Christoffer Wilhelm Eckersberg
Christoffer Wilhelm Eckersberg foi um pintor dinamarquês. Nasceu em Blåkrog no Ducado de Schleswig, filho de Henrik Vilhelm Eckersberg, pintor e carpinteiro, e Ingeborg Nielsdatter. Ele passou a estabelecer as bases para o período da arte conhecido como a Idade de Ouro da Pintura Dinamarquesa, e é referido como "o pai da pintura dinamarquesa".
Infância e formação inicial
Em 1786 sua família mudou-se para Blans, uma aldeia perto da pitoresca Alssund, onde ele gostava de desenhar a paisagem a sua volta, e ir a passeios à vela no barco de seu pai. Após a Crisma, ele começou sua formação como pintor em igreja e pintor de retratos, Jes Jessen de Aabenraa (1797-1800). Continuou a sua formação aos 17 anos de idade sob a tutela de Josiah Jacob Jessen em Flensburg, onde se tornou um aprendiz em maio de 1800. Ele, no entanto, tinha o objetivo de ser aceito na Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes (Det Kongelige Danske Kunstakademi), em Copenhague.
Formação na Academia
Ainda em fase de aprendizado, ele produziu desenhos e pinturas proficientes. Depois de ter acumulado algum dinheiro, incluindo o apoio financeiro de habitantes locais bem-intencionados, ele chegou a Toldbod, Copenhague em 23 de maio de 1803. Foi aceito na Academia sem pagamento em 1803, onde estudou com Nicolau Abraão Abildgaard, entre outros. Fez bom progresso, pintando quadros históricos, retratos e paisagens. No entanto, o atrito entre ele e Abildgaard impediu seu avanço, e ele não ganhou a grande medalha de ouro da Academia até 1809, após a morte de Abildgaard. Para ganhar dinheiro, também trabalhou como trabalhador braçal, e fez gravuras em água-forte.
Viagens como estudante
Ansioso para viajar, não só por causa de seu desejo para expandir suas habilidades artísticas e conhecimentos, mas também a fim de escapar da realidade de seu casamento, Christoffer fez um arranjo com o necessário apoio financeiro que lhe permitisse viajar. Em 3 de julho, poucos dias após o casamento, começou suas viagens para fora do país. Junto com Tønnes Christian Bruun de Neergaard, escritor, amante da arte e apoiador financeiro, ele viajou através da Alemanha para Paris. Nesta cidade, ele estudou com o representante do neoclassicismo, Jacques-Louis David, de 1811-1812. Melhorou suas habilidades na pintura da forma humana, e seguiu o conselho do seu professor para pintar conforme a natureza e o clássico, a fim de encontrar a verdade. Foi em Paris que ele desenvolveu uma vitalícia amizade com seu companheiro de quarto, o colega artista Jens Peter Møller, e com o gravador Johan Frederik Clemens, colaborador de Jens Juel.
Uma carreira acadêmica
Logo após seu retorno à Dinamarca ele preparou sua admissão para a Academia, e teve como tema de suas admissões pinturas da mitologia nórdica, a Morte de Balder. Em 8 de fevereiro de 1817, ele casou-se com Elisabeth Cathrine Julie Juel, filha de Jens Juel, pintor de retratos e professor na Academia. Eles tiveram dois filhos e quatro filhas antes da morte de Elisabeth em 1827. Ele foi admitido como membro da Academia em outubro de 1817 e foi nomeado professor da Academia em 1818, tendo aderido à cátedra vaga causada pela morte de Nicolau Abraão Abildgaard em 1809. A Academia esperou para preencher o cargo até que Eckersberg retornasse à Dinamarca de suas viagens de estudante, enquanto atrasava as tentativas do discípulo de Abildgaard, Christian Fædder Høyer, de Christian Gotlieb Kratzenstein-Stub, e de J. L. Lund buscavam a mesma posição. Finalmente a Academia concedeu a posição não só para Eckersberg, mas também a Lund.
Ele foi contratado para fazer uma série de pinturas históricas para o Palácio de Christiansborg, bem como retábulos. Seus trabalhos mais conhecidos são os retratos da classe média de Copenhague, como a "foto da família Nathanson" (Det Nathansonske Familiebillede) de 1818, e o retrato oficial de Frederico VI. Apesar de suas habilidades nesse gênero, a sua carreira na arte do retrato foi de curta duração, devido à concorrência que recebeu do então popular Christian Albrecht Jensen. Pinturas marinhas eram outro gênero que ele desenvolveu com grande interesse. Ele tinha uma paixão por navios, e navegou ao redor do Escagerraque, no Categate, no Mar do Norte e até o Canal da Mancha, aos 56 anos de idade. A experiência de velejar fora em mar aberto, deu nova dimensão às suas pinturas marítimas, que até esse ponto tendiam a ser representações calmas. Agora não havia mais atenção ao movimento e às ondas.


