Circulação atmosférica
As circulações atmosféricas são movimentos fechados do escoamento atmosféricos provocados pela conservação de massa que constringe o movimento geral da atmosfera e pelas forças de pressão e empuxo como observadas da superfície da Terra, cuja observação é feita em um referencial em rotação.
A circulação geral de larga escala do ar na troposfera é originada por o aquecimento desigual da superfície do solo. As diferenças de temperatura dos pólos e do equador, da terra e do mar vão originar movimentos do ar que são muito importantes no tempo meteorológico. À latitude 35º graus norte e sul, a superfície da terra recebe maior radiação do aquela que perde. Já nos pólos a quantidade de radiação absorvida é menor do que aquela que se perde. Se o calor, não fosse transportado do equador para os pólos o equador tornava-se cada vez mais quente. Se o frio não fosse transportado dos pólos para o equador, os pólos tornavam-se mais frios. A atmosfera é um grande agente de transporte de calor e a seguir está o oceano que transporta grande parte do calor terrestre. Entre as mais importantes células de circulação global atmosféricas encontram-se a: Essas células de circulação podem ser observadas nos campos médios anuais e suas posições médias determinadas a partir de médias temporais de longos períodos (i.e., de vários anos e tipicamente para períodos de 30 anos).
Circulação de Walker
A circulação de Walker, também conhecida como célula de Walker, é um modelo conceitual do fluxo de ar nos trópicos na baixa atmosfera (troposfera). De acordo com este modelo, as parcelas de ar seguem uma circulação fechada nas direções zonal e vertical. Essa circulação, que é mais ou menos consistente com as observações, é causada por diferenças na distribuição de calor entre o oceano e a terra. Foi descoberto por Gilbert Walker. Além dos movimentos nas direções zonal e vertical, a atmosfera tropical também tem movimentos consideráveis na direção meridional como parte, por exemplo, da Célula de Hadley. O termo "circulação Walker" foi cunhado em 1969 pelo meteorologista norueguês-americano Jacob Bjerknes.


