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Compra do Alasca

Em 1867, os Estados Unidos compraram o território do Alasca, que antes era do Império Russo. A operação foi conduzida pelo Secretário de Estado norte-americano William H. Seward.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
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Situação antes da compra

O Império Russo estava em dificuldades financeiras e em vias de perder o território do Alasca sem compensação em algum futuro conflito, sobretudo para o rival da época, o Império Britânico, que detinha o vizinho Canadá e cuja possante Royal Navy poderia facilmente tomar o controle das costas, de defesa difícil para a Rússia. O Czar Alexandre II decidiu então vender o território aos Estados Unidos e encarregou o seu embaixador, o barão Edouard de Stoeckl, de abrir negociações com o Secretário de Estado William H. Seward, de quem era amigo, no início de março de 1867. As negociações concluíram-se após discussões que duraram uma noite inteira e a assinatura do tratado foi feita às 4 horas da manhã de 30 de março com um preço de compra de 7 200 000 dólares americanos (equivalente a cerca 1,670 bilhão de dólares a preços de 2006). A opinião pública americana foi muitíssimo desfavorável a esta compra, como indica um historiador, e as críticas foram numerosas [Oberholtzer, p: 541]:

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Ponto de vista de Washington

A compra foi, à época, vista como ridícula, considerada como "a loucura de Seward", a "Geleira de Seward"e "o jardim de ursos-polares de Andrew Johnson", pois considerava-se temerário gastar uma tal quantia por uma região remota. O tratado foi apoiado pelo Secretário de Estado Seward, partidário de longa data da expansão, e pelo presidente do comité do Senado, Charles Sumner. Seus argumentos eram que os interesses estratégicos da nação obrigavam a assinatura deste tratado. A Rússia tinha sido um aliado de valor durante a Guerra de Secessão, enquanto o Reino Unido tinha sido quase um inimigo. Pareceria então normal ajudar a Rússia e "desconcertar" os britânicos. Havia ainda a questão de o território adjacente ser ainda colónia britânica (atual Canadá). Poderia então haver aí um valor estratégico para os britânicos de um dia adquirirem o Alasca. A compra, disse o editor do New York Herald, era um modo do Czar fazer entender ao Reino Unido e à França que não tinham "atividades no continente norte-americano." "Em resumo, era uma manobra de flanco" sobre o Canadá, como disse o New York Tribune. Em breve, o mundo veria no noroeste "um cockney hostil ladeado por dois Yankees atentos, um de cada lado" e "John Bull seria levado a compreender que a única coisa que poderia fazer seria vender seus interesses ao Brother Jonathan".

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Ratificação

O Senado dos Estados Unidos ratificou o tratado em 9 de abril de 1867, por 37 votos a favor e 2 contra. Estima-se que o Alasca contava na altura com 2500 russos ou mestiços e 8 000 aborígenes, no total mais de 10 000 habitantes, sob o comando direto da companhia russa das peles, e cerca de 50 000 esquimós viviam sob essa jurisdição. Os europeus viviam em 23 povoações sitas nas ilhas ou na costa. Em pequenos postos, havia quatro ou cinco russos que se encarregavam do recebimento e estocagem de peles trazidas pelos nativos e do reabastecimento de navios que vinham buscar a mercadoria. Havia duas vilas principais. A primeira, New Archangel, atualmente Sitka, foi fundada em 1804, como base de apoio ao rentável negócio de peles de leão marinho. Tinha cerca de 116 barracões que abrigavam 968 habitantes. A segunda era Saint-Paul, na ilha Kodiak, que com 100 barracões e 283 habitantes era o centro da indústria de peles de foca.

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