Circassianos
Os circassianos são um grupo étnico originário da região do norte do Cáucaso historicamente designada como Circássia.
Durante as últimas décadas do século XIX, por volta de 400 mil circassianos foram mortos, e estima-se que aproximadamente 1,2 milhão de circassianos foram expulsos da região do Cáucaso pelo Império Russo. Por volta de 1860, os russos estavam terminando de dominar o Cáucaso e a região da Chechênia, mas no seu caminho estavam os circassianos, povos muçulmanos. Foi quando o General Yevdokimov propôs persuadir os nativos a se mudar para o vizinho Império Otomano. Para garantir que os montanheses fossem realmente embora, os soldados destruíram quaisquer aldeias que encontrassem. A limpeza étnica foi tão completa que hoje ninguém mais na região do Cáucaso fala os idiomas dos povos circassianos. A maior parte são muçulmanos sunitas e uma minoria é ortodoxa russa, mas há forte influência xamanista em suas crenças.
Nas Cartas Filosóficas (1734), Voltaire menciona a beleza das mulheres circassianas:
Existe um mito sobre as mulheres deste povo que seriam de uma beleza e de uma elegância invulgares e associa-se ao termo circassiana o termo de concubina. Esta reputação remonta ao Império Otomano quando estas mulheres foram raptadas para fazerem parte dos haréns do Império do Sultão Turco. Estas mulheres ficaram também conhecidas por "moss haired girls", por terem sido vítimas de escravidão sexual entre os turcos. Como resultado desta reputação, na Europa e América as mulheres circassianas eram regularmente caracterizadas como o ideal de beleza feminina que teve repercussões na poesia e na arte. Uma das características destas mulheres era a pele branca que contrastava com um cabelo ripado como algumas tribos africanas. No século XIX, a combinação dos temas populares como Oriente, ideologia racial e excitação sexual deu a uma notoriedade estas mulheres e P. T. Barnum, líder do circo Ringling Bros and Barnum & Bailey Circus, decidiu capitalizar esse interesse da sociedade americana.


