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Companhia de Tecidos Rio Tinto

A Companhia de Tecidos Rio Tinto é uma fábrica desativada cuja sede se situa na cidade brasileira de Rio Tinto, Paraíba. Embora juridicamente ainda não esteja extinta em virtude dos muito imóveis que ainda detém.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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Histórico

Antecedentes

A sociedade por ações denominada Companhia de Tecidos Paulista é uma entidade jurídica que foi constituída com a aprovação dos seus estatutos[nota 2] em assembleia dos acionistas fundadores realizada no salão nobre da Associação Comercial Beneficente do Recife, dia 13 de Junho de 1891, portanto logo no início da última década do século XIX. Tinha a sua sede no Recife, mas sua unidade de produção têxtil foi implantada em Paulista[nota 3], lugar então no distrito de Olinda, hoje município autônomo na região metropolitana do Recife. A fundação da Companhia de Tecidos Paulista está assinalada em nota publicada dia 14 de Junho de 1891 no jornal A Província (Recife), edição n.º 131, a qual está acessível na Hemeroteca Digital Brasileira pertencente à Biblioteca Nacional do Brasil.

Apogeu industrial

Após a morte de Herman Lundgren, em 1907, seu amigo Dannyel Heinrich Kubrusly passa a cuidar dos negócios da família. Quando Kubrusly morre, em 1910, os negócios passam às mãos dos filhos de Herman, educados na Alemanha e Inglaterra. A administração do projeto em Rio Tinto e desenvolvimento da fábrica couberam principalmente a Frederico João Lundgren (1879–1946), o qual foi sucedido por Arthur Lundgren, o qual se fez eleger primeiro prefeito de Rio Tinto, em 23 de dezembro de 1956, logo após o distrito de Rio Tinto se ter emancipado do município de Mamanguape e se tornar um município autônomo e independente. A fase áurea da Companhia de Tecidos Rio Tinto aconteceu no início dos anos 1960, quando se deu o apogeu das exportações para a Europa e os Estados Unidos. Nessa época, Rio Tinto tinha então uma das maiores arrecadações tributárias do interior nordestino, o que significava o pleno funcionamento de centenas de teares em 50 galpões, dentro de uma área construída de 52 mil metros quadrados. Doze caldeiras queimavam por dia 80 caminhões de lenha, gerando 15 mil empregos diretos.[nota 7] A fábrica foi o motivo condutor para edificação de quase tudo o que hoje está de pé na cidade, o que inclui 2.613 casas de habitação, o hospital, as praças e o armazém destinado ao suprimento das despensas de técnicos, dirigentes e operários. Com toda essa prosperidade, os trabalhadores tinham privilégios pouco comuns para o interior nordestino da época, como emprego fixo e assistência médica.

Tensões da guerra e declínio

Em 18 de agosto de 1945, cerca de dois mil operários da fábrica de tecidos invadem os chalés dos alemães, quebrando tudo e exigindo que os estrangeiros fossem deportados. Tanto no país quanto em Rio Tinto ardia o ódio sobrevindo do torpedeamento de navios da Marinha Mercante do Brasil três anos antes por submarinos então supostamente germânicos, durante a Segunda Guerra Mundial. Meses depois, com a situação mais estabilizada, a Companhia de Tecidos Rio Tinto acionou judicialmente o Estado em busca da indenização dos prejuízos, a qual nunca foi obtida. Muitos alemães, apesar de tripudiados e espoliados, ainda lá permaneceram para insatisfação dos xenófabos locais.

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Fontes consultadas

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