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Comics

Comics é uma expressão de origem inglesa que pode ser traduzida como "cómicos" e que designa as bandas desenhadas produzidas nos Estados Unidos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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História

A revista Wizard usou a expressão Era de Bronze em 1995 para identificar a Era do Horror Contemporâneo. Já historiadores e fãs chamam de Era de Bronze para descrever o período dos quadrinhos americanos no qual houve mudanças significativas a partir dos anos de 1970. Ao contrário da transição Era de Ouro/Era de Prata, a Era de Bronze apareceu sem que as revistas tivessem interrompida a continuidade; contudo, nenhuma revista entrou na Era de Bronze ao mesmo tempo. Mudanças que são costumeiramente citadas como marcos da transição entre a Era de Prata e a Era de Bronze são: O desenvolvimento de um novo sistema de distribuição nos anos de 1970 e as livrarias especializadas e frequentada por colecionadores coincidiu com o aparecimento de revistas com histórias especiais. Os quadrinhos em continuidade tiveram um aumento de complexidade, exigindo que os leitores gastassem em mais revistas para chegarem ao final da história. O preço das revistas subiu bastante, havendo inclusive falta de papel nos Estados Unidos.

Primeiras revistas e a Era de Platina

O desenvolvimento dos quadrinhos americanos deu-se por estágios, editores lançaram coletâneas de tiras de quadrinhos produzidas desde 1833 em livros de capa dura. The Adventures of Obadiah Oldbuck (Histoire de M. Vieux Bois no original) de Rodolphe Töpffer, que apareceu em Nova Iorque em 1842, é o primeiro exemplo de publicação do gênero em inglês. O sucesso da revista satírica britânica Punch, lançada em 1841, deu origem as americanas Puck, Judge, and Life. Em 1892 surge a tira The Little Bears and Tigers de James Swinnerton. A Companhia G. W. Dillingham publicou o primeiro "proto-comic-book" conhecido no Estados Unidos, The Yellow Kid in McFadden's Flats, em 1897. O material não era inédito – apareceu em tiras de 18 de outubro de 1896 a 10 de janeiro de 1897 numa sequência chamada de "McFadden's Row of Flats" – do cartunista Richard Felton Outcault da tira Hogan's Alley. O protagonista é um personagem chamado Yellow Kid ou "Menino Amarelo". Com 196 páginas em quadrinhos e publicação em preto e branco e um texto introdutório de E. W. Townsend. O neologismo em inglês "comic book" apareceu na segunda capa. Durante muito tempo, o termo funnies era usado para definir tiras de jornal, já que as primeiras tiras eram de humor.

The Funnies e Funnies on Parade

Em 1929 a Dell Comics (fundada por George T. Delacorte Jr.) publicou The Funnies ("Os divertidos"), descrita na Biblioteca do Congresso como um pequeno suplemento de jornal no formato tablóide. (Não confundir com a revista em quadrinhos do mesmo nome lançada pela Dell em 1936). The Funnies gerou 36 publicações, lançadas aos sábados até 16 de outubro de 1930. Em 1933, o vendedor Maxwell Gaines, o gerente de vendas Harry I. Wildenberg e o proprietário George Janosik da companhia Eastern Color Printing de Waterbury (Connecticut) – que dentre outras coisas haviam publicado sessões de tiras em quadrinhos dominicais – lançaram Funnies on Parade ("Desfile dos divertidos") como uma forma de manter as publicações em alta. Como The Funnies mas com apenas oito páginas numa revista inédita. Apesar do material original, contudo, foram republicados em cores sob a licença da McNaught Syndicate e do McClure Syndicate. As tiras incluiam os populares trabalhos dos cartunistas Al Smith (Mutt e Jeff), Ham Fisher (Joe Palooka) e Percy Crosby (Skippy). Não eram vendidas em bancas mas como promoções dos consumidores que colecionavam cupons nos produtos da Procter & Gamble. Foram impressas dez mil cópias. A promoção foi um sucesso e a Eastern Color produziu similares para a industria de bebidas Canada Dry, Kinney Shoes (sapatos), Wheatena (cereais) e outros, chegando a casa de 100 000 a 250 000 exemplares.

Famous Funnies e New Fun

Em 1933, Gaines e Wildenberg cooperaram com a Dell na publicação das 36 páginas de Famous Funnies: A Carnival of Comics, que os historiadores elegem como a primeira verdadeiramente revista em quadrinhos americana; o historiado Ron Goulart, por exemplo, declara que essa foi um marco do lucrativo segmento da publicação de revistas. Porém, não se sabe se a revista era vendida ou distribuída gratuitamente pois não havia preço na capa. A Humor Publications lança as revistas The Adventures of Detective Ace King, Bob Scully, The Two-Fisted Hick e Detective Dan, Secret Operative No. 48, trazendo os primeiro heróis de aventura criados exclusivamente para revistas em quadrinhos, as três duraram apenas uma edição, contudo, apenas Dan Dunn (nitidamente parecido com Dick Tracy), criado por Norman Marsh para Detective Dan, Secret Operative No. 48, tendo continuações em tiras de jornal, distribuídas pela Publishers Syndicate. Em 1942, após discutir com o Publishers Syndicate e ir para a Marinha, Marsh foi substituído por Allen Saunders (roteiro) e Paul Pinson (desenhos), logo em seguida, Pinson foi substituído por Alfred Andriola, no ano seguinte, a série é cancelada e substituída por outra sobre detetives, Kerry Drake, produzida por Saunders e Andriola.

Super-heróis e Era de Ouro

Em 1938, após Wheeler-Nicholson ser afastado dos negócios por seu sócio Harry Donenfeld, o editor Vin Sullivan, da National Allied, escolheu uma criação de Jerry Siegel e Joe Shuster para estampar a capa da revista Action Comics #1 (junho de 1938). Embora fosse uma história secundária na edição, a figura do herói alienígena disfarçado, o Superman, chamou a atenção. Vestindo roupas coloridas e uma capa inspirada nos artistas de circo, o personagem tornou-se o arquétipo dos super-heróis que viriam depois. A primeira versão do Superman, no entanto, surgiu em 1933 como um vilão careca na terceira edição do fanzine Science Fiction: The Advance Guard of Future Civilization, em um conto ilustrado chamado The Reign of the Superman.

Era de Prata dos Quadrinhos

A Era de Prata dos Quadrinhos representou o período em que os super-heróis retornaram e dominaram as publicações de duas das maiores editoras dos quadrinhos americanas, a Marvel e a DC. Em meados dos anos de 1950, seguindo a popularidade da série de TV The Adventures of Superman, os editores experimentaram o gênero dos super-heróis uma vez mais. A revista Showcase #4 (National, 1956) reintroduziu o super-herói The Flash reformatado e começou uma segunda onda de popularidade do gênero que ficaria conhecida como Era de Prata. A National expandiu a linha de super-heróis durante os seis anos seguintes, introduzindo novas versões do Lanterna Verde, Elektron, Gavião Negro e outros.

Quadrinhos Underground

No final dos anos de 1960 e início dos anos de 1970 houve a popularização dos chamados quadrinhos underground. Lançado em publicações independentes e fora do circuito das grandes editoras, era um reflexo da contracultura da época. Os personagens eram desajustados, irreverentes, como tinham sido nos primeiros quadrinhos. Um marco foi a publicação de Robert Crumb chamada Zap Comix #1 em 1968, que teve como antecedentes os quadrinhos pornográficos apelidados de "Tijuana bibles", datados dos anos de 1920 e as The Adventures of Jesus, de Frank Stack, publicada em 1962. Apesar de muitos dos artistas continuarem com seu trabalho, o underground como movimento quadrinístico teria terminado no final dos anos de 1980, sendo substituído por quadrinhos alternativos e os orientados para o público adulto.

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Reconhecimento de artistas

Algumas histórias em quadrinhos foram reconhecidas e os autores ganharam cobiçados prêmios. Art Spiegelman que escreveu Maus venceu o Prêmio Pulitzer e as revistas de Neil Gaiman, The Sandman venceu o World Fantasy Award como "Melhor Conto". Apesar de não ser uma revista em quadrinhos propriamente dita, a revista de Michael Chabon com temas sobre quadrinhos chamada The Amazing Adventures of Kavalier & Clay venceu em 2001 o Prêmio Pulitzer de ficção. A minissérie de quadrinhos Watchmen foi a única história em quadrinhos a entrar na lista da revista Time dos 100 melhores livros escritos desde 1923. O interesse popular pelos super-heróis aumentou com os sucessos de bilheteria do cinema com filmes como X-Men (2000) e Homem-Aranha (2002). As adaptações de quadrinhos de não-super-heóis como Ghost World, A History of Violence, Road to Perdition e American Splendor, também foram produzidas.

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Produção

As revistas em quadrinhos americanas geralmente são produtos de um trabalho cooperativo. Um escritor/roteirista escreve a história e o desenhista dá o tratamento visual dos personagens e ambientes. Alguns artistas colaboram com o roteiro e muitos fazem esboços ou rafes, cabendo ao arte-finalista revisar a arte e dar o seu aspecto finalístico. Atualmente, os desenhistas preferem criar meticulosamente cada página, indicando ao arte-finalista as suas preferências. Há o colorista responsável pela complementação dos desenhos que geralmente são arte-finalizados em preto e branco. Finalmente, o letrista insere os textos e diálogos e contribui com o impacto das cenas, escolhendo fontes e formatos dos balões.

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