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Constantino Lecapeno

Constantino Lecapeno foi o terceiro varão do imperador bizantino Romano I Lecapeno (r. 920–944) com Teodora, e coimperador de 924 a 945. Junto com seu irmão mais velho Estêvão, depôs Romano I em dezembro de 944, apenas para serem derrubados e exilados pelo imperador legítimo Constantino VII (r. 913–959) poucas semanas depois. Constantino foi exilado na ilha de Samotrácia, onde foi morto enquanto tentou escapar em algum momento entre 946 e 948.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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Biografia

Família

Constantino foi um dos filhos mais jovens de Romano I e sua esposa Teodora. Teófanes Continuado menciona-o como o filho mais jovem do casal imperial, enquanto o cronista do século XI Jorge Codino menciona-o como o terceiro dos quatro varões conhecidos. Seus irmãos mais velhos foram Cristóvão Lecapeno (coimperador em 921–931) e Estêvão Lecapeno (coimperador em 924–945). É incerto se Teofilacto (patriarca de Constantinopla em 933–956) foi seu irmão mais novo ou um pouco mais velho. Suas irmãs incluem Helena, casada com Constantino VII Porfirogênito (r. 913–959), e Ágata, que casou-se com Romano Argiro. Ele provavelmente também teve ao menos duas irmãs de nome desconhecido, conhecidas apenas devido ao casamento delas com os magistros Romano Mosele e Romano Saronita.

Reinado

Romano Lecapeno ascendeu ao poder em 919, quando conseguiu nomear-se regente sobre o jovem Constantino VII e casar sua filha Helena com ele. Dentro de um ano, ascendeu sucessivamente de basileopátor para césar, e foi finalmente coroado imperador sênior em 17 de dezembro de 920. Para consolidar sua permanência no poder, e com o objetivo de suplantar a reinante dinastia macedônica com sua própria família, ascendeu seu filho mais velho Cristóvão como coimperador em maio de 921. Constantino e seu irmão Estêvão foram proclamados coimperadores em 25 de dezembro de 924. Após a morte prematura de Cristóvão em 931, e dado a marginalização de Constantino VII, Estêvão e Constantino assumiram um maior destaque, embora formalmente ainda classificaram seu cunhado no colégio dos imperadores. Em 939, Constantino casou-se com sua primeira esposa Helena, uma filha do patrício Adriano, um armênio. Simeão Magistro registra a morte de Helena em 14 de janeiro de 940, e em 2 de fevereiro do mesmo ano, Constantino casou-se com sua segunda esposa, Teófano Mamas. Ele teve um filho, chamado Romano, mas não é registrado de qual de suas esposas. Este Romano foi castrado em 945, após os Lecapenos perderem o poder, para evitar que reivindicasse o trono imperial. Ele, no entanto, seguiu uma carreira na corte, posteriormente alcançando o posto de patrício e eparca de Constantinopla.

Exílio

Inicialmente, os dois irmãos foram enviados para Prote. Os cronistas bizantinos têm que o pai deles os recebeu citando uma passagem do Livro de Isaías, especialmente Capítulo 1.2: "Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque fala Jeová: Nutri e fiz crescer filhos, mas eles se rebelaram contra mim". Liuprando de Cremona, contudo, faz um relato ligeiramente diferente, afirmando que Romano recebeu seus filhos com um sarcasmo amargo, agradecendo-os por não esquecerem-se dele e desculpando os monges pela ignorância deles em receber imperadores adequadamente. Constantino foi logo transportado para Tênedos, e então para Samotrácia. Ele acabou por ser morto enquanto tentou escapar da ilha. A data exata é desconhecida, mas desde que Teófanes Continuado afirma que o exilado Romano I teve um pesadelo com a descida de seu filho para o Inferno no momento da morte de Constantino, ela pode ser colocada entre 946 e a morte de Romano em 948.

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Fontes consultadas

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