Codó
Codó é um município brasileiro do interior do estado do Maranhão, Região Nordeste. Situa-se no Leste Maranhense, a 300 km de distância da capital estadual São Luís, e a 170 km de Teresina, capital do Piauí. É polo da Região dos Cocais, fazendo parte de um importante eixo econômico e populacional no estado, além de ser o município brasileiro com a maior concentração de centros de religião afro-brasileira por metro quadrado, sendo 400 terreiros umbandistas concentrados apenas em Codó.
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Existem algumas versões sobre a origem do nome da cidade de Codó. Uma primeira, contada tradicionalmente de geração em geração, afirma que o nome Codó é originário de uma ave chamada codorna que teria existido em abundância nas terras codoenses. O professor Fernando Barbosa de Carvalho contribui ensinando que a palavra Codó lugar alagadiço, charco e brejo. O geógrafo Teodoro Sampaio afirma que Codó traduz arremesso de dardo, flecha pequena usada pelos índios. Afirma-se também que, em 1614, sucumbiu afogado no rio Itapecuru o francês Kodok, originando a palavra Codó. Defende o historiador Augusto César Marques, em sua obra "Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão", que o município tomou o nome de Codó em homenagem ao rio de mesmo nome, o rio Codozinho. Propaga-se ainda, que a palavra Codó é uma consequência do tráfico negro, escravos trazidos da cidade africana de Kodok, localizada no Sudão.
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Origem
Selva, mata virgem habitadas por pássaros de diferentes matrizes e animais que fizeram das rochas e dos cavalos as suas moradias. O Rio Itapecuru, grande rio, corria ligeiro beijando as promissoras terras codoenses. Os portugueses subiram o rio em busca de ouro e foram ficando na terra dos encantos. Escolheram lugares para morar, construíram as suas casas, continuaram as suas famílias. Os índios que habitavam a região, Barbados, Guanarés e Urubus não gostaram dos colonizadores portugueses. Os ânimos exaltaram-se. Houve luta pela posse da terra. Preocupado com a catequização dos indígenas e, ao mesmo tempo, no apaziguamento dos ânimos, o padre Antônio Vieira fundou as aldeias de paz e enviou da Aldeia de Paz de São Miguel (hoje Cidade de Rosário), o padre João Villar S. J., que foi assassinado pelos índios às margens do rio Codozinho em 1719. Com o padre João Villar, viajavam o padre Gonçalo Pereira, o franciscano Antônio Gonçalves, o capitão Francisco Soares Pinto e índios Guanarés, remadores.
Codó de vila a cidade
Codó foi crescendo, de povoado passou à vila pela Lei Provincial de n° 07, de 29 de abril de 1835. As mercadorias postas nas prateleiras das lojas eram reduzidas, atendendo as necessidades primordiais da população que crescia às margens do rio Itapecuru. O comércio era fraco, constituía-se de lojas, botequins e bodegas nos quais se vendiam produtos que chegavam através dos navios gaiolas e batelões. Os produtos eram: querosene, sal, café, tecidos, perfumes, talcos, miçangas, sapatos, bebidas, pimentas, incensos, quinquilharias, jornais, revistas e hortaliças. A Vila de Codó encontrava-se segura, resguardada de qualquer rebeldia molestadora a sua quietude e paz interna, por sediar o 22° Batalhão da Guarda Nacional e o seu comando superior.
Segundo o IBGE a densidade demográfica da população de Codó é de 26,20 habitantes por km² e possui uma área de 4.361,59-km².
Estrutura Geológica, Relevo e Solo
Codó encontra-se localizada em uma estrutura geológica de uma Bacia Sedimentar, a Bacia Sedimentar do Parnaíba, datada do período Silúrio-Devoniano da Era Paleozoica (aproximadamente 440 milhões de anos), onde há o afloramento da Formação Codó (camada de sedimentos datada do Cretáceo) composta basicamente por arenito cinza-esverdeada, basalto preto, argilito, gipsita e calcário. Devido esse tipo de bacia sedimentar identificada no município, conseguimos verificar um vasto número de riquezas em recursos minerais vírgulas recursos esses de grande valor econômico para a região, como os depósitos de gipsita e calcário. Encontramos também fósseis de esporos e pólen, o que indica uma possível valorização na região, casos sejam encontradas outras espécies em pesquisas futuras.
Clima e Vegetação
O clima tropical de transição entre o úmido e o seco se caracteriza pelo trimestre mais chuvoso, entre verão e outono, durante os meses de Fevereiro, Março e Abril; e os meses mais secos, de inverno a início da primavera, durante o período de Julho, Agosto e Setembro. A temperatura média anual se apresenta mais elevada, acima de 27°C e a umidade relativa do ar de 74%, sendo uma das mais baixas do Estado do Maranhão. A vegetação predominante é a Mata dos Cocais, também conhecida como Floresta Aberta/Babaçu, que ocupa toda a região do Vale do Itapecuru e apresenta, como principais espécies: a palmeira do Babaçu e a carnaúba. Outra vegetação bastante encontrada na área são os campos cerrados, principalmente, nas regiões Leste, Noroeste e Sudoeste do município, sendo as principais espécies o pequizeiro, o jatobá, a andiroba, além das outras frutíferas, como caju, buriti, pequi, nacuri e pitanga que são frutas conhecidas pelo sabor e alto valor nutritivo.
Hidrografia
O município de Codó pertence à bacia hidrográfica do Itapecuru, com uma área de 53.216,84 km², O que é equivale a 16,03% da área do estado, com características irregulares, pois é estreita nas nascentes e na foz, mas se alonga na parte central. Nasce no sul do estado, no sistema formado pelas Serras da Croeira, Itapecuru e Alpercatas. Seus afluentes na margem esquerda são: rio das Apertadas, rio Peritoró, Rio Codozinho; e os da margem direita são: rio Corrente, rio Tremenda, e rio Itapecuruzinho, apresenta ainda, as cachoeiras: Santana, Três Marias, Senharé, Quebra Codó e Vera Cruz e os riachos que cortam cortam o município, tais como: Gameleira, Prata, Roncador, Cocos, Mangabeiras, São Miguel, Saco, além do lendário Água Fria.
Subdivisões
• Centro. • Codó Novo. • Nossa Senhora do Carmo. • Nova Jerusalém. • Santo Antônio. • Santa Lúcia. • Santa Filomena. • Santa Teresinha. • São Sebastião. • Santa Luzia. • Santa Rita. • São Pedro. • São Francisco. • São Benedito. • São José. • São Raimundo. • São Vicente Palloti. • Residencial São Pedro. • Residencial Santa Rita. • Residencial José Rolim (Trizidela).
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Distribuição étnica de Codó (censo de 2022)
População
Em 2022, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 114 275 habitantes. Segundo o censo daquele ano, 55 286 habitantes eram homens e 58 989 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 83 203 habitantes viviam na zona urbana e 31 072 na zona rural. Da população total de 2010, 37 666 habitantes (31,91%) tinham menos de 15 anos de idade, 71 269 habitantes (60,38%) tinham de 15 a 64 anos e 9 103 pessoas (7,71%) possuíam mais de 65 anos, sendo a esperança de vida ao nascer de 70,22 anos. Em 2022, a população era composta por 15 859 brancos (13,9%), 20 195 pretos (17,7%), 70 amarelos (0,2%), 78 036 pardos (68,3%) e 114 indígenas (1,0%).
Religião
Tal como a variedade religiosa em Codó, são diversas as manifestações do gênero presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes e vários lugares para encontros de religiões de matriz africana, que possuem uma grande relevância no município.
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Em 2021, o PIB per capita do município de Codó era de R$ 13.364,78. Comparando-se com outros municípios do estado do Maranhão, ficava na posição 45 de 217. Já o percentual de receitas externas em 2023 era de 86,88%, o que o colocava na posição 180 de 217. Codó é um exemplo notável de como a agricultura e o agronegócio podem impulsionar a economia de um município. Com uma produção significativa de grãos e uma robusta criação de gado, o município desempenha um papel vital no cenário agropecuário do Maranhão e do Brasil. Com investimentos contínuos em infraestrutura, tecnologia e práticas sustentáveis, Codó está bem posicionado para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades do setor agropecuário, garantindo seu crescimento e desenvolvimento futuros. A pujança do comércio local tem trazido empresas dos mais variados ramos. Embora inserido em uma das regiões mais pobres do Brasil, o município conta com um crescente e variado centro comercial, abrigando lojas de grandes redes do país, tais como: O Boticário, Óticas Diniz, Cacau Show, Eletro Mateus, Lojas Americanas, Mateus Supermercado, Pague Menos, Magazine Luiza, Armazém Paraíba, e Odonto Companhy. Comércio, serviços e agricultura, juntos, respondem por 70% do PIB do município.
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A administração municipal se dá pelos Poderes Executivo e Legislativo. O representante do Poder Executivo de Codó eleito nas eleições municipais em 2024 foi Chiquinho FC, do Partido dos Trabalhadores (PT), que conquistou um total de 29 426 votos (48,29% dos votos válidos), tendo Cinthya Rolim como vice-prefeita. O Poder Legislativo, por sua vez, é constituído pela câmara, composta por 19 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
Lista de prefeitos e intendentes
A relação a seguir apresenta os prefeitos de Codó e seus respectivos mandatos
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Tem no seu carnaval a principal festa, famoso por atrair pessoas de toda a redondeza, principalmente Teresina e São Luís. A cidade também conta com vários carnavais fora de época. As festas afro-religiosas (terecô) e os festejos juninos, como o mestre Bita do Barão no mês de agosto, atrai inúmeras pessoas, de outros Estados do Brasil e até mesmo turistas de outros países. A cidade possui uma estrutura de balneários para atender seus visitantes, que, além das praias, busca o turismo no Memorial de Codó, do Instituto Histórico e Geográfico de Codó,[nota 1] um museu da história codoense, e a Expo Codó.
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Codó conta com um polo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) que possui cursos apenas de licenciatura; Centro de Estudos Superiores de Codó (CECSD/Universidade Estadual do Maranhão) que possui um curso em Bacharel em Administração e Ciências contábeis. Também conta com um polo do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), e do Instituto Estadual do Maranhão (IEMA). Escolas Particulares - Colégio Batista, Escola Presbiteriana, Escola Adventista de Codó, Colégio Olympus Yesi, Escola Pequeno Polegar, Escola Mundo do Conhecimento, Colégio Cristo Rei, Escola Caminho do Saber e Escola Reino Infantil. Em 2010, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos do município de Codó era de 97,1%. Comparando-se com outros municípios do estado do Maranhão, ficava na posição 86 de 217. Já o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), no ano de 2023, para os anos iniciais do ensino fundamental na rede pública era 4,5 e para os anos finais, 4.
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Localizada a 292 quilômetros de São Luís, Codó foi grande produtor de algodão desde período colonial, participando ativamente do processo de industrialização do estado no setor têxtil, com funcionamento de uma fábrica que produzia algodãozinho, brins, mesclas, riscados e sacaria. Hoje destaca-se na produção de arroz, mandioca, milho e feijão. Limita-se geograficamente com os municípios de Afonso Cunha, Aldeias Altas, Caxias, Coroatá, Chapadinha, Dom Pedro, Gonçalves Dias, Governador Archer, Lima Campos ,Timbiras e Santo Antônio dos Lopes. Atualmente a agricultura é uma atividade em declínio em Codó, pela falta de incentivos governamentais, onde cada vez mais são comercializados produtos importados de outras cidades, principalmente hortifrutigranjeiros. Codó tem como principal característica arquitetônica seus casarões e armazéns antigos, tendo sua prefeitura (1896), estação ferroviária (1920) e ofício do registro civil (1910) no centro da cidade como destaque. Com um centro comercial continuo e de grande expressão, tendo na segunda-feira seu ápice, as ruas ao redor do mercado central tomadas por barracas e ambulantes, atraindo pessoas de cidades vizinhas como Coroatá, Timbiras etc.


