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Citocina

Citocina é o nome geral dado a qualquer proteína que é secretada por células e que afeta o comportamento das células vizinhas portadoras de receptores adequados. Constitui um grupo de fatores extracelulares, os quais podem mandar as células se dividirem ou pararem de se dividir, estimulá-las a secretarem suas próprias moléculas de sinalização ou expressarem novos receptores, ou ordená-las a se "autodestruírem"(TIZARD,2009).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
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Outras Funções

Imagem: Comunicación UNED · BY · Openverse

As citocinas são produzidas durante a fase de ativação e fase efetora da imunidade para mediar e regular a resposta inflamatória e imunitária. Têm uma vida média curta. Estas só estimulam as células com receptores específicos na membrana da célula alvo, têm uma ação extremamente potente. São moléculas pleiotrópicas (podem atuar sobre muitos tipos celulares diferentes). São também redundantes ( várias citocinas podem efetuar as mesmas ações). As citocinas podem induzir efeitos diferentes sobre as mesmas células alvo de forma separada no tempo ou simultaneamente. Podem também influir na ação de outras citocinas de forma antagônica ou sinérgica.

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Classificação

Imagem: MiriamMayal · BY-SA · Openverse

Classificação estrutural: depende das estruturas secundárias da proteína. Mediadores e reguladores da imunidade inata: Mediadores de regulação da imunidade específica: Estimuladores da proliferação e diferenciação dos percursores hematopoiéticos: - SCF, IL-3, IL-7, G-CSF, GM-CSF, M-CSF.

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Caracteristicas funcionais das citocinas

Imagem: MiriamMayal · BY-SA · Openverse

Mediadores e reguladores da imunidade inata Reconhecimento do vírus. Os RNSs virais induzem a libertação de interferons de tipo I que inibem a replicação viral e proliferação celular; incrementam o potencial litico das celulas NK; e estimulam a expressão de moléculas MHC I. Detecção de vírus pelas células NK. As células NK activadas liberam citocinas que activam fagócitos, neutrófilos e células endoteliais. Detecção de bactérias pelos fagócitos mononucleares. Os monócitos/macrófagos activados produzem citocinas que levam à activação de respostas sistémicas como o aumento de temperatura, activação das células T e B e libertação de outras citocinas. Família de citocinas que induzem a adesão rápida, quimiotaxia e activação de subpopulações de leucóucitos efectores. São produzida por quase todos os tipos celulares em resposta a sinais pro-inflamatórias (plaquetas...). Orientam os leucócitos circulantes.

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Polimorfismos em genes de citocinas

Imagem: BCP25 D'ANGELOD · CC0 · Openverse

A inflamação tem sido considerada uma das responsáveis pela progressão de diversas doenças. As citocinas atuam diretamente nesse processo, aumentando ou diminuindo a resposta inflamatória. O estímulo dessas citocinas está relacionado com as variantes em genes reguladoras de citocinas. Os polimorfismos de um único nucleotídeo (SNPs, em inglês) representam as variantes em genes de citocinas que podem levar ao desenvolvimento de diversas doenças inflamatórias. Assim, pesquisas recentes têm se concentrado nessa interface Imunogenética. Estudo brasileiro descreveu diversas variantes para os genes TGFB1, TNF, IL2, IL4, IL6, IL10 e IFNG, além do fenótipo produtor de citocinas, em várias doenças inflamatórias. Outra pesquisa brasileira identificou SNPs nos genes TGFB1, TNF, IL2, IL4 e IFNG relacionados à predisposição da Doença renal policística autossômica dominante.

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Citocinas na gênese da obesidade

Imagem: MiriamMayal · BY-SA · Openverse

Ácidos graxos saturados de cadeia longa, presentes na dieta, induzem uma resposta inflamatória muito precoce no hipotálamo, ao ativarem receptores TLR4 e induzirem tanto inflamação, quanto estresse de retículo endoplasmático (ER stress). Ademais, alterações na função mitocondrial pode desempenhar um papel patofisiológico durante a instalação da disfunção hipotalâmica na obesidade. Estudos recentes mostraram marcadores de inflamação, estresse de retículo endoplasmático e alterações mitocondriais em etapas iniciais da obesidade induzida por dieta. Um trabalho da UNICAMP, demonstrou um aumento precoce, no conteúdo de proteínas relacionadas à inflamação, IL-1β, IL-6, IL-10, TNF-α e fractalkina, em camundongos Swiss submetidos a uma dieta rica em gordura saturada (o que quer dizer que camundongos sofrem com dieta rica em gorduras saturadas. Só isso. Extrapolar para humanos é absurdo.) A exposição dos camundongos a 3 horas de dieta hiperlipídica foi capaz de aumentar significativamente o conteúdo da fractalkina, sendo assim, a resposta mais precoce ao insulto da dieta hiperlipídica. Após 6 horas de exposição, observou-se um aumento da chaperona GRP78, proteína envolvida na resposta às proteínas mal enoveladas (UPR) no retículo endoplasmático, e este aumento se conservou com o passar dos dias enquanto mantida a oferta da dieta hiperlipídica. A mitofusina 2, proteína envolvida na dinâmica morfológica mitocondrial, teve redução após 24 horas de exposição à dieta hiperlipidica e aumento após 7 dias. Além de variações nos contatos entre as mitocôndrias e o retículo endoplasmático. Assim, Carraro e colaboradores, demostraram que o consumo de dieta hiperlipídica induz rápida resposta inflamatória no hipotálamo de camundongos, o que é seguido de indução de ER stress.

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