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Circuito Paul Ricard

O Circuito de Paul Ricard, também chamado Circuito de Castellet, é um autódromo construído em Le Castellet, perto de Marselha, na França.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/09/2026
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História

Foi construído em 1969 com ajuda financeira do magnata de bebidas excêntricas Paul Ricard, que criou o que essencialmente se tornou Pernod Ricard. Por catorze vezes realizou-se o Grande Prêmio da França de Fórmula 1 entre 1971 a 1990. Exceções em 1972 que foi realizado em Clermont-Ferrand e em: 1977, 1979, 1981 e 1984, que aconteceu em Dijon-Prenois. Foi em Paul Ricard no campeonato de 1985 que a equipe Brabham obteve a última vitória na Fórmula 1. Também recebeu a MotoGP em alguns anos entre de 1973 a 1999, o Campeonato Mundial de Superbike em 1989. Em 1999 foi vendida para o grupo Excelis, de propriedade de Bernie Ecclestone, o circuito passou por uma grande reforma e ampliação. Recentemente o Circuito de Paul Ricard voltou a sediar o Grande Prêmio da França de Fórmula 1 a partir de 2018.

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Pista

O Circuito Paul Ricard era considerado um dos mais seguros daquela época e tinha três opções de traçado, além de um aeroporto e um parque industrial. O grande desafio era a reta Mistral, que tinha 1,8 km de extensão, seguida pela Signes, uma rápida curva à direita. Era um circuito que exigia muito dos motores e palco habitual de testes privados de equipes, por causa das opções de pista e também do clima ameno durante a maior parte do ano. Em 1986, o italiano, Elio de Angelis morreu em um acidente na curva Verriere após uma quebra da asa traseira de seu Brabham BT55. Apesar de ter sido ocasionado por uma falha mecânica, o acidente provocou mudanças radicais na pista: o encurtamento da reta Mistral para 1 km e o abandono da curva Verriere. As famosas áreas de escape recheadas de listras, que ajudam a confundir os fãs na transmissão de TV e até mesmo os pilotos na pista. Como a ideia era ser um centro de testes para desenvolver tecnologia para os carros, novidades foram adicionadas ao circuito. Por exemplo, a adoção de sprinklers, para simular condições de pista molhada. E as amplas áreas de escape, que não poderiam adotar os habituais elementos para diminuir a velocidade dos carros, como grama e caixa de brita. A ideia era desacelerar os carros sem causar danos a eles, para que os testes no circuito pudessem continuar sem problemas. Então, foi criado o conceito Linha Azul. Com uma tinta especial composta de asfalto e tungstênio, as listras pintadas nas áreas de escape têm uma abrasividade maior do que o asfalto comum, o que ajuda o piloto a diminuir a velocidade do carro em caso de uma escapada, mas também causam danos aos pneus. Ou seja: evitam possíveis acidentes, mas estragam a borracha, simulando a mesma desaceleração de uma caixa de brita sem que o carro seja danificado ou fique atolado no local. As áreas de escape de Paul Ricard têm dois tipos de listras: as mais próximas ao traçado são azuis: ajudam a desacelerar o carro, mas não causam danos tão extensos aos jogos de pneus. As mais próximas aos muros e guard rails são vermelhas, bastante abrasivas e que causam danos extremos aos pneus, inutilizando o jogo e provocando um pit stop para a troca dele. Para uma pista de testes, uma ideia muito boa. Mas que não funcionou nas duas corridas desde que a Fórmula 1 retornou a Paul Ricard: em caso de erros, os pilotos conseguiam retornar muito facilmente à pista. Não haviam consequências drásticas para as falhas.

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Fontes consultadas

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