Vai-Vai
O Grêmio Recreativo Cultural e Social Escola de Samba Vai-Vai é uma escola de samba da cidade de São Paulo, fundada por um grupo de notáveis sambistas no bairro do Bixiga, pertencente ao distrito do Bela Vista. Intitula-se a "Escola do Povo". É uma das maiores agremiações do Carnaval Brasileiro e a maior campeã do Carnaval de São Paulo com 15 títulos, além de 10 vice-campeonatos.
No início do século XX, havia no bairro do Bixiga, na Rua Marques Leão, um time de futebol chamado Cai-Cai, que utilizava as cores branco e preto, da qual fazia parte um grupo de choro e jogava no campo do Lusitana, próximo ao cruzamento das ruas Rocha e Una, na região do Rio Saracura. Por volta de 1928, um grupo de amigos, liderados por Livinho e Benedito Sardinha, dentre eles estavam, Henrique Felipe da Costa (Henricão), Frederico Penteado (Fredericão), Lourival de Almeida (Seo Loro), que ajudava a animar os jogos e festas realizadas pelo Cai-Cai, porém eram sempre vistos como penetras e arruaceiros, sendo apelidados de modo jocoso como "a turma do Vae-Vae". Expulsos do Cai-Cai, estes criaram o "Bloco dos Esfarrapados", e paralelamente, o Cordão Carnavalesco e Esportivo Vae-Vae, que foi oficializado em 1930. O Vae-Vae adotou as cores preto e branco, as cores do Cai-Cai invertidas, como forma de ironizar o cordão do qual se separaram. Seu primeiro estandarte foi feito de cetim preto ornado com franjas brancas, tendo como símbolo no centro o desenho de uma Coroa com dois ramos de café e abaixo dos ramos, o nome do cordão, seguido da data de fundação.
Não demorou muito para o Cordão Vai Vai passar a ser respeitado por todos, sua bateria tinha uma batida inconfundível, com seus surdos que eram tocados com duas baquetas e zabumbas. À sua frente vinha seu Livinho que, primeiro apitador, mestre da bateria e do cordão até a metade dos anos 1940. Entre os nomes de destaque desta bateria está Sebastião Eduardo do Amaral, mais conhecido como Pé Rachado, que depois da saída de Seu Livinho, tornou-se presidente do cordão. Pé Rachado comandou a bateria do Vai-Vai por três anos, antes de passar o comando para Wálter Gomes de Oliveira, o Pato n'Água, e por duas décadas e meia presidiu a entidade. Com vistas a atender modificações que surgiam no cenário do samba paulistano, no início da década de 1970, o presidente do Cordão Vai Vai, Pé Rachado, busca reforços, trazendo do Fio de Ouro, o apitador Feijoada, que antes de ir comandar a bateria do Fio de Ouro, saía no Vai-Vai como batuqueiro sendo um dos discípulos de Pato n'Água. Com ele também vieram grandes batuqueiros para reforçar a bateria do Vai-Vai, dentre eles o Antonio Carlos Tadeu de Souza(Tadeu Neguinho), que mais tarde viria se tornar um dos grandes mestres de bateria do carnaval paulistano.
Os ramos de café foram escolhidos com o intuito de representar a cultura do café, que era uma das fontes de riqueza do país na época. Já a Coroa simboliza a realeza e a magnitude da raça negra, naquela época era comum o negro se tratarem carinhosamente de “Oi Meu Rei, Oi Minha Rainha” (esta forma de tratamento se deriva dos tempos da escravidão), pois grande parte dos negros e negras que vieram para cá como escravos, eram Reis e Rainhas em suas terras, (assim uma justa homenagem à família negra paulistana e bixiguenta). O símbolo foi idealizado por Fredericão, desenhado por Sardinha (sendo que a coroa foi tomada por base a coroa da corte portuguesa) e confeccionado por Dona Iracema. O estandarte passou a ser a representação máxima do cordão e logo trataram de arrumar uma pessoa para conduzi-lo e a primazia foi dada a Pitica, que passou a glória para Iara, que foi sucedida por Dona Iracema que antes sucedeu Antonieta como rainha do cordão.
Compositores: Dominguinhos do Estácio, Theo da Cuíca e Bulau Compositores: Oswaldinho da Cuíca e Papete Compositores: Oswaldinho da Cuíca e Serginho Compositores: Tadeu da Mazzei, Mario Sérgio, Jacó da Carolina, Penteado e Elisbão do Cavaco Compositores: Walter Babu, Alemão e Chuveiro Compositores: Oswaldinho da Cuíca, Namur e Macalé do Cavaco Compositores: Oswaldinho da Cuíca, Namur, Macalé do Cavaco Compositores: Mariano, Showxão, Afonsinho e Sorriso Compositores: Zeca do Cavaco, Nayo Denay, Marquito e Afonsinho Compositores: Tadeu da Mazzei, Jacó da Carolina e André Compositores: Wagner Santos, Edson Silva e Amauri Compositores: Vilma Correia e Washington da Mangueira Compositores: Danni Almeida, Vagner Almeida, Marcinho Z.Sul, Clayton Dias, Luciano Bicudo, Claiton Asca, Rodrigo Atração, Edson Liz, Anderson Bueno, Bira Moreno, Mario Lucio, Leandro Martins e Reinaldo Papum. Compositores: Naio Denay e Francis Gabriel.


