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Confederação do Canadá

A Confederação do Canadá foi o processo que trouxe a união das colônias britânicas, formando o Domínio do Canadá, em 1 de julho de 1867. Este domínio foi estabelecido pelo Ato da América do Norte Britânica. Inicialmente, a Confederação constituía-se de apenas quatro províncias: Novo Brunswick, Nova Escócia, Ontário e Quebec, estas duas últimas recentemente formadas a partir da Província do Canadá. Gradualmente, a Confederação expandiu-se, crescendo gradualmente até os limites atuais.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Tempos coloniais

Após o fim da Revolução Americana de 1776, o Reino Unido ainda continuou a controlar quatro colônias no continente norte-americano: as colônias de Quebec (localizada no que é atualmente o sul das províncias de Ontário e Quebec), Ilha de São João, Nova Escócia e a Terra Nova e Labrador. Um ano após o fim da guerra de independência americana, em 1784, o Reino Unido criou uma quinta colônia - a Novo Brunswick, anteriormente o sudoeste da Nova Escócia - e renomeou a Ilha de São João como Ilha do Príncipe Eduardo. A maior parte da população destas colônias - com exceção da colônia de Quebec - eram anglófonos, descendentes de ingleses, e leais ao Reino Unido. Enquanto isto, a maioria da população do Quebec era francófona, de ascendência francesa. Desde 1608 estas colônias haviam sido colonizadas originalmente pelos franceses. Entre a década de 1740 até 1763, estas colônias todas passaram gradualmente para controle inglês. Apenas em Quebec o Reino Unido aceitou a criação de uma emenda judicial protegendo a língua francesa e a religião católica da população da ex-colônia francesa.

Rebeliões

Em 1837, rebeliões ocorreram simultaneamente no Canadá Superior e no Canadá Inferior. Elas foram liberadas por William Lyon Mackenzie - pai do futuro primeiro-ministro do Canadá, William Lyon Mackenzie King - e por Louis-Joseph Papineau, respectivamente, líderes das rebeliões do Canadá Superior e do Canadá Inferior. Ambas as colônias exigiam maior poder colonial sobre assuntos regionais. No Canadá Inferior, as diferenças culturais entre fracófonos e anglófonos também tiveram um peso decisivo como causa da rebelião. Ambas as rebeliões não ganharam amplo apoio popular, e foram facilmente terminadas pelo exército britânico. Porém, os ingleses, não dispostos a cometer os erros cometidos anteriormente à Revolução Americana nas 13 colônias - não ouvir opiniões e reclamações dos colonos americanos - decidiram enviar um representante ao Canadá, o Lord Durham, para examinar as causas das rebeliões, bem como propor uma solução para os problemas que causaram a rebelião.

Problemas

Durante a década de 1850, o balanço político entre a população francófona do Canadá Inferior e a população anglófona do Canadá Superior deteriorou-se rapidamente. Até então, a Assembleia Legislativa da colônia era constituída por um número de membros, repartidos igualmente entre os francófonos e anglófonos. Porém, na década de 1850, a população anglófona superou em número a população francófona. A população anglófona passou a ressentir o grande poder político dos francófonos na colônia, que agora eram minoria. Porque ambos os grupos étnicos eram representados igualmente na Assembleia Legislativa, tornou-se cada vez mais difícil para um governo formado primariamente ou por anglófonos ou por francófonos em ganhar suporte da população da colônia, e assim, ficar no poder.

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A Confederação

Durante meados da década de 1860, um grupo de líderes políticos da Província do Canadá decidiu que a solução para todos estes problemas seria a criação de uma forte União política entre todas as colônias inglesas na América do Norte. Os líderes deste grupo eram John Alexander Macdonald, um anglófono conservador do Canadá Superior, George-Étienne Cartier, um francófono liberal do Canadá Superior, e George Brown, um anglófono liberal. Em setembro de 1864, eles reuniram-se com líderes políticos da Ilha do Príncipe Eduardo, do Novo Brunswick, da Nova Escócia, e da Terra Nova e Labrador, em uma série de encontros. A primeira, e mais importante, delas foi realizada em Charlottetown, Ilha do Príncipe Eduardo. Neste encontro, chamada de Charlottetown Conference, os enviados da Província do Canadá convenceram os líderes das outras colônias inglesas que uma União das Colônias Inglesas e a formação de uma Confederação deveria ser realizada.

Aprovação da Confederação

A resistência da população e dos governos coloniais contra a formação da Confederação caiu rapidamente à medida que ficava claro que o Reino Unido apoiava a formação desta Confederação - ao contrário do que havia ocorrido anteriormente à Revolução Americana de 1776, quando o Reino Unido rejeitou as propostas dos colonos americanos em ganhar maior autonomia. Os motivos do Reino Unido em apoiar a formação da Confederação do Canadá, e assim, ceder autonomia às suas colônias na América do Norte, eram várias. Primeiramente, os custos de defender o Canadá contra uma possível invasão americana eram altos. Desde a Guerra Anglo-Americana de 1812, quando os americanos invadiram o Canadá, mas foram repelidos pelos ingleses, uma segunda invasão americana era provável, por causa do Destino Manifesto e da Guerra Civil Americana. Além disso, ao contrário das 13 colônias, as colônias inglesas no Canadá não eram rentáveis para o Reino Unido - isto, aliado aos altos custos de defesa, faziam do Canadá um dreno nos cofres públicos do Reino Unido.

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Pais da Confederação

São 36 os Pais da Confederação. Harry Bernard, secretário de Recordos na Charlottetown Conference, é considerado por alguns como o 37° Pai da Confederação. Outros "Pais", que trouxeram outras províncias e colônias inglesas à Confederação, após 1867, são também conhecidos como Pais da Confederação. Neste caso, Amor De Cosmos é também considerado por muitos um Pai da Confederação, pelo seu papel na instalação da democracia na Colúmbia Britânica e da aderência desta à Confederação. Várias pessoas atualmente consideram Louis Riel um Pai da Confederação, pelo seu papel desempenhado na formação da Manitoba e da aderência desta à Confederação, após a Rebelião de Red River, ocorrida entre 1869 e 1870. Riel foi executado em 1885, culpado por traição, após seu papel na Rebelião de Saskatchewan. A tabela a seguir lista os participantes da conferência e indica sua presença em cada sessão. Eles são conhecidos como os Pais da Confederação. Muitos tinham interesses principalmente econômicos em promover a Confederação, como George-Étienne Cartier com suas ações na companhia ferroviária que ligaria o Canadá de leste a oeste.

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Crescimento até dias atuais

O Ato da América do Norte Britânica permitia a formação e a adição de novas províncias à Confederação. Desde então, novas províncias e territórios foram criados, e outras colônias inglesas juntaram-se à Confederação como novas províncias. O Manitoba foi criado em 15 de julho, por um ato do Parlamento do Canadá, anteriormente, uma área muito pequena, com apenas 8% do tamanho atual. A Colúmbia Britânica juntou-se em 20 de julho de 1871, por um ato do Parlamento - com a condição que uma ferrovia transcontinental fosse construída entre a Colúmbia Britânica e as províncias do leste canadense, assim, causando o início da construção da Canadian Pacific Railway. O Canadá adquiriu as Terras de Rupert ao redor da Baía de Hudson, e os Territórios do Noroeste em 1869, assumindo total controle em maio de 1870, fundindo ambas e renomeando-as Territórios do Noroeste. Deste vasto território, foram criadas três províncias (Manitoba em 1870, Alberta em 1905 e Saskatoon em 1905) e dois territórios (Yukon em 1898 e Nunavut em 1999), além de extensões para Quebec, Ontário e Manitoba. A Ilha do Príncipe Eduardo juntou-se à Confederação em 1 de julho de 1873, com as condições de que uma linha de balsa fosse fornecida pelo governo canadense, fornecendo transporte entre a província e o resto do país, e do pagamento das dívidas da província.

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Fontes consultadas

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