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Clube Jacobino

O Clube Jacobino foi um grupo político da Revolução Francesa, sendo seu Fundador Maximilien de Robespierre.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/08/2026
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História

A história do Clube dos Jacobinos pode ser dividida em três períodos distintos, os quais Jules Michelet caracterizou através de homens: "Houve o jacobinismo primitivo, parlamentar e nobiliário, de Duport, Barnave e Lameth, aquele que matou Mirabeau. Houve o jacobinismo dos jornalistas republicanos, orleanista, Brissot, Laclos, etc., dominado por Robespierre. Finalmente o jacobinismo de 1793, o de Couthon, Saint-Just, Dumas, etc., aquele que deve desgastar Robespierre e desgastar-se com ele."

Sob a Constituinte (Outono de 1789 - Outono de 1791)

Em 30 de abril de 1789, os deputados bretões nos Estados Gerais – notadamente Le Chapelier, Lanjuinais e Glezen, advogados dos tribunais de Rennes – fundam, em Versalhes, um Clube Bretão, logo aberto a outros deputados patriotas. Após a Jornada de 5 e 6 de Outubro de 1789 e da transferência da Assembléia Constituinte para Paris, seguindo o Rei Luís XVI de França, este clube se reconstitui sob o nome de "Sociedade dos Amigos da Constituição" (em francês: Société des amis de la Constitution) e instala-se no Convento dos Jacobinos, nome que se tornará célebre. O objetivo do clube é, em sua origem, o de preparar as sessões da Assembléia, discutindo de antemão os textos que devem ser debatidos, e de trabalhar no estabelecimento e no fortalecimento da Constituição. O sucesso é rápido: de 200 sócios em sua criação, passa para mais de mil em Dezembro de 1789. O recrutamento, a partir daí, não é mais reservado apenas aos deputados. Um sistema de cotas (24 libras) e a necessidade de ser apresentado por cinco padrinhos conferem à sociedade um caráter elitista. Aí se podem encontrar todas as cabeças do partido patriótico, de Mirabeau à Robespierre, de La Fayette à Pétion, passando pelo triunvirato Duport, Barnave e Lameth.

Sob a Assembleia Legislativa (Outono de 1791 - Outono de 1792)

A novidade maior é, sem dúvida, a modificação das relações entre o Clube e a Assembléia Nacional. A partir daí, o clube não se destina mais a preparar debates a serem realizados dentro da Assembléia. O clube adquire uma autonomia real. É uma outra Assembléia, reunindo outros deputados. Agora, os grandes debates políticos tem lugar tanto no Clube dos Jacobinos quanto na Assembléia. Esta passa a ser constantemente contestada pelos guardiões do espírito revolucionário, como se declaram os Jacobinos. Devemos nos lembrar que a Assembleia Legislativa, sucessora da Assembléia Nacional Constituinte, é composta por membros novos. Um decreto, votado sobre proposição de Robespierre, havia interditado aos Constituintes que se elegessem para a nova assembléia.

Sob a Convenção (Outono de 1792 - Outono de 1794)

A partir do outono de 1792, o Clube muda de nome e torna-se a "Sociedade dos Amigos da Liberdade e Fraternidade". Muda também de fisionomia. Segundo Michelet, "esta terceira legião, convocada de certa forma em nome da igualdade, diferia bastante das outras duas. Para começar, era mais jovem. Depois, a grande maioria compunha-se de homens de condição pouco letrada, como o carpinteiro Duplay. Estes bravos, bastante entusiasmados, eram geralmente honestos e desinteressados. Profundamente fanáticos com relação à salvação da pátria, confessando sua ignorância, careciam de um diretor. Fazia-lhes falta um homem honesto, bastante seguro e sólido, que os representasse; colocaram suas consciências nas mãos de Robespierre. Eram, se não me engano, mais ingênuos e mais violentos, menos finos e menos penetrantes que o povo de hoje. O fanatismo sincero, tão pouco esclarecido de uns, a violência verdadeira ou simulada de outros, a concorrência de fúria que havia entre eles, cada qual querendo superar o outro em cólera patriótica, tornava a sociedade (tão aparentemente disciplinada) muito difícil de manipular. Ela saía constantemente da medida que comportava o momento."

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Origem do nome "Jacobino"

O termo "jacobino" designava, antes da Revolução, a Ordem dos Dominicanos, que estabeleceu seu primeiro convento em Paris numa casa de caridade para peregrinos necessitados em 6 de agosto de 1218. Em 1789, os Dominicanos possuíam em Paris três casas: a da Rua Saint-Jacques, a da Rua Saint-Honoré, que se torna sede do Clube dos Jacobinos, e a do Faubourg Saint-Germain cuja capela tornou-se a Igreja de São Tomás de Aquino. O convento dos Dominicanos dependia de um convento italiano dedicado a São Tiago (Jacques, em francês), situado ao norte de Gênova. O convento dominicano de Paris toma também o nome de São Tiago (Saint-Jacques), nome que é dado também à rua onde o convento foi construído. Os irmãos dominicanos de Saint-Jacques receberam o apelido de "Jacobinos", derivado do nome Jacques, Jacobus em latim. No século XVII, o convento dominicano foi transferido para a Rua Saint-Honoré, mas conservou o apelido de Jacobino. Do convento primitivo resta apenas a Igreja de Saint-Jacques-du-Haut-Pas.

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Fontes consultadas

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