Club Atlético de Madrid
O Club Atlético de Madrid, mais conhecido como Atlético de Madrid, e em países de língua espanhola como Atleti, é um clube de futebol profissional espanhol sediado no distrito de San Blas-Canillejas na cidade de Madrid. Fundado em 26 de abril de 1903, manda seus jogos no Estadio Metropolitano desde 2017. Compete na La Liga, a principal divisão do sistema de ligas da Espanha.
O retorno à elite marca também o debute profissional de Fernando Torres. A boa relação com jogadores brasileiros não é renovada com Rodrigo Fabri, que fora pouco aproveitado pelo treinador e fica apenas para a temporada 2003-04, marcada pelo centenário do time e pela morte do presidente Gil. O contínuo discurso de equipe grande não se coaduna com os resultados de então. O distanciamento de títulos para Real Madrid e Barcelona aumenta. O ambiente, incluído ainda por um jejum de vitórias sobre o Real Madrid (perdurante desde 1999), não se altera nem com a chegada do vencedor técnico argentino Carlos Bianchi, em 2004: ele reforça bem o ataque com os compatriotas Maxi Rodríguez e Luciano Galletti, o búlgaro Martin Petrov e o servo-montenegrino Mateja Kežman, mantendo a segura defesa formada por Pablo Ibáñez, Antonio López e Luis Perea, mas o clube não consegue bons meio-campistas; os pedidos por Juan Román Riquelme e Javier Mascherano acabam não-atendidos.
Início
O primeiro nome, Athletic Club de Madrid, demonstrava a ideia inicial dos fundadores, estudantes bascos que desejavam criar uma filial do Athletic Club, equipe de Bilbao. O uniforme inicial, em razão disso, era o mesmo: camisas divididas verticalmente ao meio em azul e branco e calças azuis, uniformes comprados da equipe inglesa do Blackburn Rovers. A troca ocorreu em 1911, quando um enviado dos dois Athletics, ao viajar à Inglaterra, não conseguiu achar os uniformes do Blackburn e decidiu trazer os do Sunderland: camisas com listras verticais vermelhas e brancas e calças pretas. O novo modelo foi usado integralmente pelo Athletic de Bilbao desde então. O de Madrid, entretanto, manteve os calções azuis do Blackburn, causando a diferenciação nos uniformes dos dois clubes, que passaram a receber a alcunha de rojiblancos. A filial, porém, logo receberia um apelido próprio: como alguns colchões populares da época eram revestidos de camadas alvirrubras e a maior parte da torcida dos madrilenhos era de operários, não tardou para que surgisse o alcunha de colchoneros. O primeiro uniforme do time, alviazul, serve ocasionalmente de base para os uniformes secundários utilizados pelo clube.
Clube de Madrid
Após o conflito, o clube ressurgiu com um novo nome e de forma inusitada - fundiu-se com o Aviación Nacional, equipe de Zaragoza ligada à aeronáutica espanhola, e tornou-se o Athletic Aviación de Madrid. Conseguiu convite da edição 1939/40 da Liga Espanhola para ocupar o lugar do Real Oviedo, cuja estrutura foi destruída pela Guerra. O convidado saiu-se muito bem: sob o comando técnico de Ricard Zamora, justamente a grande estrela do Real nos títulos da década anterior, o Aviación terminou campeão pela primeira vez. E igualaria a equipe rival no ano seguinte, conquistando um bi. No mesmo ano do segundo título, um decreto do presidente espanhol Francisco Franco, general que saiu-se vitorioso na Guerra Civil, proibiu o uso oficial de outro idioma que não a língua castelhana no território espanhol. Com isso, o nome em inglês foi trocado para Atlético Aviación de Madrid.
Perdendo a hegemonia local e o primeiro título continental
A temporada 1953-54 veria o Real Madrid voltando a conquistar a Liga, com o reforço do argentino Alfredo di Stéfano. La Saeta Rubia lideraria o Real a um bi posteriormente, igualando as conquistas do Atlético. A década seguiu com o argentino comandando o Real em cinco conquistas seguidas nas primeiras edições da Copa dos Campeões da UEFA. Mais do que tudo isso, o sul-americano mexeu com rivalidades: o clube blanco passou a nutrir mais rivalidade, reciprocamente, com o Barcelona, contra quem passou a disputou a hegemonia nacional na década. Em 1957, o Real conseguiu seu quinto título espanhol, e o sexto viria em seguida. O Barcelona respondia com seu sétimo e oitavo títulos, em 1959 e 1960. À distância de ambos, o Atlético viu o Real emendar cinco títulos espanhóis no início da década de 1960.
Retomada das conquistas na Espanha e o título mundial
O Atlético interrompeu as sequências de títulos espanhóis do Real em 1966, vencendo pela quinta vez a Liga e já contando com três ídolos: Adelardo, Luis Aragonés e José Ufarte. Este, um galego crescido no Brasil, onde defendera Corinthians e Flamengo sob o apelido de "Espanhol". Ainda assim, o rival ofuscou a conquista ao ganhar o seu sexto título da Copa dos Campeões. A primeira participação do Atlético no torneio, na temporada 1966-67, terminou com eliminação precoce na segunda fase, frente aos iugoslavos do Vojvodina Novi Sad. O ano de 1966 marcou também a mudança para um novo estádio que recebeu o nome do presidente à época: Vicente Calderón.
1975-1995: duas décadas com algumas conquistas
Além do título mundial, 1975 também foi o ano em que o clube contratou dois brasileiros presentes na Copa do Mundo de 1974, ambos vindos do então campeão brasileiro, o Palmeiras: Leivinha e Luís Pereira. Em sua primeira temporada, Leivinha termina como vice-artilheiro da Liga, com 18 gols, mas o campeão é, pela décima sétima vez, o Real Madrid, que faturara o título também na anterior. Com os brasileiros em campo e Luis Aragonés treinando, o Atlético foi em 1977 campeão espanhol pela oitava vez, novamente encostando no Barcelona. Na Copa dos Campeões, o time cai nas quartas-de-final, contra os belgas do Brugge. Outro brasileiro a chegar após uma Copa é Dirceu, que vem em 1979. Dirceu fica apenas três anos, mas sai do clube como um dos mais adorados da torcida. Presente na Copa do Mundo de 1982, ele é o primeiro jogador do futebol estrangeiro convocado para a Seleção Brasileira para uma Copa, ao lado de Falcão (à época do mundial, na Roma).
1996 dourado e o retorno da crise
Aproveitando-se de crise vivida tanto pelo Real Madrid quanto pelo Barcelona, e também do Deportivo La Coruña (clube que vinha em ascensão na década), o Atlético supera-se na temporada 1995-96: no Espanhol, volta a vencer, após dezenove anos, La Liga, aproveitando a liderança disparada que obtém no primeiro turno; e o que é melhor, e um dublete com a Copa do Rei, também conquistada. Treinado pelo iugoslavo Radomir Antić, o elenco reunia José Francisco Molina, José Luis Caminero, Lyuboslav Penev, Diego Simeone, Milinko Pantić, Juanma López e, notadamente, Kiko. O nono título espanhol traz esperanças: o clube vai bem na Liga dos Campeões da UEFA em 1997, eliminado nas quartas-de-final pelo Ajax. O título do torneio fica com o Borussia Dortmund, adversário superado na fase de grupos. Para piorar, quem vence o Espanhol é o Real Madrid.
O grande rival do clube é o Real Madrid, o outro time da cidade, com quem disputa o Dérbi de Madrid, primeiro dérbi citadino a decidir uma Liga dos Campeões da Europa, isso em 2014, se repetindo em 2016. Os rojiblancos (equivalente em castelhano a "alvirrubros") chegaram a ser superiores até o início da década de 1950, quando os rivais, embalados por Di Stéfano, reverteram a situação e deixaram o Atlético para trás. Tradicionalmente, o Real Madrid é associado a uma torcida mais elitista, enquanto o Atlético é visto como um time de torcida mais popular, mas isso é um mito, sendo mais popular o Real Madrid na classe operária e o Atlético na classe alta. Todavia, tal estereótipo já foi ultrapassado na vida real, tanto a torcida madridista já abrange camadas populares e de imigrantes do Terceiro Mundo; como o atual Rei da Espanha, Filipe VI, é um declarado torcedor do Atleti, do qual também é presidente de honra desde o centenário colchonero, em 2003, sendo os ultras da "Frente Atlético" alinhados à extrema-direita a ponto de serem considerado o grupo de torcedores mais fascistas do país e nada operários - de acordo com os torcedores do outro clube madrilenho, o Rayo Vallecano, cujos apoiadores são caracterizados pelo engajamento esquerdista mais aprofundado. O próprio Atlético teria sido o clube inicialmente adotado, de modo inclusive oficial, pelo franquismo.
(1974, 1975, 1976, 1980, 1983, 1985, 1986, 1989, 1990, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 2000, 2003) (1968, 1976, 1977, 1978, 1991, 1995, 1997, 2003, 2014, 2015)
Recordes de partidas
Última atualização: 19 de março de 2026.
Maiores artilheiros
Última atualização: 19 de março de 2026.
Última atualização: 3 de fevereiro de 2026.


