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Brigada

Uma brigada constitui uma unidade militar existente nas forças armadas da maioria dos países. Tradicionalmente, a brigada corresponde à grande unidade de menor escalão de cada exército, sendo comandadas pelos seus oficiais generais de menor patente. Tipicamente, cada brigada é composta por vários regimentos ou batalhões. Várias brigadas podem formar uma divisão.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Origem

O termo "brigada" tem origem no italiano "brigata" (usado, por exemplo, na introdução do Decameron, onde se refere a um grupo de dez) ou no francês antigo brigare (significando "companhia" de tamanho indefinido), o qual, por sua vez, deriva da raiz celta briga, que significa "luta". Como unidade tática, a brigada foi inventada pelo rei sueco Gustavo Adolfo, no século XVII. Foi introduzida durante a Guerra dos Trinta Anos, com o objetivo de ultrapassar a falta de coordenação entre as ações dos diversos regimentos dos exércitos em operações. Com esse objetivo foram criadas brigadas com vários regimentos cada uma, os quais passaram a ser coordenados pelos comandantes daquelas. A brigada era uma unidade mista, bem equilibrada, compreendendo infantaria, cavalaria e normalmente também artilharia, sendo modelada à medida de cada missão que lhe fosse atribuída. A brigada era assim, uma versão primitiva dos modernos agrupamentos táticos ou forças-tarefas. Normalmente, incluía dois regimentos.

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Brigadas por países

Brasil

A brigada é a Grande Unidade básica do Exército Brasileiro, composta de elementos de combate—três a quatro batalhões[nota 1]—apoio de combate e apoio logístico e capaz de operação independente. É comandada por um general-de-brigada. Na infantaria pode ser paraquedista, motorizada (3ª,8ª,9ª,10ª,13ª,14ª), mecanizada (15ª), blindada (6ª), de fronteira (18ª), de selva (1ª,2ª,22ª,23ª), leve (11ª), aeromóvel (12ª) ou de montanha (4ª). Na cavalaria, mecanizada (1ª,2ª,3ª,4ª) ou blindada (5ª). Existe ainda uma brigada de artilharia antiaérea. Seis delas são de emprego estratégico: as paraquedista, 12ª aeromóvel, 15ª mecanizada e 23ª de selva de infantaria e as 4ª mecanizada e 5ª blindada de cavalaria.

EUA

No Exército dos EUA, uma brigada é uma unidade menor que a divisão, sendo maior que um regimento. O efetivo típico situa-se entre os 2.500 e os 4.000 militares. No passado, as brigadas do Exército dos EUA eram compostas por entre dois e cinco regimentos. Este tipo de organização esteve em vigor durante a Guerra Civil Americana e a Primeira Guerra Mundial, sendo abandonado antes da Segunda Guerra Mundial, altura em que as divisões foram reorganizadas, passando a basear-se em cinco regimentos de infantaria. Modernamente, o Exército dos EUA adoptou as formações do tipo BCT — brigade combat team (equipe de combate brigada), as quais contêm tanto unidades de combate, como unidades de apoio. Existem três tipos de BCT: as pesadas, as Striker e as de infantaria. As BCT pesadas baseiam-se em três batalhões de armas combinadas equipados, tanto com carros de combate M1 Abrams, como com veículos de combate de cavalaria Bradley M3. As BCT Striker baseiam-se em três batalhões de infantaria equipados com veículos blindados de transporte de pessoal de rodas Striker. As BCT de infantaria baseiam-se em três batalhões de infantaria ligeira, de assalto aéreo ou aerotransportados. Os três tipos de BCT dispõem ainda de um esquadrão de cavalaria, de um batalhão de fogos (artilharia de campanha), de um batalhão de tropas especiais de brigada e de um batalhão de suporte de brigada. As BCT constituem agora o padrão de organização tanto no Exército Ativo como na Reserva do Exército e na Guarda Nacional do Exército.

França

Depois de 1999 e da profissionalização das forças armadas, a brigada tornou-se a maior unidade orgânica do Exército de Terra Francês. Cada brigada tem um efetivo situado entre os 7.000 e os 8.000 militares, sendo composta por cinco a oito regimentos, que podem ser de uma só arma ou de várias armas. As brigadas constituem, essencialmente, grandes unidades administrativas em tempo de paz, responsáveis pelos batalhões e de outros elementos para constituírem agrupamentos táticos a serem empregados operacionalmente. Nas Forças Armadas Francesas, também são designadas "brigadas" as pequenas unidades — com cinco a dez efetivos, das tradicionais armas montadas do Exército — que incluem a artilharia, a cavalaria, o comissariado, o corpo técnico e administrativo, o trem e o material. A chefia de cada brigada é inerente a um praça com o posto de brigada, equivalente ao posto de cabo das armas a pé.

Portugal

A brigada foi introduzida no Exército Português na sequência da sua reorganização de 1707, altura em que o mesmo estava empenhado na Guerra da Sucessão de Espanha. Foram criadas brigadas de infantaria, de cavalaria e de dragões, cada qual composta por dois regimentos da arma respectiva. Estas brigadas não constituíam unidades táticas, mas sim unidades meramente administrativas. Cada brigada seria comandada pelo coronel de um dos seus dois regimentos. Em 1708, foi introduzido o posto de brigadeiro — intermediário entre os de oficial superior e de oficial general — para ser atribuído aos comandantes de brigada. Este posto destinava-se a dar tirocínio aos coronéis no comando de vários regimentos, para os preparar para aceder ao primeiro posto de oficial general que, na época, era o de sargento-mor de batalha (correspondendo ao atual major-general).

Reino Unido

Atualmente, o Exército Britânico dispõe de brigadas operacionais e de brigadas regionais. As brigadas regionais são apenas formações administrativas e de instrução destinadas a enquadrar algumas das unidades localizadas em determinada região, sobretudo as pertencentes ao Exército Territorial. As brigadas operacionais são grandes unidades de combate de armas combinadas, compreendendo de três a cinco batalhões. Podem ser blindadas, mecanizadas, de infantaria ligeira ou de assalto aéreo. Os Royal Marines dispõem da Brigada Comando 3 (3 Comando Brigade) que constitui atualmente a única grande unidade de manobra do corpo. A Brigada Comando 3 baseia-se em três comandos (unidades equivalentes a batalhões) de infantaria, apoiados por elementos de assalto anfíbio, de informações e comunicações, de logística e de apoio blindado dos próprios Marines, por unidades de infantaria, artilharia e de engenharia do Exército, podendo além disso receber apoio aéreo e de forças especiais.

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Fontes consultadas

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