Colangite ascendente
A colangite ascendente é uma infecção bacteriana que afeta o trato biliar. Essa condição, quando não tratada, pode ser fatal. A infecção ocorre quando bactérias do intestino ascendem para as vias biliares, geralmente devido a uma obstrução crônica, como a coledocolitíase.
Pontos-chave
- Colangite ascendente é uma infecção bacteriana do trato biliar.
- Os sintomas clássicos incluem dor abdominal, icterícia e febre (Tríade de Charcot).
- A presença de hipotensão e confusão mental (Pêntade de Reynolds) indica septicemia grave.
- A causa comum é a estase biliar por obstrução, facilitando a proliferação bacteriana.
- O diagnóstico envolve exames de sangue e ultrassom, e o tratamento precoce é crucial.
A apresentação clínica da colangite ascendente pode variar, mas a tríade de Charcot (dor, icterícia e febre) é um sinal clássico. Em casos mais graves, a adição de hipotensão e confusão mental (pêntade de Reynold) sugere septicemia, necessitando de intervenção urgente.
Tríade de Charcot
A Colangite Aguda é uma condição séria caracterizada pela presença de três sinais clínicos conhecidos como tríade de Charcot, que são dor abdominal, icterícia e febre.
Pêntade de Reynolds
A gravidade da colangite aumenta significativamente com o surgimento da pêntade de Reynolds, que compreende a tríade de Charcot acrescida de hipotensão e confusão mental. Essa condição indica septicemia grave e a necessidade urgente de descompressão do colédoco, seja por cirurgia ou endoscopia. O uso imediato de antibióticos de amplo espectro é essencial. A infecção se desenvolve de forma ascendente, com bactérias migrando do intestino para as vias biliares.
Icterícia
A icterícia ocorre devido à estase (paralisação) do fluxo biliar, causada por uma obstrução no trato biliar, como um cálculo impactado. Isso leva a um refluxo retrógrado da bile para a corrente sanguínea, resultando no acúmulo de bilirrubina e conferindo à pele e aos olhos um tom amarelado.
Dor Abdominal
A obstrução do fluxo biliar causa um aumento da pressão dentro das vias biliares e da vesícula, levando à sua dilatação. Consequentemente, o paciente sente dor abdominal, tipicamente na região superior direita do abdômen (hipocôndrio direito). Essa dor pode piorar após a ingestão de alimentos, especialmente os gordurosos, pois a bile é essencial para a emulsificação de gorduras, e o corpo tenta liberar mais bile para a digestão, intensificando a pressão e a dor.
Febre
A colestase (diminuição do fluxo biliar) resultante da obstrução cria um ambiente propício para a proliferação de microrganismos nas vias biliares. As bactérias que se multiplicam nesse local podem liberar mediadores inflamatórios que desencadeiam a resposta febril no organismo.
A colangite ascendente geralmente resulta de estase biliar crônica, frequentemente causada por coledocolitíase (cálculos no ducto colédoco). Essa estase favorece a infecção bacteriana, sendo os organismos mais comuns bacilos Gram-negativos como E. coli, Klebsiella, Pseudomonas e Enterococcus.
O diagnóstico da colangite ascendente é baseado em achados clínicos, exames laboratoriais e de imagem. Exames de sangue podem revelar colestase, alterações nas transaminases e leucocitose, com culturas sanguíneas positivas em alguns casos. O ultrassom é útil para identificar a obstrução biliar.
Amostra de Sangue
Exames laboratoriais podem indicar colestase, níveis variáveis de transaminases e leucocitose. As culturas de sangue podem ser positivas em cerca de 15% dos casos, sendo possível o cultivo de anaeróbios.
Ultrassom
Os achados de ultrassom para colangite ascendente são semelhantes aos observados na coledocolitíase, auxiliando na identificação de obstruções e cálculos nas vias biliares.
A colangite ascendente é uma condição potencialmente fatal se não for tratada adequadamente e em tempo hábil.


