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Cordilheira do Cáucaso

A cordilheira do Cáucaso é uma cadeia de montanhas longa de 1 200 km entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, frequentemente considerada o limite do extremo sudeste da Europa, formando uma das divisas com a Ásia. Forma duas cadeias distintas:O Grande Cáucaso estende-se de Sochi, nas margens do nordeste do Mar Negro, ao este-sudeste, alcançando o Mar Cáspio perto de Baku. Na maior parte da sua extensão, forma a fronteira natural da Rússia com a Geórgia e o Azerbaijão. Os picos do Grande Cáucaso incluem o Monte Elbrus, com 5642 m, a montanha mais alta da Europa.O Pequeno Cáucaso estende-se paralelamente ao Grande Cáucaso, a uma distância média de 100 km ao sul. As fronteiras da Geórgia, Armênia e do Azerbaijão correm através dessa cadeia, apesar de as cristas não definirem a fronteira de maneira geral.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Geografia

A cordilheira, retilínea, cresce em altitude a 300 km do Estreito de Kerch e culmina, na sua parte central, em vastos maciços vulcânicos gelados: Enquanto o Cáucaso central é coberto por numerosas geleiras, o Cáucaso ocidental é coberto por florestas, e o Cáucaso oriental, mais baixo e seco, é uma região quase desértica. O contraste é menos visível entre os flancos norte e sul. O Cáucaso não apresenta vales longitudinais suscetíveis de atenuar seu papel de obstáculo. Ao centro, ele pode ser ultrapassado por diversas estradas, como a do vale do Tarek, que leva ao Passo da Cruz (2388 m). Entre o Grande e o Pequeno Cáucaso, a Transcaucásia estende-se por 700 km, entre o Mar Cáspio e o Mar Negro. É uma região complexa, que associa bacias bem desenvolvidas: a Cólquida a oeste e a planície do Azerbaijão a leste. No centro, os corredores paralelos do Cura, do Iori e do Alazani, assim que a planície de Gori, superpõe-se entre 150 et 700 m. Ao sul, as montanhas da Geórgia e da Armênia constituem o terceiro setor do Cáucaso, o Pequeno Cáucaso, cuja altitude média é de 2000 m. A cadeia é, no entanto, interrompida por vastos maciços vulcânicos; a oeste do Lago Sevã, o monte Aragats (80 km de largura) constitui a parte mais elevada do maciço de Alalez (4095 m), ponto culminante do Pequeno Cáucaso, na Armênia.

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Geologia

Geologicamente, as montanhas do Cáucaso pertencem ao sistema de cinturão Alpide que se estende do sudeste da Europa até a Ásia e é considerado uma fronteira entre os dois continentes. As montanhas do Grande Cáucaso são compostas principalmente de rochas do Cretáceo e do Jurássico, com as rochas do Paleozóico e do Pré-cambriano nas regiões mais altas. Algumas formações vulcânicas são encontradas em toda a cordilheira. Por outro lado, as montanhas do Cáucaso Menor são formadas predominantemente pelas rochas do Paleógeno com uma porção muito menor de rochas do Jurássico e do Cretáceo. A evolução do Cáucaso começou do Triássico Superior ao Jurássico Superior durante a orogenia ciméria na margem ativa do Oceano Tétis, enquanto a elevação do Grande Cáucaso é datada do Mioceno durante a orogenia alpina. As montanhas do Cáucaso formaram-se em grande parte como resultado de uma colisão de placas tectônicas entre a placa arábica movendo-se para o norte em relação à placa eurasiática. Quando o Mar de Tétis foi fechado e a Placa Arábica colidiu com a Placa Iraniana e foi empurrada contra ela e com o movimento no sentido horário da Placa Eurasiática em direção à Placa Iraniana e sua colisão final, a Placa Iraniana foi pressionada contra a Placa Eurasiática. Quando isso aconteceu, as rochas que haviam sido depositadas nesta bacia do Jurássico ao Mioceno foram dobradas para formar as montanhas do Grande Cáucaso. Esta colisão também causou a elevação e a atividade vulcânica cenozóica nas montanhas do Cáucaso Menor.

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Recursos naturais

O Cáucaso possui jazidas de metais não ferrosos e reservas de petróleo (Azerbaijão e regiões de Maïkop e de Grozni).

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Fontes consultadas

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