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Conservação da natureza

A conservação da natureza, também chamada ciência da conservação da natureza ou simplesmente conservação, é a designação dada aos princípios e técnicas que buscam a utilização racional dos recursos naturais, ou seja, a proteção desses recursos em uma perspectiva de sustentabilidade, que permite seu uso mas garante sua renovação. A conservação da natureza centra-se na manutenção do bom estado do ambiente natural, incluindo a fauna, a flora, os recursos minerais, a paisagem, os habitats e a biodiversidade, sem contudo excluir o uso humano de todos os ecossistemas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Conservação e preservação

O preservacionismo e o conservacionismo são duas abordagens da questão ambiental surgidas no fim do século XIX, nos Estados Unidos. Ambas se contrapõem ao crescimento econômico a qualquer custo e a exploração predatória da natureza, desconsiderando os impactos dessa exploração sobre o ambiente natural, inclusive a possibilidade de esgotamento dos chamados recursos naturais. Embora partam de uma posição comum, essas duas abordagens se diferenciam significativamente. O preservacionismo aborda a proteção da natureza independentemente de seu valor econômico ou utilitário e considera o homem como um mero causador de desequilíbrios. Assim, propõe a criação de santuários, intocáveis, como forma de proteger os ecossistemas da degradação que fatalmente decorreria da atividades humanas. O movimento preservacionista radical foi responsável pela criação de parques nacionais, como o Yellowstone, em 1872, nos Estados Unidos.

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Tratados internacionais

Existem diversos tratados internacionais que cuidam da conservação da natureza, mas a Convenção sobre Diversidade Biológica e os seus protocolos anexos têm papel destacado, pois consagram a nível global os objetivos e técnicas fundamentais da conservação.

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Objetivos da conservação

A conservação da natureza consiste essencialmente em proteger as populações de espécies animais e vegetais, bem como preservar a integridade ecológica do seu habitat natural ou de substituição (como sebes, pedreiras, escombreiras, albufeiras ou outros habitats artificiais). O objetivo fundamental é, em todos os casos, manter os ecossistemas em bom estado de conservação e prevenir ou corrigir os danos que possam sofrer, maximizando assim os serviços ambientais por eles fornecidos. Como movimento social, e mesmo como disciplina técnico-científica, o conservacionismo tem raízes antigas, em especial no mundo anglo-saxónico e escandinavo, que evoluíram no último quartel do século XX de um estatuto de ciência da proteção do património natural, que se centrava na inventariação e na tentativa de desenvolver técnicas que permitissem lidar localmente com desastres ambientais, para um campo de ação mais global, procurando antecipar a degradação da qualidade do ambiente.

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A biologia da conservação

O desenvolvimento e alargamento do campo de ação da conservação da natureza deu origem à biologia da conservação, campo científico que aplica os princípios da ecologia, da biogeografia e da ecologia da paisagem, conjugando-os com a dinâmica e a genética das populações. Na sua aplicação mais alargada, aquela ciência recorre ainda à antropologia, às ciências económicas e à sociologia, num triplo objectivo de restauração, de proteção e de gestão do ambiente e da biodiversidade. Michael E. Soulé, biólogo norte-americano e um dos fundadores daquela disciplina científica, descreve a biologia da conservação como a «ciência da raridade e da diversidade» (no título da sua obra Conservation Biology: The Science of Scarcity and Diversity, inicialmente publicada em 1980). O mesmo autor define-a como: No mesmo artigo, a biologia da conservação é igualmente descrita como uma «ciência da crise», uma disciplina para a qual os gestores do ambiente e os biólogos devem trazer soluções rápidas e eficazes para os problemas de conservação importantes, como preservar uma população de uma espécie ameaçada de extinção por exemplo. Os biólogos da conservação devem frequentemente encontrar respostas e abordagens de gestão para problemas de conservação para os quais não têm todos os dados, uma vez que as ferramentas e princípios teóricos ainda estão a ser desenvolvidos e que não está disponível a necessária informação sobre a biologia das espécies a gerir.

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Estratégia europeia de conservação da natureza

A União Europeia estabeleceu uma estratégia de conservação da natureza, de aplicação obrigatória em todo o território comunitário, a qual está contida na Directiva Habitats, a qual visa manter ou atingir um estado de conservação favorável nos sítios incluídos na rede Natura 2000, com o objetivo último de contribuir para a manutenção da biodiversidade no território europeu.

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