Chiang Kai-shek
Chiang Kai-shek, nas Chinas conhecido frequentemente como Jiang Zhongzheng, foi um político, revolucionário e general chinês que liderou a República da China (ROC) de 1928 até sua morte em 1975. Seu governo esteve sediado na China continental até ser derrotado na Guerra Civil Chinesa pelo Partido Comunista da China (PCC) em 1949, após o que continuou liderando a República da China na ilha de Taiwan. Chiang foi líder do partido nacionalista Kuomintang (KMT) e comandante-chefe do Exército Nacional Revolucionário (NRA) de 1926 até sua morte, período no qual foi conhecido como Generalíssimo.
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Chiang Jui-yüan nasceu em 31 de outubro de 1887 na província de Zhejiang, em uma família de comerciantes moderadamente rica. Sua infância foi marcada por uma educação tradicional confucionista, mas ele se interessou por estudos militares desde cedo. Após a morte de seu pai, quando tinha oito anos, Chiang foi enviado para o Japão, onde estudou ciência militar na academia militar Shimbu Gakko. Durante sua estadia no Japão, ele foi exposto a ideias revolucionárias e ativismo político, o que o levou a se envolver com o movimento de Sun Yat-sen, que tinha como objetivo derrubar a Dinastia Qing. Ao retornar à China, Chiang se juntou à Aliança Revolucionária Chinesa (Tongmenghui) e rapidamente se tornou aliado de Sun Yat-sen, o líder do Partido Nacionalista (Kuomintang ou KMT). Ele lutou em várias campanhas militares durante a Revolução Xinhai de 1911, que resultou na queda da Dinastia Qing e no estabelecimento da República da China. Nos anos seguintes, Chiang continuou a crescer em destaque dentro do KMT, ganhando a confiança de Sun Yat-sen e participando de esforços para unificar a China, que estava fragmentada por senhores da guerra após a revolução.
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Chiang continuou a ver seu poder e influência crescer dentro do movimento Kuomintang (KMT), o Partido Nacionalista Chinês, como um grande aliado de Sun Yat-sen. Chiang se tornou o comandante da Academia Militar Whampoa e substituiu Sun como líder do KMT após o Golpe de Canton, em 1926. Após ter neutralizado a ala esquerdista do partido, Chiang liderou a Expedição do Norte, conquistando toda a China após derrotar o Governo de Beiyang e pacificado os Senhores da guerra da China. De 1928 a 1948, Chiang serviu como presidente e generalíssimo do Governo Nacional da República da China. Chiang era um nacionalista, promovendo a cultura tradicional chinesa no chamado "movimento nova vida". Incapaz de manter as boas relações que seu antecessor tinha com o Partido Comunista da China (PCC), Chiang tentou expurga-los do país através do massacre de Xangai de 1927 e depois reprimiu várias rebeliões, primeiro na região de Cantão e depois em outros territórios. Com o passar dos anos, seu governo foi ficando cada vez mais autoritário, embora perdesse apoio nas zonas rurais e ainda havia a crescente ameaça dos socialistas que, apesar das repressões, ganhavam apoiadores e atiçavam uma guerra civil contra o governo de Chiang Kai-shek.
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O Kuomintang usou cerimônias religiosas tradicionais chinesas e promulgou o martírio. A ideologia do Kuomintang subserviu e promulgou a visão de que as almas dos mártires do Partido que morreram lutando pelo Kuomintang, pela revolução e pelo fundador do partido, Sun Yat-sen, foram enviadas para o céu. Chiang Kai-shek acreditava que esses mártires testemunharam eventos na Terra do céu após suas mortes. Ao contrário da ideologia tridemista original de Sun, que foi fortemente influenciada por teóricos iluministas ocidentais como Henry George, Abraham Lincoln, Bertrand Russell, e John Stuart Mill, a tradicional influência confucionista chinesa na ideologia de Chiang é muito mais forte. Chiang rejeitou as ideologias progressistas ocidentais do individualismo, do liberalismo e dos aspectos culturais do marxismo. Portanto, Chiang é geralmente mais cultural e socialmente conservador do que Sun Yat-sen. Jay Taylor descreveu Chiang Kai-shek como um nacionalista revolucionário e um "confucionista-jacobinista de esquerda".
Para alguns, o legado de Chiang foi o de um herói nacional que alcançou a unificação como líder da Expedição do Norte e como líder contra a invasão japonesa, além de ter resistido sem grande ajuda externa, conclamando seus compatriotas a lutar até o "amargo fim", até a vitória final contra o Japão em 1945. Ele também foi um defensor do anticomunismo durante os anos formativos da Liga Anticomunista Mundial. Durante a subsequente Guerra Fria, foi visto como o líder que conduziu a China Livre e como um baluarte contra uma possível invasão comunista. Outros o veem sob uma luz mais sombria. Chiang foi frequentemente percebido como "o homem que perdeu a China", criticado por suas fracas habilidades militares, como a emissão de ordens irrealistas e a insistência em travar batalhas invencíveis, levando à perda de suas melhores tropas. O historiador Rudolph Rummel documentou que as decisões de Chiang levaram a milhões de mortes excedentes em calamidades como perseguições contra comunistas reais ou supostos, o recrutamento compulsório de soldados, o confisco de alimentos e a inundação das regiões a jusante do rio Amarelo durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa. Seu governo também foi acusado de corrupção e de aliar-se a criminosos conhecidos, como Du Yuesheng, para obter ganhos políticos e financeiros, e seus críticos frequentemente o acusam de fascismo. Em Taiwan, ele governou durante todo um período de lei marcial. Alguns opositores afirmam que os esforços de Chiang para desenvolver a ilha tinham principalmente o objetivo de transformá-la em uma base forte a partir da qual seria possível recuperar a China continental, e que ele tinha pouca consideração pelo povo taiwanês.


