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Copa Sul-Americana

A Copa Sul-Americana, cujo nome oficial atual é CONMEBOL Sudamericana, é uma competição continental de clubes de futebol da América do Sul, organizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) desde 2002. É a segunda mais importante competição da CONMEBOL, atrás apenas da Copa Libertadores da América.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Antecessoras

A primeira tentativa de uma competição secundária a Libertadores foi a Recopa Sul-Americana de Clubes, que teve apenas uma edição oficial (reconhecida em 2005), em 1970, e outra amistosa, no ano seguinte. Visava reunir os terceiros colocados nos campeonatos nacionais (alguns países criaram copas nacionais para indicar o representante), não contando com a presença de Brasil e Colômbia em nenhuma das duas edições. A Copa CONMEBOL, disputada de 1992 a 1999, é considerada sua predecessora pela similaridade dos meios de classificação: a presença em uma faixa depois do campeão nacional – único classificado a Copa Libertadores pela respectiva liga (o principal torneio continental era jogado apenas pelos campeões dos campeonatos e copas nacionais, além do atual campeão, até 1999) – era o critério mais usado, em que pese outras formas de acesso (como viria a ocorrer na Sul-Americana), dependendo do interesse de cada associação. Uma diferença era o número de participantes, apenas 16 ou 18. Expandida, a Sul-Americana é tida como uma disputa mais desafiadora que a Copa CONMEBOL. Em 2022, entrou oficialmente em pauta a unificação da antiga taça como Copa Sul-Americana.

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História

Em 2002, surgiu a ideia de uma Copa Pan-Americana, uma parceria da CONMEBOL com a CONCACAF, que possuiria nove times no novo certame: quatro mexicanos, três caribenhos/centro-americanos e dois estadunidenses. Os demais 23 times seriam sul-americanos. O projeto foi adiado para 2003, mas novamente não foi efetivado, quando estabilizou-se um torneio secundário meramente sul-americano, a Copa Sul-Americana, estreada em 2002. De forma menos incisiva do que o planejado para a Copa Pan-Americana, entre 2005 e 2008 clubes da CONCACAF participaram como convidados. Nesse período jogaram equipes de México, Estados Unidos, Costa Rica e Honduras. Na edição de 2006, o Pachuca tornou-se o primeiro (e atualmente único) clube não sul-americano a vencer uma competição organizada pela CONMEBOL. Desde sua criação, em 2002, o campeão se classifica para disputar a Recopa Sul-Americana, no ano seguinte, contra o campeão da Copa Libertadores. Até o presente momento, a maior série de conquistas do seu representante no tira-teima é de 2004 a 2006. De 2007 a 2018, o torneio classificou para a disputa da Copa Suruga Bank (em sua última edição, em 2019, renomeada para J.League YBC Levain Cup/CONMEBOL Sudamericana Final), contra o campeão da Copa da Liga Japonesa, sendo jogada no Japão. A partir da edição de 2010, a CONMEBOL incluiu uma vaga para o campeão da Copa Sul-Americana na edição próxima da Libertadores.

No Brasil

A Confederação Brasileira de Futebol não participou da primeira Copa Sul-Americana (2002) alegando problemas de calendário. O torneio não foi muito valorizado pelos grandes clubes brasileiros nos primeiros anos de disputa. Em 2003, a classificação se deu apenas pelo Ranking de Clubes da CONMEBOL. Em 2004 e 2005, envolveu o Ranking e o Campeonato Brasileiro. Em 2006, 2007 e 2008 foram classificados o campeão nacional e os sete melhores colocados não classificados para a Libertadores, totalizando oito vagas. De 2009 a 2012 classificavam-se os oito clubes melhores no Campeonato Brasileiro não qualificados para a Libertadores, que na época era reservada aos quatro primeiros colados. A partir de 2010, quando a CONMEBOL atribuiu vaga na Libertadores ao campeão da Sul-Americana, o título desta por um brasileiro transformaria o G4 em G3, o que seria aplicado em 2012; coincidentemente, o São Paulo findou justamente em quarto. Não retirava, porém, a última vaga definida para a Sul-Americana, lembrando-se que de 2003 a 2016 existia na Sula a vaga do então campeão. A presença do campeão da Copa do Brasil ou Libertadores entre os doze primeiros abria vaga para os próximos mais bem posicionados. Desde a Libertadores de 2017, a vaga de campeão da Sul-Americana deixou de diminuir o número de vagas já destinadas para a Libertadores, ganhando o seu país um representante a mais.

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Cobertura da mídia no Brasil

A Copa Sul-Americana em seu início teve pouca atenção de mídia, especialmente no Brasil. Desde sua criação, a atenção sempre foi deixada a segundo plano, mesmo pela televisão por assinatura. Em 2003, ano que os primeiros brasileiros se classificaram, a TV Globo e o SporTV foram responsáveis pela transmissão, sendo que na TV aberta a sua cobertura foi regionalizada pela Globo (com coberturas nacionais pontuais), e coberta em rede nacional por sublicenciamento pela Record, de 2003 a 2006, e pela Band, de 2007 a 2015. Em 2012, com a entrada do Fox Sports no mercado brasileiro, a competição foi transmitida em seu primeiro ano com exclusividade pelo novo canal. A partir de 2013, por meio de acordos de sublicenciamento, os direitos foram repassados em divisão com o SporTV, retornando à rede de canais por assinatura da Globo, acordo este mantido até 2018, quando a CONMEBOL anunciou que passaria a abrir licitação quadrienal para o período 2019–2022. No entanto, os valores pedidos pela entidade sul-americana afugentou antigos parceiros, especialmente a TV aberta, o que motivou a venda direta para o streaming DAZN, que fez a estreia no Brasil em dezembro do ano anterior. Sem interessados na TV aberta na licitação, o DAZN sublicenciou as partidas do torneio à RedeTV! no ano de 2019.

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Classificação

A competição é integrada por clubes qualificados graças a critério desportivo, embora até 2009 os clubes argentinos Boca Juniors e River Plate fossem convidados pela AFA independentemente de desempenho técnico. Em 2017, dez equipes desclassificadas na Copa Libertadores da América ganharam o direito de disputar a Sul-Americana no mesmo ano. O número foi ampliado para doze em 2021. Também em 2017, a CONMEBOL proibiu a classificação de equipes por meio de competições subnacionais, como ocorria no Brasil com os campeões da Copa Verde e da Copa do Nordeste. Além disso, devido a mudança nas datas do torneio, que passou a durar o ano inteiro e coincidir com a Copa Libertadores, extinguiu-se a vaga do atual campeão (que só poderá ganhar novamente se estiver entre as equipes transferidas da Libertadores). Após as mudanças de 2017 e 2021, a distribuição das vagas pelas confederações se dá da seguinte maneira:

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Maiores goleadas

Estas são as catorze maiores goleadas da história da Copa Sul-Americana:

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Fontes consultadas

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