Conde de Resende
Conde de Resende foi um título nobiliárquico português criado pelo Rei D. José I de Portugal, por decreto de 9 de junho de 1754, em favor de Dom António José de Castro, Almirante de Portugal.
O 1.º Conde de Resende foi Dom António José de Castro, que recebeu este título de juro e herdade como compensação pela sua renúncia, em favor da Coroa, às suas vastas propriedades no Brasil, por Carta Régia de 1754. Os Condes de Resende exerceram, desde a criação deste título, o cargo de Almirante de Portugal. Dom José Luís de Castro (1744–1819), 2.º Conde de Resende, foi nomeado 13.º Vice-Rei do Brasil em 1789 e enfrentou a Conjuração Mineira. Durante o seu governo, Tiradentes foi executado. Procurou melhorar as finanças e as condições sanitárias do Rio de Janeiro, mas as suas medidas causaram descontentamento, sendo substituído em 1801.
Solar
O Solar dos Condes de Resende foi adquirido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia em 30 de outubro de 1984, por escritura celebrada com João de Castro de Mendia, 10.º Conde de Resende. A propriedade é mencionada pela primeira vez na Carta de Negrelos de 1042, tendo posteriormente pertencido a várias famílias de destaque: os Baldaya, os Pamplona Carneiro Rangel (posteriormente Viscondes de Beire) e, a partir do século XIX, aos Condes de Resende. Manuel Benedito de Castro Pamplona, 6.º Conde de Resende, faleceu neste solar em 1907. Era cunhado do escritor Eça de Queirós, que fora seu condiscípulo na juventude. Foi neste solar que Eça conheceu e se apaixonou por Emília, irmã do Conde, com quem casou em 1886. Ao longo do século XX, a propriedade foi habitada por membros da família, seus rendeiros e, posteriormente, pela família Sarmento Pimentel. Atualmente, o solar funciona como centro cultural municipal.


