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Concílio de Trento

O Concílio de Trento, realizado de 13 de dezembro de 1545 a 4 de dezembro de 1563, foi o 19.º concílio ecumênico da Igreja Católica. Foi convocado pelo Papa Paulo III para assegurar a unidade da fé e a disciplina eclesiástica, no contexto da Reforma da Igreja Católica e da reação à divisão então vivida na Europa devido à Reforma Protestante, razão pela qual é denominado também de Concílio da Contrarreforma. O Concílio foi realizado na cidade de Trento, no antigo Principado Episcopal de Trento, região do Tirol italiano.[carece de fontes?]

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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História

O Concílio de Trento foi o concílio ecumênico mais longo da História da Igreja Católica. Foi também o concílio que "emitiu o maior número de decretos dogmáticos e reformas, e produziu os resultados mais benéficos", duradouros e profundos "sobre a fé e a disciplina da Igreja". Para opor-se ao protestantismo, o concílio emitiu numerosos decretos disciplinares e especificou claramente as doutrinas católico‐romanas quanto à salvação, os sete sacramentos (como por exemplo, confirmou a presença de Cristo na Eucaristia), o Cânone de Trento (reafirmou como autêntica a Vulgata) e a Tradição, a doutrina da graça e do pecado original, a justificação, a liturgia e o valor e importância da Missa (unificou o ritual da missa de rito romano, abolindo as variações locais, instituindo a chamada "Missa Tridentina"), o celibato clerical, a hierarquia católica, o culto dos santos, das relíquias e das imagens, as indulgências e a natureza da Igreja. Regulou ainda as obrigações dos bispos.

Participação portuguesa

Na história de Portugal, o concílio teve grande influência, quer pela participação e apoio dos reis, quer pela influência que os seus decretos tiveram na vida eclesiástica e social do país. No 1.º período participaram o bispo do Porto, frei Baltasar Limpo, carmelita, e os teólogos dominicanos Frei Jerónimo de Azambuja, também embaixador régio, Frei Jorge de Santiago e frei Gaspar dos Reis, e ainda o franciscano Frei Francisco da Conceição. Logo que o bispo do Porto regressou de Trento, mandou D. João III que se reunisse com letrados para estudarem o modo de pôr em prática os decretos da reforma. No fim do 2º período D. João III e o cardeal D. Henrique constituíram assembleias de peritos para porem em ação um grande plano de reforma, completando com os decretos do V Concílio Laterense aqueles pontos ainda não promulgados em Trento.

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Objetivos e resultados gerais

Os objetivos principais do conselho eram duplos, embora houvesse outras questões que também foram discutidas: As decisões doutrinárias do conselho estão estabelecidas nos decretos (Decreta), que são divididos em capítulos (capita), que contêm a declaração positiva dos conciliares dogmas, e em cânones curtos (Cañones), que condenam as opiniões divergentes protestantes com o concluindo anátema sit ("que ele seja anátema").

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Publicação de documentos

A história completa é encontrada em Hubert Jedin 's A História do Concílio de Trento (Geschichte des Konzils von Trient) com cerca de 2 500 páginas em quatro volumes: A História do Conselho de Trent: a luta por um Conselho (Vol I de 1951); A História do Concílio de Trento: as primeiras sessões em Trento (1545–1547) (Vol. II, 1957); A História do Concílio de Trento: Sessões em Bolonha 1547–1548 e Trento 1551–1552 (Vol. III, 1970, 1998); A História do Concílio de Trento: Terceiro Período e Conclusão (Vol. IV, 1976). Os cânones e decretos do conselho foram publicados com muita frequência e em muitas línguas. A primeira edição foi de Paulus Manutius (Roma, 1564). As edições latinas comumente usadas são de Judocus Le Plat (Antuérpia, 1779) e de Johann Friedrich von Schulte e Aemilius Ludwig Richter (Leipzig, 1853). Outras edições estão no vol. vii. do Acta et decreta conciliorum recentiorum. Collectio Lacensis (7 vols., Freiburg, 1870–90), reeditado como volume independente (1892); Concilium Tridentinum: Diariorum, actorum, epistularum,… collectio , ed. Sebastianus Merkle (4 vols., Freiburg, 1901 sqq.); bem como Mansi, Concilia , xxxv. 345 sqq. Observe também Carl Mirbt, Quellen , 2ª ed, pp. 202–255. Uma edição em inglês é de James Waterworth (Londres, 1848; With Essays on the External and Internal History of the Council).

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Fontes consultadas

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