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Coelho

Os coelhos são uma espécie de mamíferos quadrúpedes da ordem dos lagomorfos pertencente à família dos leporídeos, em geral dos gêneros Oryctolagus e Sylvilagus. Caracterizam-se pelas orelhas e patas compridas e vasta pelagem. Esses pequenos mamíferos encontram-se facilmente em muitas regiões do planeta. São animais herbívoros utilizados pelo homem para alimentação, o pêlo para vestuário ou comumente como cobaias em estudos científicos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Definição

Etimologia

As línguas pré-romanas que existiam na Península Ibérica originaram o termo latino cuniculu que, por sua vez, deu origem ao termo "coelho". O termo é utilizado para se referir às espécies de oito géneros, incluindo o coelho-de-amami (Pentalagus), os coelhos-americanos (Sylvilagus) e o coelho-pigmeu (Brachylagus). Alguns autores incluem o género Caprolagus no grupo dos coelhos (coelho-asiático), mas a maioria classifica-o como pertencente às lebres. A espécie mais comum é a Oryctolagus cuniculus, ou coelho-europeu.

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Origem e história da domesticação

Não é duvidoso ou controverso o fato de que a totalidade dos coelhos domésticos é formada por descendentes do coelho selvagem europeu (Oryctolagus cuniculus). Basta compararmos e teremos uma visão de que eles não são apreciavelmente diferentes. Os coelhos e lebres não têm diferenças apreciáveis tanto nas suas formas, fisiologia ou hereditariedade. Todas essas diferenças apreciáveis não incluem o caráter calmo do doméstico e o arisco do selvagem. O fato que se conhece é que, se dermos liberdade aos coelhos-domésticos nos campos, eles logo vão ser transformados em animais selvagens. Enquanto isso, se dermos prisão a certos filhotes de coelhos selvagens, eles vão se tranquilizar e terão facilidade de domesticação. Porém, os coelhos têm possibilidade de conservação a um fato muito propenso de retornar à vida selvagem. Não existe outro animal, exceto, talvez, o cachorro, durante o fato do homem ter domesticado, que tanto se transformou como os coelhos.

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Características

A pelagem dos coelhos selvagens é grossa e macia nas cores marrom (castanho) e cinza, branco e preto. O coelho doméstico pode nascer com coloração preteada, acastanhada, acinzentada, branqueada, ou ter apresentação dessas cores que combinam entre si. O alcance do comprimento de um coelho selvagem adulto varia entre 20 e 35 cm e sua pesagem na balança varia entre um e 2,5 kg. Os coelhos a serem criados podem ter muita grandeza de tamanho e cuja pesagem seja superior a 2,5 kg. As fêmeas geralmente tem mais grandeza de tamanho do que os machos. A esperança de vida da maior parte dos coelhos é uma idade superior a quatro anos em estado selvagem. O motivo disso é que os coelhos selvagens são imensamente velozes para fugir dos inimigos. A maioria dos coelhos utilizados para criação, enquanto animais de estimação, têm como expectativa de vida uma idade que dura até dez anos. Os olhos do coelho estão localizados nos lados direito e esquerdo da cabeça. Consequentemente, o animal pode ter a visão de objetos que se situam na parte traseira dele ou de ambos os lados melhor do que se estiverem à sua frente. Os coelhos podem fazer o movimento das orelhas compridas de uma vez ou separadamente, para a captação de sons, mesmo fracos, que vêm de qualquer lugar direcionado. Os coelhos também são dependentes do aguçamento de seu olfato para dar advertência do perigo. A aparência do coelho é a movimentação ininterrupta do nariz.

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Relação entre o coelho e a lebre

Coelhos não devem ser confundidos com lebres. O motivo disso é que, apesar de serem parecidas em distância genealógica, por pertencerem também à mesma família taxonômica, têm muitas diferenças completas das que os coelhos apresentam. Existem grandes semelhanças entre coelhos e lebres. Por isso, coelhos e lebres se confundem muito. Algumas vezes se designam de maneira errada. O tamanho da maior parte dos coelhos é menor que o das lebres. Já, o comprimento das orelhas dos coelhos é mais curto. O reconhecimento dos animais pode ser feito na época em que nascem os filhotes. Primeiro, um coelho que nasceu há pouco tempo não é capaz de enxergar. Segundo, não é coberto de pelo. E, terceiro quase não pode fazer movimento. Uma lebre que nasceu há pouco tempo tem boa visão. A pelagem da lebre é dotada de beleza. A lebre pode fazer o salto em poucas horas depois de seu nascimento. Além disso, o tamanho e a forma dos ossos cranianos que o coelho tem, diferencia-se dos ossos cranianos que tem a lebre.

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Distribuição geográfica e habitat

Coelho europeu

O coelho-europeu se originou na Península Ibérica, na extremidade sul-ocidental da Europa. Atualmente, o coelho-europeu (Oryctolagus cuniculus) está espalhado pela totalidade do continente. Nos últimos séculos, se espalhou pela totalidade do mundo. Não era capaz de defender-se da perseguição pelos seus predadores (lobos, raposas, aves de rapina e o próprio homem). Por isso, deu a eterna confiança à sua audição privilegiada e ao seu olfato. Sua confiança na audição privilegiada e no olfato é igual ao fato de que costuma andar à noite e se abrigar no subsolo. De acordo com que muitos especialistas afirmam, seu ouvido faz a distinção de sons que o homem não é capaz de ouvir.

Coelhos das Américas

O gênero Sylvilagus é uma classificação científica na qual são abrangidos os tapitis do Brasil e uma variedade de espécies que vivem na América do Norte, mais precisamente nos Estados Unidos, onde são chamados de cotton tail rabbits (coelhos de cauda de algodão) e marsh rabbits (coelhos dos mangues). Com certeza, são as espécies mais comuns que integram a família dos leporídeos na América do Norte, com menos tamanho do que as lebres de verdade e com membros posteriores, cauda e orelhas de menor comprimento. Também são diferentes daquelas nos hábitos, dando preferência à esquivança até se esconder nas proximidades de algum lugar dando confiança na corrida. São parecidos e se comportam como o coelho-europeu. Apesar disso, não embora não fazem escavação de galerias.

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Comportamento

Estes animais costumam viver em bando e ocupando territórios de até 15 m². Os machos costumam brigar disputando a liderança do bando. A hierarquia é importante, visto que os machos dominantes têm prioridade na época de acasalar. Normalmente, o coelho tem hábitos noturnos. Geralmente são silenciosos, mas emitem um som estridente quando estão machucados ou assustados. Os coelhos têm no homem como o maior predador que os persegue. Durante um ano, os caçadores causam a matança de milhares de coelhos por esporte. Agricultores também causam a matança de coelhos para favorecer a proteção das colheitas. Outros predadores que perseguem os coelhos são os coiotes, raposas, bisões e fuinhas. Gaviões, corujas e certas outras aves são responsáveis pela captura de coelhos para serem comidos. A maioria dos caninos e felinos também são responsável pela captura dos coelhos. Em geral, existe a tentativa dos coelhos de fuga ao predador que os persegue. Se um coelho está presente em campo dotado de abertura, não podem se mexer e esperar a retirada do predador que o persegue. Se houver aproximação do inimigo, o coelho faz a corrida rápida para a sua salvação. O susto de um coelho assustado permite que o animal salte a uma distância superior 3 metros e que aumente o salto para 100 km/h. O coelho faz a tentativa de confusão do inimigo fazendo a corrida em ziguezague. Ocasionalmente, sai voltando fazendo o caminho certo de sua própria trilha. A partir daí, dá um salto em outra direção. Finalmente, pode meter-se numa toca ou numa grande quantidade de galhos para servir-lhe de esconderijo.

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Hábitos alimentares e/ou dieta

A maior parte dos coelhos come e mostra-se ativa do anoitecer ao amanhecer, e passa o dia em descanso e a dormir. O coelho come muitas espécies de plantas. Na primavera e no verão, seu alimento são folhas verdes incluindo trevos, capins e outras ervas. No inverno, comem galhinhos, cascas e frutos de arbustos e árvores. Os coelhos às vezes causam prejuízo à lavoura porque mordiscam os brotos tenros de feijão,ervilha,soja e outras plantas. Também danificam árvores de fruto porque roem a casca. É importante ressaltar que os coelhos podem ter cenoura e chicória como alimentação, além de outros legumes e verduras. Mas não devem comer estes excessivamente, pois esses alimentos podem causar doenças alimentares.[carece de fontes?]

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Doenças

Os coelhos podem contrair tularemia, doença transmissível ao homem que lida com coelhos doentes (veja tularemia). Outra doença, a mixomatose, antigamente só ocorria naturalmente em algumas espécies da família do coelho, existentes na América do Sul. Mas o homem a introduziu na Austrália com o propósito de reduzir o número de coelhos selvagens europeus naquele país, onde, pela procriação rápida, causavam prejuízos às plantações.

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Reprodução

A gestação da coelha dura cerca de 30 dias. Geralmente nascem quatro a cinco láparos (filhotes de coelho) por vez, mas esse número varia de dois a nove. Os filhotes não enxergam nem ouvem, e não têm pelo. A mãe os mantém no ninho que cava no solo. Ela pode não ficar no ninho, mas permanece sempre perto. Forra o ninho e cobre os filhotes com capim e pelos, que arranca do próprio peito com os dentes. A cobertura esconde os coelhos recém-nascidos e ajuda a mantê-los aquecidos. Quando os láparos têm cerca de dez dias, já podem ver e ouvir, e possuem pelo macio. Cerca de duas semanas depois do nascimento, quando já têm uns 10 cm de comprimento, as crias deixam o ninho e escondem-se entre folhas e ervas altas. Geralmente cavam suas primeiras tocas próximo ao ninho. A coelha raramente cuida dos filhotes por mais de algumas semanas depois do nascimento. Algumas fêmeas do coelho-de-rabo-de-algodão começam a formar suas próprias famílias com menos de seis meses.

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Fontes consultadas

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