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Concorde

O Concorde foi um avião comercial supersônico de passageiros, que foi produzido de abril de 1965 até o final de 1978 pelo consórcio formado pela britânica British Aircraft Corporation (BAC) e a francesa Aérospatiale.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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História

No final da década de 1950, era de interesse das agências americana, francesa, inglesa e soviética, a criação de uma aeronave supersônica de transporte de passageiros. Cada um desses países possuía seu próprio projeto, porém, no começo da década de 1960, devido aos enormes custos demandados, os governos da Inglaterra e França decidiram juntar forças ao assinar, em 25 de outubro de 1962, um tratado que criou o consórcio franco-britânico e tornou possível o desenvolvimento do projeto e produção da aeronave. No início, o Concorde tinha cerca de 100 pedidos das companhias mais importantes do mundo, além da Air France, Pan Am e BOAC, atual British Airways, que eram as companhias lançadoras do tipo, a Japan Airlines, Lufthansa, American Airlines, Qantas e TWA também manifestaram interesse de compra. A construção do primeiro protótipo francês (nº 001) começou em abril de 1965, pela Aérospatiale, em Toulouse, França, e foi concluída em 11 de dezembro de 1967. Após quinze meses de testes em solo, decolou para seu primeiro voo em 2 de março de 1969. O segundo protótipo (nº 002) foi construído pela BAC em Fliton, Inglaterra e decolou para seu primeiro voo um mês depois, em 9 de abril de 1969.

Voos comerciais

Em 21 de janeiro de 1976, o Concorde iniciou voos comerciais ligando Paris ao Rio de Janeiro, com uma escala em Dacar, e Londres a Bahrein. Voar no Concorde era uma experiência única. Tendo uma velocidade de cruzeiro em torno de 2,5 vezes a de qualquer aeronave de passageiros - 1 150 kn (2 130 km/h), contra 450 kn (833 km/h) de então, sendo 1 292 kn (2 390 km/h) o recorde em 19 de dezembro de 1985. Naquela data, a aeronave realizou um feito memorável: um Concorde e um Boeing 747 da Air France decolaram ao mesmo tempo, o Concorde de Boston e o Boeing 747 de Paris. O Concorde chegou em Paris, ficou uma hora no solo e retornou a Boston, pousando onze minutos antes do Boeing 747.

Acidente

Em 25 de julho de 2000, uma das unidades da Air France (Voo Air France 4590) teve um acidente fatal, causado por uma peça de um DC-10 da Continental Airlines, que se soltara na pista minutos antes da decolagem do Concorde. Este acidente levou à paralisação de toda a frota francesa e britânica e considerado como a principal causa do fim dos voos do Concorde. Após o acidente, o Concorde sofreu algumas modificações, retornando ao transporte comercial de passageiros em novembro de 2001. Meses antes do retorno comercial, foi realizado o primeiro voo experimental com passageiros em 17 de julho de 2001. Uma aeronave da British Airways decolou do aeroporto de Heathrow por volta das 14h20 (horário local), sobrevoou o Atlântico, e retornou à Grã-Bretanha quando estava sobre o sudoeste da Islândia, pousando em uma base aérea em Oxfordshire. O voo teve como objetivo simular uma viagem para Nova Iorque, demonstrando que a aeronave estava em condições seguras de voo depois das modificações técnicas. A velocidade chegou a 1 350 mph (2 200 km/h) e a altitude chegou a 60 000 ft (18 000 m). O tempo total de voo foi de 3h20 e estavam a bordo autoridades da aviação civil e da British Airways.

Aposentadoria

Em 10 de abril de 2003, Air France e British Airways decidiram juntas encerrar os voos comerciais da aeronave. A Air France em 31 de maio de 2003 e a British Airways em 24 de outubro do mesmo ano. O último voo oficial foi realizado pela aeronave G-BOAF da British Airways, em 26 de novembro de 2003, para Filton, cidade onde foi produzido o primeiro Concorde, quando homenagens e manobras foram realizadas, como o movimento do "Bico" (levantamento e abaixamento). Logo depois seus motores foram desligados fechando um dos mais gloriosos capítulos da aviação. Foram fabricados vinte Concordes ao longo de um período de treze anos. Apenas a British Airways e Air France operaram a aeronave comercialmente.

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