Conrado II do Sacro Império Romano-Germânico
Conrado II, também conhecido como Conrado, o Velho ou Conrado, o Sálico, foi o Imperador Romano-Germânico de 1027 até sua morte em 1039. Fundador da dinastia Saliana de imperadores foi também Rei da Borgonha desde 1033, Rei da Itália desde 1026 e Rei da Germânia desde 1024. Era filho de Henrique, Conde de Speyer, e sua esposa Adelaide da Alsácia.
A dinastia Saliana teve origem no Conde Werner V de Worms, um nobre Franco do ducado germano da Francónia, a leste do rio Reno. O seu filho, Conrado, o Vermelho, sucedeu-lhe como Conde em 941 e o Rei Otão I da Germânia (futuro Imperador do Sacro Império Romano-Germânico) nomeou-o Duque da Lorena em 944. Subsequentemente, casou-se com Lutgarda, uma filha de Otão, em 947 tornando-se um dos aliados mais próximos do rei. A relação tornou-se tensa, contudo, quando Otão recusou honrar o tratado de paz que Conrado, como representante de Otão, havia conduzido com Berengário II de Itália. Conrado também se ressentiu da crescente influência do irmão de Otão, Henrique I da Baviera, a quem ele viu como ameaça a seu próprio poder. Em 953, Conrado juntou-se ao filho do rei, Liudulfo, numa rebelião contra Otão, esta rebelião foi derrotada e Conrado foi despojado de seu ducado. Conrado e Otão reconciliaram-se rapidamente, com Conrado a lutar por Otão na grande Batalha de Lechfeld em 955. Embora os germânicos tenham tido sucesso em deter as invasões húngaras da Europa, Conrado perdeu a vida na batalha. Conrado foi sucedido como Conde de Worms em 956 por seu filho Otão de Worms, neto de Otão I. Algures entre 965 e 970, o filho mais velho de Otão de Worms, Henrique de Speyer, nasceu. De vida curta, ele morreu com 20 anos entre 985 e 990. O pai de Conrado II foi Henrique de Speyer, e a sua mãe foi Adelaide da Alsácia, um território da Baixa-Lorena. Após a morte de Henrique, Adelaide casou com um nobre Franco. Após seu casamento, Adelaide não demonstrou uma relação próxima com seu filho.
Conrado casou com Gisela da Suábia, duquesa duas vezes viúva, em 1016. Gisela era filha do Duque Hermano II da Suábia que, em 1002, desafortunadamente reivindicou o trono Germânico após a morte do Imperador Otão III, perdendo a eleição para o Imperador Henrique II. Gisela foi primeiro casada com o Conde Bruno I de Brunswick no mesmo ano. Após a morte de Bruno por volta de 1010, Gisela casou com Ernesto I da Casa de Babemberga. Por casamento, Ernesto I herdou o Ducado da Suábia devido à morte do irmão de Gisela, o Duque Hermano III da Suábia em 1012. Este casamento produziu dois filhos: Ernesto II e Hermano. Após a morte de Ernesto I em 1015, o Imperador Henrique II nomeou Ernesto II como Duque da Suábia. Como novo marido de Gisela, Conrado esperava servir como regente de seu enteados na administração do ducado, vendo-o como uma oportunidade de aumentar o seu próprio poder e subsequentemente reclamar seu próprio ducado. O Imperador Henrique II travou esta tentativa colocando a guarda de Ernesto II, e a regência da Suábia, nas mãos do Arcebispo Popão de Tréveris em 1016. Essa ação prejudicou ainda mais o relacionamento já rude entre a Casa imperial de Otto e a família Saliana.
Eleição Real
O Imperador Henrique II morreu em 1024. Sem filhos, a morte de Henrique trouxe a Dinastia Otoniana, que reinava a Germânia desde 919, ao seu fim. Sem um sucessor claro como Rei da Alemanha, a viúva de Henrique, Cunegunda do Luxemburgo serviu como regente até os duques alemães garantirem a eleição de um novo rei. Cunegunda foi assistida por seus irmãos, o Bispo Dietrich I de Metz e o Duque Henrique V da Baviera. O Arcebispo Aribo de Mogúncia, o Primaz da Alemanha, também assistiu Cunegunda. A 4 de setembro de 1024, os príncipes Alemães reuniram-se em Kamba, um nome histórico para uma área nas margens leste do rio Reno, em frente à cidade alemã de Oppenheim. (Atualmente a posição de Kamba é assinalada por um pequeno monumento, que exibe Conrado num cavalo.) O Arcebispo Aribo serviu como presidente da assembleia. Conrado apresentou-se antes da assembleia como candidato para a eleição, assim como seu jovem primo Conrado, o Jovem. Ambos eram descendentes do Imperador Otão I, através de seu avô comum Otão de Worms, filho de Lutegarda, uma das filhas de Otão. Embora existissem outros membros da dinastia Otoniana, nenhum foi seriamente considerado para a eleição. O Ducado da Saxónia adotou uma estratégia neutral, enquanto o Ducado da Lorena favoreceu o jovem Conrado. A maioria dos príncipes da assembleia favoreceram Conrado, o Velho, cujo filho de sete anos assegurava uma estável dinastia para o reino. Como presidente da assembleia, o Arcebispo Aribo lança o primeiro voto e apoia Conrado, o Velho. Outros clérigos apoiaram Conrado, o Velho, assim como os duques seculares. Apenas o arcebispo Peregrino de Colónia, o duque Gotelão I da Baixa Lorena e o duque Frederico II da Alta Lorena se recusaram a apoiá-lo.
Reinado precoce
Conrado herdou um reino perturbado por numerosos problemas. Os ducados da Saxónia e Lorena opunham-se a este reinado, assim como seu filho Conrado da Caríntia. Para consolidar seu reinado, Conrado empreendeu uma viagem pela Alemanha, fazendo paragens em Augsburgo para receber o apoio do Bispo Bruno, e em Estrasburgo o apoio de Bispo Werner, o irmão do último Imperador Henrique II. Ambos foram nomeados para altos cargos na corte de Conrado. Viajando de Colónia a Aachen, local da antiga capital de Carlos Magno, Conrado continuou a tradição de reclamar o direito de reinar a Alemanha como sucessor de Carlos Magno. Apesar de continuar com a tradição Otoniana, o Ducado da Lorena ainda não aceitava seu reinado. Conrado então viajou para norte para a Saxónia, visitando a Abadessa Adelaide I de Quedlimburgo e a Abadessa Sofia I de Gandersheim, ambas filhas do último Imperador Otoniano, o Imperador Otão II. Este apoio ao reinado de Conrado, influenciou muito a nobreza da Saxónia. Celebrando o Natal em Minden, os nobres Saxónicos, liderados pelo Duque Bernardo II, reconheceram Conrado como seu rei após a promessa dele respeitar a lei saxónica. Conrado e Gisela permaneceram na Saxónia durante o inverno até março de 1025. Após deixar a Saxónia, Conrado viajou até ao Ducado da Suábia, celebrando a Páscoa em Augsburgo. Depois viajou até ao Ducado da Baviera para celebrar o Pentecoste em Ratisbona. Conrado, a seguir viaja até Zurique perto da fronteira Germano-Borgonhesa. Em 1016, o Imperador Henrique II forçou o Rei Borgonhês sem filhos, Rodolfo III a nomeá-lo seu herdeiro. Com a morte de Henrique em 1024, Conrado reclamou o mesmo direito sob a Borgonha. Isto encerrou a sua viagem pela Alemanha, visitando todas as principais regiões do reino dez meses após sua eleição.
Agitação em Itália
Na Baviera, Conrado estabelece contato com a elite reinante Italiana pela primeira vez. Em junho de 1025, o Arcebispo Ariberto de Milão, e outros bispos do Norte de Itália, viajam para norte pelos Alpes para prestar homenagem a Conrado. Em troca de certos privilégios no governo de Itália, Ariberto concordou em coroar Conrado com a Coroa de Ferro da Lombardia. A situação em Itália era instável após a morte de Henrique II. Os nobres seculares acreditavam que o trono Italiano estava vago, não aceitando a sucessão automática de Conrado como questão de direito. Em vez disso, ofereceram a coroa Italiana ao Rei Capetiano Roberto II de França e a seu filho Hugo Magnus. Após ele rejeitar a oferta, os nobres abordaram o Duque Guilherme V da Aquitânia. Embora inicialmente excitado pela oferta, Guilherme V subsequentemente rejeitou-a.
O rei Rodolfo III da Borgonha, governante do Reino de Arles, não tinha filhos, então o Imperador Henrique II foi capaz de forçar o governante da Borgonha a nomear Henrique como sucessor de Rodolfo em 1016. Henrique II era sobrinho de Rodolfo e seu parente masculino vivo mais próximo, pois Henrique II era filho da irmã de Rodolfo, Gisela da Borgonha. Quando o imperador Henrique II morreu em 1024, Rodolfo ainda estava vivo, gerando uma nova controvérsia na sucessão da Borgonha. Conrado II, como sucessor de Henrique II, afirmou que herdou os direitos de Henrique II, mas Rodolfo contestou a sua reivindicação. O conde Eudo II de Blois, que tinha laços familiares com Rudolfo, também reivindicou o direito na sucessão. Conrado II encontrou-se com Rodolfo em agosto de 1027 perto de Basileia para resolver a disputa. A esposa viúva de Henrique II, a imperatriz Cunigunda de Luxemburgo, mediava as duas partes. Um acordo foi alcançado permitindo a Conrado II suceder ao trono da Borgonha após a morte de Rodolfo nas mesmas condições de Henrique II. Em troca, Rudolfo foi autorizado a manter o governo independente sobre seu reino
Coroação Imperial
A 26 de março de 1027, o Papa João XIX corou Conrado e a sua mulher Gisela como Imperador e Imperatriz, respetivamente, na Basílica de São Pedro em Roma. A coroação foi assistida por Canuto, o Grande, Rei de Inglaterra, Dinamarca e Noruega, Rodolfo III da Borgonha e 70 Altos-Clérigos, incluindo os Arcebispos de Colónia, Mogúncia, Trieste, Magdeburgo, Salzburgo, Milão e Ravena. O filho de Conrado e seu herdeiro Henrique também assistiu. A assistência de Rodolfo marca uma melhoria nas relações entre a Borgonha e o Sacro Império Romano-Germânico. Durante o sétimo dia da cerimónia de coroação, surgiu uma disputa de lugares entre os arcebispos de Milão e Ravena, com Conrado decidindo a favor de Milão. Seguindo o sínodo, Conrado viajou para sul para receber homenagem dos estados Italianos do Principado de Cápua, do Principado de Salerno e do Ducado de Benevento.
Revolta na Suábia
Em 1025, o Duque Ernesto II da Suábia, enteado de Conrado devido ao seu casamento com Gisela da Suábia, revolta-se contra o seu padrasto quando este é eleito rei da Alemanha. Em 1026, Conrado derrota esta revolta e Ernesto submetesse ao seu reinado. Devido à intervenção de sua mãe Gisela, Ernesto é aceite para acompanhar Conrado na sua expedição a Itália em 1026. Durante a expedição, a rebelião liderada por Conrado da Caríntia e o Conde Guelfo II da Suábia continua. Conrado tinha nomeado o Bispo Bruno de Augsburg regente da Alemanha enquanto ele marchava para sul até Itália. Quando Bruno foi derrotado pelos rebeldes, Conrado envia Ernesto de volta à Alemanha em setembro de 1026 para por um fim na revolta. Quando Ernesto regressa, ele junta-se aos opositores e revolta-se novamente contra Conrado.
Conflito com Adalbero
Conrado teve de impor as prerrogativas reais no Ducado da Caríntia e no Ducado da Suábia. O Duque Adalbero da Caríntia havia sido nomeado em 1012 pelo Imperador Henrique II e manteve-se leal à autoridade imperial apoiando a eleição de Conrado com rei germânico em 1024. No sínodo em Frankfurt, em setembro de 1027, Conrado tentou resolver décadas do longo conflito Gandersheim. Adalbero acompanhou o imperador e actuou como seu portador de espada durante o procedimento, indicando que Conrado confiava nele. Desde 1028, que Adalbero governa o seu ducado como um estado independente. Em particular, ele tenta conduzir relações pacíficas com o Rei Estêvão I. Sob o Imperador Henrique II, que era cunhado de Estêvão, as relações entre o Império e a Hungria haviam sido amigáveis. Após a morte de Henrique em 1024, Conrado adotou uma política mais agressiva, instigando ataques na fronteira entre o Império e a Hungria. Estes ataques particularmente afetaram o domínio da Caríntia de Adalbero, que partilhava uma longa fronteira a leste com a Hungria.
Política em relação à Igreja
Conrado continuou a política otoniana de usar a Igreja Alemã como veículo de controlo imperial. No início de 950, os Otonianos tinham favorecido membros da Igreja sobre nobres seculares na nomeação para os cargos mais importantes do Império. Reclamando "direito divino" para reinar o Império, os Otonianos cada vez mais se viam como protetores da Igreja e assim exigiam lealdade de seus membros. Em troca, os vários bispados e abadias do Império foram garantindo extensas propriedades e a autoridade secular, fornecia imunidade da jurisdição dos nobres seculares. Assim, os membros de Igreja reportavam exclusivamente ao Imperador, atuando como seus vassalos pessoais. Como vassalos do Imperador, os membros da Igreja foram obrigados a fornecer dois serviços para com ele: o serviço real (servitium regis) e serviço militar (servitium militum). Sob serviço real, os bispos e abades eram solicitados a fornecer hospitalidade e acomodações ao Imperador e sua corte quando ele chegava. Isto exigia também que os membros da Igreja atuassem como quasi-burocratas para o Império. Sob serviço militar, à Igreja era exigido fornecer soldados para o exército do Imperador ou atuar como diplomatas sob suas ordens. Conrado energicamente continuou com esta tradição.
Relações com a Polónia
O Duque Boleslau I da Polónia guerreou com o Imperador Henrique II três vezes durante as Guerras Germano-polacas de 1002 a 1018. Em janeiro de 1018, Henrique II e Boleslau I assinam o tratado de paz, conhecido como Paz de Bautzen, em que o Império e a Polónia declaram paz permanente com Boleslau reconhecendo Henrique II como senhor feudal nominal. Em troca, Henrique II garante a Boleslau terras na fronteira leste do Império. Para selar a paz, Boleslau I, viúvo, reforça as suas ligações dinásticas com a nobreza Alemã ao casar com Oda de Meissen, filha do marquês saxónico Ecardo I de Meissen. O Império e a Polónia mantêm a paz pelo resto do reinado de Henrique. A morte de Henrique em 1024 dá a Boleslau a oportunidade de aumentar o seu poder. Boleslau ganha vantagem neste interregnum na Alemanha e coroa-se rei na Páscoa, em 25 de abril de 1025. Boleslau foi assim, o primeiro rei Polaco, já que seus predecessores foram considerados meros "duques" pelo Império e o Papa em Roma. Boleslau morreu dois meses após a coroação, provavelmente devido a doença. O filho de Boleslau, Miecislau II Lamberto, sucedeu-o com Rei, sendo coroado no dia de Natal de 1025. Após assumir o trono Polaco, Miecislau expulsou o seu meio-irmão mais velho, Besprim e o seu irmão mais novo Otão Boleslawowic. Otão foi para a Alemanha em busca da proteção de Conrado.
Relações com a Europa de Leste
O Ducado da Boémia foi incorporado no Sacro-Império-Romano-Germânico em 1004 durante as Guerras Germano-Polacas, que se prolongaram de 1002 a 1018. O Imperador Henrique II instalou Jaromir como Duque da Boémia e prometeu proteção contra uma agressão da Polónia em troca da incorporação. Jaromir reinou apenas um pequeno território, contudo, a Polónia ocupava os territórios Checos tradicionais da Morávia, Silésia, Pequena Polónia e Lusácia. Em 1012, Jaromir foi deposto por seu irmão Oldrique, que assumiu o trono da Boémia para si próprio. Após a retomada das hostilidades entre o Império e a Polónia em 1028, Oldrique partiu para a ofensiva contra a Polónia, reconquistando a Morávia em 1029, o que ajudou a estabilizar seu ducado. A guerra terminou em 1031, quando o rei polonês Miecislau II se rendeu a Conrado. Na guerra civil que se seguiu, Miecislau foi forçado a fugir da Polónia para a Boémia, onde Oldrique o prendeu e castrou como vingança pela tortura que o pai de Miecislau, Boleslau I da Polónia, infligiu ao duque Boleslau III, irmão de Oldrique, trinta anos antes.
Conrado confirmou formalmente as tradições legais populares da Saxónia e emitiu novas constituições para a Lombardia. Em 1028, em Aachen, ele elegeu e ungiu seu filho Henrique como rei da Alemanha. Henrique casou-se com Gunilda da Dinamarca, filha do Rei Canuto, o Grande da Inglaterra, Dinamarca e Noruega com Ema da Normandia. Este foi um arranjo que Conrado fez muitos anos antes, quando deu a Canuto partes do norte da Alemanha para administrar. Henrique, que mais tarde se tornaria o imperador Henrique III, tornou-se o principal conselheiro de seu pai. Conrado fez campanha sem sucesso contra a Polónia em 1028–1030. Em 1031, Conrado e a Rússia de Kiev forçaram o rei Miecislau II, filho e herdeiro de Boleslau I, a fazer a paz e devolver a terra que Boleslau havia tomado do Império durante o reinado de Henrique II. Miecislau II foi compelido a desistir de seu título real e, pelo restante de seu conturbado governo, tornou-se duque da Polónia e vassalo de Conrado.
Segunda expedição italiana
Em 1038, o príncipe Guaimario IV de Salerno solicitou que Conrado julgasse uma disputa sobre Cápua com seu príncipe Pandulfo, a quem Conrado havia libertado da prisão em 1024, imediatamente após sua coroação. Ouvindo que Miguel IV, o Paflagónio do Império Bizantino, havia recebido o mesmo pedido, Conrado foi para o sul de Itália, para Salerno e Aversa. Ele nomeou Richer, da Alemanha, como abade de Monte Cassino, o abade Teobaldo sendo preso por Pandulf. Em Troia, ele ordenou a Pandulfo que restaurasse a propriedade roubada a Monte Cassino. Pandulfo enviou a sua esposa e filho para pedir paz, dando 300 libras de ouro e um filho e uma filha como reféns. O imperador aceitou a oferta de Pandulfo, mas o refém escapou e Pandulfo escondeu-se no seu castelo distante de Sant'Agata de 'Goti. Conrado sitiou e tomou Cápua e deu-a a Guaimario com o título de Príncipe. Ele também reconheceu Aversa como um condado de Salerno sob o domínio de Rainulfo Drengoto, o aventureiro normando. Pandulfo, entretanto, fugiu para Constantinopla. Conrado, portanto, deixou o Mezzogiorno firmemente nas mãos de Guaimario e leal, pela primeira vez, ao Sacro Império Romano-Germânico.
Morte
Durante a viagem de regresso à Alemanha, uma epidemia eclodiu entre as tropas. A nora e o enteado de Conrado morreram. O próprio Conrado voltou em segurança e ocupou várias cortess importantes em Soleura, Estrasburgo e Goslar. O seu filho Henrique foi investido com o reino da Borgonha. Um ano depois, em 1039, Conrado adoeceu e morreu de gota em Utreque. Seu coração e suas entranhas estão enterrados na Catedral de Saint-Martin, Utreque. Seu corpo foi transferido para Speyer via Colónia, Mainz e Worms, onde o cortejo fúnebre fez paradas. Seu corpo está enterrado na Catedral de Speyer, que ainda estava em construção nesta época. Durante uma grande escavação em 1900, seu sarcófago foi transferido de seu local de descanso original em frente ao altar para a cripta, onde ainda é visível hoje junto com os de sete de seus sucessores.
Casou em 1016 com Gisela da Suábia, filha de Hermano II da Suábia, de quem teve:


