Pesquisa · Mapa mental

Os Contos de Beedle, o Bardo

Os Contos de Beedle, o Bardo é um livro de histórias infantis escrito pela autora J. K. Rowling. Ele é o mesmo livro de contos mencionado em Harry Potter e as Relíquias da Morte, o último livro da série Harry Potter.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/08/2026
01

Na série Harry Potter

Os Contos de Beedle, o Bardo apareceu pela primeira vez como um livro de ficção em Harry Potter e as Relíquias da Morte, o sétimo e último livro da série Harry Potter. O livro é legado a Hermione Granger por Alvo Dumbledore, o ex-diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. O livro é descrito como um livro de contos-de-fadas popular para crianças bruxas de modo que, enquanto Rony Weasley está familiarizado com as histórias, Harry Potter e Hermione Granger nunca tinham ouvido falar nele, devido à educação não-mágica. O livro que Hermione recebe no testamento de Dumbledore é uma cópia da edição original do livro de ficção. Ele é descrito como um pequeno livro de aparência antiga com a sua ligação "manchado e descascando em alguns lugares". No romance é também dito que o livro tem um título em sua capa, escrito em símbolos rúnicos em relevo. O livro funciona como veículo para introduzir as Relíquias da Morte. Sobre a história "O Conto dos Três Irmãos", Hermione Granger encontra um estranho símbolo, que mais tarde é revelado por Xenofílio Lovegood como o símbolo das Relíquias da Morte. O triângulo do símbolo representa a Capa da Invisibilidade, o círculo de dentro do triângulo simboliza a Pedra da Ressurreição, e a linha vertical representa a Varinha das Varinhas.

02

História da publicação

Rowling começou a escrever o livro logo depois de terminar a série Harry Potter. Durante uma entrevista com seu fãs, ela também afirmou que ela usou outros livros como fonte de inspiração para os contos. Mais especificamente, "O Conto dos Três Irmãos", a única história incluída inteiramente em Harry Potter e as Relíquias da Morte, foi inspirado por Geoffrey Chaucer em "The Pardoner's Tale".

Edição feita à mão

Originalmente Os Contos de Beedle, o Bardo só tinham sido produzidos em um número limitado de sete cópias feitas à mão, tudo escrito à mão e ilustrado pela própria autora. Os livros foram presos em couro marrom e decorado a mão com ornamentos de prata e pedras preciosas montadas por ourives e pelo joalheiro Hamilton & Inches em Edimburgo. Cada uma das peças de prata representam uma das cinco histórias do livro. Rowling também pediu que cada um dos sete exemplares fossem embelezados com diferentes pedras semipreciosas. Seis destas cópias originais manuscritas eram exclusivamente dedicadas e dadas por Rowling para seis pessoas que estavam mais envolvidos com a série Harry Potter. Os destinatários destas cópias não foram inicialmente identificados. Desde então, duas dessas pessoas foram nomeadas. Um deles é Barry Cunningham, primeiro editor de Rowling. Outro é Arthur A. Levine, editor para Scholastic, a editora dos livros de Harry Potter dos Estados Unidos. Cunningham e Levine tinham emprestado suas cópias pessoais para exposições em dezembro de 2008.

Leilão

As 157 páginas da "edição Moonstone" do livro foi o primeiro colocado em exposição antes da licitação em 26 de novembro em Nova York e em 9 de dezembro, em Londres. O livro foi leiloado em 13 de dezembro de 2007, em Sotheby's, em Londres. O preço inicial era de £30.000 (62.000 dólares americanos, €46.000), e originalmente era esperado vender aproximadamente por £50.000 ($103.000, €80.000). O lance de fechamento superou todas as projeções anteriores, como, finalmente, o livro foi comprado por um representante dos negociantes de arte de Londres, Hazlitt Gooden e Fox, em nome da Amazon, por um total de £1.950.000 ($3.980.000, €2.280.000). Este foi o maior preço de compra de um manuscrito literário moderno. O dinheiro ganho no leilão mais tarde foi doado por Rowling para o Children's High Level Group.

Edições Públicas

Em 31 de julho de 2008, foi anunciado que Os Contos de Beedle, o Bardo também seriam disponibilizados para o público, tanto no padrão quanto edições de colecionador. O livro foi publicado pelo Children's High Level Group e impresso e distribuído pela Bloomsbury, Scholastic, e Amazon.com. A decisão foi tomada devido à decepção entre os fãs da série Harry Potter depois que inicialmente tinha sido anunciado que não haveria um lançamento publicado. Da mesma forma foi Animais Fantásticos e Onde Habitam e Quadribol Através dos Séculos, (outros dois livros mencionados nos livros de Harry Potter, que também foram impressos) o padrão e as edições de colecionador de Os Contos de Beedle, o Bardo apresentam comentários e notas de rodapé de Alvo Dumbledore, ex-diretor de Hogwarts e um dos principais personagens da série. A edição padrão também inclui ilustrações reproduzidas a partir da edição manuscrita leiloada em dezembro de 2007, e a introdução pela autora. A edição de colecionador limitada apresenta dez ilustrações por J. K. Rowling não incluídas na Standard Edition ou na edição original artesanal, bem como uma reprodução exclusiva de introdução manuscrita de J. K. Rowling, e outros objetos diversos, tais como réplicas de pedras preciosas e uma fita esmeralda.

03

Sinopse

Imagem: Ana Carolina Ω ‏ · BY-NC-ND · Openverse

Visão geral

Rowling escreveu cinco histórias para o livro. Um deles, "O Coração Peludo do Mago", não é mencionado em Harry Potter e as Relíquias da Morte, três outros, "O Bruxo e o Caldeirão Saltitante", "A Fonte da Sorte" e "Babbitty, a Coelha e seu Toco Gargalhante", recebem atenção superficial. "O Conto dos Três Irmãos" é a única história que aparece inteiramente no livro Harry Potter e as Relíquias da Morte.

"O Bruxo e o Caldeirão Saltitante"

Esta história começa suficientemente alegre, com um antigo bruxo muito gentil, que lembra muito ao Dumbledore. Este 'bem-amado' homem usava a sua magia principalmente para o benefício dos seus vizinhos trouxas, criando poções e antídotos para eles. Chamava a isso "culinária de sorte". Certo dia, ele morre (após um longo tempo de vida) e deixa tudo para o seu único filho. Infelizmente, o filho é bem diferente do pai, egoísta. Após a morte do pai, ele descobre o caldeirão, e nele (muito misteriosamente) há um único sapato e uma nota do seu pai: 'Tenho esperança, meu filho, de que nunca precises disto." Depois, as coisas começam a correr mal...Com raiva por não ter nada, apenas um caldeirão e completamente desinteressado com aqueles que não podem fazer magia, ele vira as costas para a cidade, e fecha as portas aos seus vizinhos.

"A Fonte da Sorte"

A Fonte da Sorte, protegida por forte magia, atrai muggles e bruxos de todo um reino durante o dia mais longo do ano por prometer sorte eterna para todos aqueles que superarem os obstáculos que levam até ela e se banharem em suas águas. Certa vez, na longa fila de pessoas que almejavam alcançar a fonte, três bruxas conversavam sobre suas desventuras. A primeira delas, Asha, sofria de uma doença que ninguém conseguia curar. A segunda bruxa, Altheda, teve todos os seus bens roubados por um bruxo do mal. A terceira bruxa, chamada Amata, sofria por ter sido abandonada por um homem que amava verdadeiramente. Todas buscavam a solução nas águas da fonte.

"O Coração Peludo do Mago"

No começo encontramos um mago atraente, habilidoso e rico que está envergonhado pela tolice de seus amigos apaixonados (Rowling usa aqui a palavra “gambolling” – brincando, fazendo travessura – um exemplo perfeito de como ela nunca diminui seus leitores). Tão certo ele está sobre seu desejo em revelar tal “fraqueza” que o jovem mago usa a “Arte das Trevas” para evitar que ele mesmo se apaixone. Os fãs deveriam reconhecer o começo de um conto de aviso aqui – Rowling explorou muitas lições na precipitação da juventude e nos riscos de tal poder nas mãos de tão jovens durante sua série. Sem saber que o mago chegou a tais extremos para se proteger, sua família ri de suas tentativas em evitar o amor, acreditando que a garota certa irá mudar seus pensamentos. Mas o mago fica orgulhoso, convencido de sua sabedoria e impressionado com o seu poder em alcançar total indiferença. Mesmo conforme o tempo passa e o mago assiste seus amigos se casarem e terem suas próprias famílias, ele permanece satisfeito com si e com sua decisão, considerando-se sortudo por estar livre das aflições que ele acredita encolher e esvaziar o coração dos outros. Quando os pais do mago morrem, ele não fica em luto, mas ao contrário se sente “abençoado” pelas mortes. Nesse ponto do texto, a letra de Rowling muda um pouco e a tinta na página parece um pouco mais escura. Talvez ela estivesse pressionando mais forte – estaria ela tão assustada e frustrada com seu jovem mago quanto nós estamos? Quase todas as sentenças na página da esquerda praticamente vão até a borda do livro, conforme lemos sobre como o mago se faz confortável na casa de seus pais mortos, transferindo seu “maior tesouro” para a masmorra deles. Na página em frente, quando descobrimos que o mago acredita ser invejado por sua “esplêndida” e perfeita solidão, nós vemos o primeiro gaguejo na escrita de Rowling. É como se ela não pudesse tolerar escrever a palavra “esplêndido” já que claramente não é verdade. O mago está desiludido, ficando mais irritado quando ele ouve dois servos fofocando – um tendo pena dele, o outro rindo por ele não ter uma esposa. Ele decide de uma vez por todas “arrumar uma esposa”, presumidamente a mulher mais bonita, rica e talentosa, para fazê-lo “a inveja de todos”.

"Babbity, a Coelha e seu Toco Gargalhante"

Um grande toco de madeira (com vinte anéis de crescimento – nós contamos) ocupa o topo do quarto e mais longo conto de Rowling. Cinco raízes em forma semelhante a tentáculos se espalham a partir da base, com grama e ervas saindo por debaixo delas. No centro da base do toco há uma escura fenda, com dois círculos brancos que parecem pequenos olhos espreitando o leitor. Abaixo do texto há uma pequena e estreita pegada da pata de um animal (com quatro dedos). Não tão terrível quanto o sangrento e peludo coração da última história (e dessa vez nós de fato vemos rastros de fadas na página), mas nós não gostamos da aparência desse toco completamente.

"O Conto dos Três Irmãos"

Certa vez, três irmãos caminhavam por uma estrada tortuosa ao anoitecer. Eles então chegaram a um rio que era grande demais para se contornar e perigoso demais para se atravessar a nado. Sendo os três versados em magia, apenas balançaram suas varinhas e criaram uma ponte. Mas antes que pudessem atravessar, apareceu em seu caminho uma figura encapuzada, que bloqueou a passagem. Era a Morte, que se sentiu traída, pois os viajantes geralmente se afogavam no rio. Mas a Morte era perspicaz, e fingiu parabenizar os três irmãos pelo feito e disse que cada um ganharia um prêmio por conseguir evitá-la. O irmão mais velho (De nome Antioch Peverell), um homem orgulhoso e combativo, lhe pediu a varinha mais poderosa de toda a existência, e a Morte lhe deu uma varinha feita da árvore de um sabugueiro (A Varinha das Varinhas).

04

Recepção

O director-adjunto da Sotheby's, Dr. Philip W. Errington descreveu a edição artesanal como "uma das peças mais emocionantes da literatura infantil" que passou pela casa de leilão. Depois de comprar o livro, a Amazon também lançou uma revisão, descrevendo-o como "um artefato puxado em linha reta fora de um romance". O The Times revistou o livro publicado favoravelmente, chamando os contos "engraçados, sinistros, sábios e cativantes" e comparando-os com os dos Irmãos Grimm. O The Telegraph revistou o livro desfavoravelmente, notando que "não seria normal se fosse o corpo de trabalho que se encontra por trás disso", e que havia "um elemento de enchimento para torná-lo um comprimento respeitável".

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando