca da independência coreana. Ele morreu durante a Guerra da Coreia. Sua residência é agora um museu, administrado por uma organização de serviços sociais com o seu nome que foi fundada em 1975. Uma pessoa importante dentro da comunidade de imigrantes coreanos é Ahn Chang Ho (também conhecido como Dosan), um ativista social protestante. Ele chegou aos Estados Unidos em 1902 em busca de educação. Ele fundou a Friendship Society em 1903 e também a Mutual Assistance Society. Ele também foi um ativista político durante a ocupação japonesa da Coreia. Um memorial foi construído em sua honra no centro de Riverside (Califórnia) e a casa de sua família em 36th Place (Los Angeles) foi restaurada pela Universidade do Sul da Califórnia. A cidade de Los Angeles também declarou a interseção entre a rua Jefferson Boulevard e o distrito Van Buren Place com o nome de Dosan Ahn Chang Ho Square em sua honra. O padrão de taekwondo Do-san foi nomeado em sua homenagem.

Boicote de Flatbush

Em 1990, lojas pertencentes a coreanos americanos, localizadas na região de Flatbush no distrito de Brooklyn da cidade de Nova Iorque, foram boicotadas. O boicote foi iniciado pelo nacionalista negro Sonny Carson e durou seis meses, sendo conhecido como o boicote de Flatbush.

Controvérsia das mulheres de conforto

Em maio de 2012, oficiais do distrito de Palisades Park (Nova Jérsia) no Condado de Bergen rejeitaram duas solicitações de duas delegações diplomáticas do Japão para remover um pequeno monumento de um parque público, uma placa de latão em um bloco de pedra, dedicada em 2010 à memória das mulheres de conforto, milhares de mulheres, muitas delas coreanas, que foram forçadas à se prostituírem por soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Dias depois, uma delegação sul-coreana aprovou a decisão do condado. Porém, na vizinhança de Fort Lee, diversos grupos coreanos americanos não conseguiram chegar a um consenso quanto ao design e escolha de palavras para tal monumento. Em outubro de 2012, um memorial semelhante foi anunciado na vizinha Hackensack, para ser levantado atrás do Tribunal do Condado de Bergen, junto dos memoriais do Holocausto, da Grande Fome Irlandesa, e do Genocídio Armênio, e foi revelado em março de 2013.

Controvérsia do Mar Leste

De acordo com o The Record, a Associação Coreano Americana de Nova Jérsia solicitou aos funcionários dos colégios do Condado de Bergen em 2013 que utilizassem livros didáticos que se também se referissem ao Mar do Japão com o nome de Mar Leste. Em fevereiro de 2014, legisladores do Condado de Bergen anunciaram esforços legislativos para incluir o nome Mar Leste aos futuros livros didáticos escolares de Nova Jérsia. Em abril de 2014, um projeto de lei que buscava reconhecer o Mar do Japão em suas referências também como o Mar Leste nos livros didáticos de Virgínia foi assinado como lei.

Memorial da tragédia do ferry Sewol nos Estados Unidos

Em maio de 2014, a Biblioteca Pública de Palisades Park em Nova Jérsia criou um memorial dedicado às vítimas do trágico naufrágio do Sewol, ocorrido na costa sul-coreana em 16 de abril de 2014.

Abusos em salões de manicure

De acordo com uma investigação conduzida pelo The New York Times em 2015, casos de abuso por parte dos proprietários de salões de manicure coreanos em Nova Iorque e Long Island cresceram de forma violenta, com 70 a 80% dos proprietários destes salões em Nova Iorque sendo coreanos (de acordo com a Associação de Salões de Manicure Coreanos Americanos). Sendo que o crescimento e a concentração no número destes salões em Nova Iorque é muito maior que o resto dos Estados Unidos desde 2000, segundo o Departamento do Censo dos Estados Unidos. Os abusos normalmente incluem salários abaixo do mínimo, falta de pagamento dos empregados pelos serviços prestados, condições de trabalho exigentes e/ou pobres, e estratificar as escalas de pagamentos e condições de trabalho dos empregados coreanos acima das dos não-coreanos.

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Línguas

Coreanos americanos podem chegar a falar uma combinação da língua inglesa ou coreana dependendo do local onde nasceram e de quando imigraram aos Estados Unidos. Os novos imigrantes frequentemente utilizam uma mistura de coreano e inglês, uma prática conhecida como alternância de código linguístico.

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Memoriais

Um certo número de estados dos Estados Unidos declararam o dia 13 de janeiro como o Dia Coreano Americano para reconhecer o impacto e as contribuições dos coreanos americanos à sociedade.

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Política

Em uma votação criada pelo Asia Times antes das Eleição Presidencial nos Estados Unidos de 2004, os coreanos americanos favoreceram por pouco o candidato republicano George W. Bush com uma margem de 41% contra os 38% do democrata John Kerry, com os 19% restantes votando para outros candidatos ou estando indecisos. Porém, de acordo com uma votação feita pela AALDEF, a maioria dos coreanos americanos que votaram na Eleição Presidencial de 2004 favoreceram o democrata John Kerry com 66% contra os 33% do candidato republicano George W. Bush. E outra votação feita pelo AALDEF sugeriu que a maioria dos coreanos americanos que votaram na Eleição Presidencial de 2008 favoreceram o democrata Barack Obama com 64% contra os 35% do republicano John McCain. Nesta eleição, os coreanos americanos favoreceram Barack Obama com 59% contra os 41% do candidato John McCain. De acordo com uma votação da Eleição de 2012, 77% dos coreanos americanos votaram no democrata Barack Obama, enquanto apenas 20% votaram no republicano Mitt Romney. A votação também mostrou que 60% dos coreanos americanos se identificam como democratas, enquanto apenas 14% se identificam como republicanos.

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Religião

Coreanos americanos possuem uma ascendência fortemente cristã (principalmente protestante). Cerca de 70% a 80% dos coreanos americanos se identificam como cristão, sendo que 40% desses são constituídos de imigrantes que não costumavam ser cristãos quando chegaram aos Estados Unidos. As igrejas presbiterianas coreanas representam uma grande parte do corpo religioso, com a Igreja Presbiteriana Coreana Americana, a Igreja Presbiteriana Coreana na América e a Igreja Presbiteriana Coreana na América (Koshin) (parte da Igreja Presbiteriana na Coreia (Koshin)). Porém a maior parte dos presbiterianos coreanos são membros da Igreja Presbiteriana (EUA) e da Igreja Presbiteriana na América, sendo que ambas possuem diversos presbitérios da língua coreana espalhados pelo país. Existem apenas 89 templos budistas coreanos nos Estados Unidos. O maior destes templos, o Templo Sa Chal de Los Angeles, foi estabelecido em 1974. Uma minoria de 2 a10% dos coreanos americanos são budistas. As razões consideradas para a conversão das famílias de imigrantes coreanos para o cristianismo incluem a rápida resposta das igrejas cristãs quanto às necessidades dos imigrantes, além de sua natureza comunal, já que os templos budistas adotam uma prática de espiritualidade individual e fornecem menos oportunidades de emprego e sociais, além da pressão exercida por outros coreanos para a conversão. A maioria dos coreanos americanos cristãos não praticam os ritos ancestrais confucionistas praticados na Coreia (na Coreia, a maioria dos católicos, budistas e descrentes praticam estes rituais).

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Culinária

A culinária coreano americana pode ser descrevida como uma fusão entre a culinária coreana tradicional com cultura e sabores americanos. Pratos como os "tacos coreanos" surgiram em razão do contato entre os proprietários de bodegas coreanas e seus empregados mexicanos, na região de Los Angeles, espalhando-se de um food truck em novembro de 2008 para o cenário nacional dezoito meses depois. De acordo com o chef de Cozinha Roy Choi (da Kogi Korean BBQ), o sundubu jjigae foi um prato desenvolvido por imigrantes coreanos em Los Angeles. Chefs de cozinha frequentemente pegam sabores e técnicas de preparações coreanas que integrarão ao estilo com que costumam trabalhar (seja ele Tex-Mex, chinês, ou simplesmente norte-americana). Até mesmo uma das partes mais clássicas da dieta estadunidense, o hambúrguer, existe com um pequeno sabor coreano: o hambúrguer de bulgogi. Com a crescente popularidade da amostragem culinária, chefs de cozinha, donas de casa, viciados em comida e aficionados em culinária vêm sendo mais ousados com suas escolhas, favorecendo pratos mais inventivos, étnicos, e de alguma especialidade. A culinária coreana, que já era popular por todo o conjunto de populações coreanas espalhadas pelos Estados Unidos, estreou em diversas Koreatowns encontradas em regiões metropolitanas como Los Angeles, Long Island, Nova Iorque, além de Palisades Park e Fort Lee no Condado de Bergen (Nova Jérsia), Annandale (Virgínia), Filadélfia, Atlanta, Dallas e Chicago. A culinária coreana é composta de sabores, cores, e estilos únicos e ousados; como extravagâncias picantes (kimchi, kaktugi, sam jang), pastas fermentadas (gochujang, ganjang, doenjang), pratos com macarrão (ramen and naengmyun), bolos de peixes e misturas de frutos do mar crus (tentáculos crus de polvo com molho picante, ouriço-do-mar recém cortado).

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Imigração ilegal

Em 2012, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos estimou que existiam 223 000 "imigrantes ilegais" vindos da Coreia do Sul; eles foram considerados a sétima maior nacionalidade de imigrantes ilegais, atrás daqueles vindos do México, El Salvador, Guatemala, Honduras, Filipinas, e Índia.

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Fontes consultadas

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