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Código G

O Código G, do inglês G-code, é uma linguagem de programação para ordenar máquinas a fazer algo. Foi criada devido à necessidade dos fabricantes industriais terem uma linguagem padronizada em sistemas do tipo Comando Numérico Computadorizado (CNC).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Aplicação

Imagem: JOSE-MARIA MORENO GARCIA = FOTOGRAFO HUMANISTA · BY-NC-ND · Openverse

O Código G tem sua maior área de aplicação em máquinas CNC’s, porém, com o surgimento da Impressão 3D, que tem como base a tecnologia CNC, a mesma linguagem é utilizada pelas aplicações relacionadas a Impressão 3D. O Código G é interpretado por firmwares desenvolvidos para tal função. O firmware converte o Código G em movimentos nos motores e eixos das máquinas. Existem diversos firmwares de código aberto que podem ser aplicados no uso de Código G, entre eles encontramos:

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Sintaxe

Imagem: JOSE-MARIA MORENO GARCIA = FOTOGRAFO HUMANISTA · BY-NC-ND · Openverse

“Diferentemente de outras linguagens com padronização oficial e comitês de decisão, o G-Code é uma linguagem extraordinariamente variada, com comandos e até a sintaxe dependendo muito de implementação específica.” - SAMPAIO, Cláudio O Código G não tinha como intenção que todo e qualquer humano, não treinado ou habituado compreendesse o código, portanto os comandos são compactos e representados por uma letra seguida de um número.A sintaxe do código G possui uma estrutura com os seguintes formatos:

Número de Linha

O número da linha é a primeira parte da linha de código, o número deve ser precedido da letra “N” (logo os primeiros campos da linha 1(um) deve ser “N1”, assim como na linha dois os primeiros campos são “N2”, Ex. N1 M109 S220). Atualmente o formato de número da linha está depreciado para a particularidade do código G para impressão 3D, todavia o campo existe e pode ser utilizado.

Comando

No Código G não é aceite mais de um comando por linha. O comando é uma palavra reservada (letra seguida de um número, Ex. G28) que declara a ação que deve ser executada, podendo também ser acompanhada de argumentos que complementam a ação (Parâmetros). No caso das impressoras 3D os comandos estão limitados a três tipos de palavras reservadas, as iniciadas por G, M e T.

Parâmetros

Os parâmetros acompanham os comandos, assim como os comandos são representados por palavras reservadas (letras seguidas de números que podem ser positivos ou negativos). Segue lista de parâmetros com maior frequência de utilização:

Checksum (soma de controle)

É um campo que tem como objetivo a verificação da consistência do código, o checksum é um campo numérico que contém um asterisco e um número entre 0 e 255, o mesmo é utilizado para verificar as demais linhas que chegam à máquina corretamente ou foram afetadas por ruídos no meio. O campo cheksum não é usado em impressão 3D.

Comentário

No Código G um comentário é representado pelo carácter “;” (ponto e vírgula). As linhas iniciadas por este carácter são totalmente ignoradas pelo interpretador de Código G. As linhas que possuam um carácter ponto e vírgula após o comando também são processadas pelo interpretador no Código G mas apenas até ao carácter ponto e vírgula.Também pode estar dentro de ( ) (parênteses curvos) no sistema ISO, o ponto e vírgula é utilizado muito no sistema alemão heindeihaim.

Exemplos

O Código G conta com uma lista de mais de 500 comandos, cada comando é específico para uma tarefa e alguns dos comandos são aplicáveis somente a máquinas CNC. Abaixo você encontra uma lista dos comandos mais comuns: Aqui temos um código feito para impressora 3D, comentado para fins didáticos:

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Como o Código G é criado

Imagem: JOSE-MARIA MORENO GARCIA = FOTOGRAFO HUMANISTA · BY-NC-ND · Openverse

Um arquivo de Código G pode ser criado a partir de modelos bidimensionais ou tridimensionais que são inseridos em programas chamados fatiadores (slicers), esses programas analisam o modelo, e “então usam de algoritmos para transladar o modelo em camadas individuais e gerar o Código G que será interpretado pela máquina” Um modelo tridimensional, normalmente de arquivos CAD (Computer Aid Design ou Desenho Assistido por Computador), são usados nas transformações para Código G. Os mais comuns, são os arquivos com extensões STL (Standard Tessellation Language). Um arquivo STL é formado por triângulos que são definidos por 3 vértices e o vetor normal. O algoritmo base corta cada triângulo com um plano. A interseção desse plano com o triângulo gera o código a ser interpretado.

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Fontes consultadas

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