Coliseu do Porto
O Coliseu Porto Ageas é uma sala de espetáculos localizada na cidade do Porto, em Portugal, e tem capacidade para até 4000 pessoas.
A construção iniciou-se em 1937 com as propostas apresentadas por José Porto, Jan Wils e a reprovada proposta de Júlio José de Brito. Em 1939 Cassiano Branco é convidado a resolver o projecto e, reutilizando a caixa muraria já construída que delimita a sala de espectáculos, palco e corredores, reorganiza a articulação vertical do edifício, da mesma forma que investe na sucessão dos espaços de entrada. Com projecto, em estilo Arte Deco, dos arquitectos Cassiano Branco e Júlio de Brito pertencendo à Companhia de Seguros Garantia, o coliseu foi inaugurado a 19 de dezembro de 1941, com um concerto da Sinfónica Nacional, dirigida pelo maestro Pedro de Freitas Branco. Os primeiros esboços encontrados, que sugeriam a construção de uma grande Casa de Espetáculos, datam do ano de 1911. Ao primeiro impulsionador do projeto, João José da Silva, juntaram-se outros notáveis da cidade: Raúl Marques, Adélio Vaz, Conde da Covilhã e Joaquim José de Carvalho. Inesperadamente, é numa época em que existe uma conjuntura mundial de extrema insegurança que o projeto avança. O Coliseu do Porto demorou apenas 22 meses a ser construído e custou 11 mil contos, um elevado custo para a época. Em 1937, surgem os primeiros esquissos do edifício pelo arquiteto José Porto, que rapidamente abandona o projeto. Seguem-se vários outros nomes como o Yan Wills, arquiteto holandês, fez esboços que ficaram sem efeito. E Júlio de Brito viu os seus estudos serem recusados pela Comissão de Estética da Câmara Municipal do Porto. Em 1939, Cassiano Branco assume o cargo de arquitecto dirigente e conta com a colaboração de Júlio de Brito, com quem mais tarde viria a entrar em conflito. Cassiano Branco já na frente, decide resolver o projeto, reutilizando a caixa muraria já construída que delimita a sala de espetáculos, palco e corredores, reorganiza a articulação vertical do edifício, da mesma forma que investe na sucessão dos espaços de entrada, elementos bem patentes na valorização do alçado do Coliseu. Visando a expressão permanente de um espetáculo de formas arquitetónicas, o arquiteto articula um desenho assimétrico da fachada, que joga com a torre sobrepujada e a pala sobre a entrada. Interiormente, a sala de espetáculos, desenhada em forma de ferradura, reforça a ideia conceptual de dinâmica espacial patente na conceção do edifício, conclui a portaria, assinada pelo ex-secretário de estado da Cultura, Francisco José Viegas.


