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CMTV

A CMTV é um canal de TV fechado português, associado ao diário Correio da Manhã. É um canal generalista com um forte cunho informativo, neste caso de caráter sensacionalista, dando especial atenção à atualidade relativa a assuntos criminais, acidentes, tragédias pessoais, casos judiciais e controvérsias, principalmente no contexto português, refletindo o teor do jornal a que está associado.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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História

O canal começou por transmitir em exclusivo na operadora MEO, com receção limitada a Portugal. No início de dezembro de 2015, reforçou a presença em Moçambique, passando a integrar a grelha da GOtv, operadora digital que está presente em todas as capitais provinciais do país. A CMTV é a única estação portuguesa de cunho informativo disponível na oferta da GOtv. Após três anos disponível exclusivamente na MEO em Portugal, a 14 de janeiro de 2016 passou a estar também disponível na NOS, alcançando cerca de 85% das casas portuguesas que têm televisão por subscrição. Em dezembro de 2017, a CMTV passou a estar disponível em todas as operadoras portuguesas de televisão por subscrição, assinalando presença na Nowo e na Vodafone. Desde janeiro de 2017 que a CMTV é o canal de TV fechado mais visto no conjunto dos operadores portugueses de TV por subscrição. Apesar de a informação sempre ter ocupado a maior parte da emissão diária do canal, no seu primeiro lustro de existência a CMTV apostava fortemente no entretenimento. Contudo, passado esse período, a informação passou a assumir um espaço ainda maior na grelha do canal, passando a ocupar alguns dos horários anteriormente dedicados ao entretenimento (deixou de haver transmissão diária de filmes eróticos de madrugada).

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Controvérsias

Imagem: Lourenço 45689 · BY-SA · Openverse

No dia 25 de fevereiro de 2016, a CMTV decidiu transmitir, no programa de entretenimento Manhã CM - então apresentado por Nuno Graciano e Maya -, o velório de uma criança de três anos que tinha sido, alegadamente, arrastada para o mar juntamente com a irmã, pela mãe. A decisão de transmitir o velório valeu críticas à CMTV, inclusivamente por parte do jornalista Paulo Querido, do humorista Diogo Batáguas e do comentador Daniel Oliveira, sendo que este último considerou que "que uma coisa é ser jornalista, outra é ser um abutre". De igual modo, em agosto de 2022 a Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) apontou vários erros e violações das regras jornalísticas à CMTV na cobertura do suicídio de uma mulher que pegou fogo ao carro em que seguia com as duas filhas menores, sendo que uma delas acabou por morrer também. A ERC considerou que o canal "[fez] da morte e da tragédia particular de seres humanos um espetáculo televisivo". A CMTV defendeu-se com o "exercício do direito de expressão e liberdade de imprensa”, sublinhando o “inegável o interesse público do caso".

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Programas da CMTV

Imagem: bjornery · BY-NC-ND · Openverse

No dia 21 de março de 2016, a CMTV passou a dispor de um novo horário para ficção, espaço no qual emitiu a sua primeira telenovela brasileira vintage. O primeiro episódio da telenovela A Escrava Isaura, comprada à RecordTV, rendeu ao canal 2,7% de share (fonte: CMTV) Em 2019, surge a primeira telenovela produzida para a CMTV, pela SP Televisão, Alguém Perdeu, da autoria de António Barreira. No entanto, essa telenovela, uma grande aposta do canal, acabou por revelar-se um fracasso de audiências, tendo passado, dos 200 episódios previstos, para os 82 e passando a ser emitida no acesso ao horário nobre, em vez de no horário nobre propriamente dito.

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Fontes consultadas

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