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Charly García

Carlos Alberto García Moreno, mais conhecido como Charly García, é um músico, cantautor, multi-instrumentista, compositor e produtor musical argentino, considerado a figura mais importante e vanguardista da música popular argentina e latino-americana. Nomeado "o pai do rock argentino", García é aclamado por sua obra, tanto em seus múltiplos

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Biografia

Carlos Alberto García nasceu na cidade de Buenos Aires, em 23 de outubro de 1951, em uma família de classe média alta, sendo primogênito de Carmen Moreno e Carlos Jaime García Lange, empresário dono da primeira fábrica de fórmica da Argentina. A família também incluía três irmãos: Enrique, Daniel e Josi. A mãe se dedicou ao cuidado e à educação dos filhos, com ajuda de babás profissionais. A casa da família era um amplo apartamento localizado no quinto andar da rua José María Moreno, 63, no coração do bairro Caballito e a dez quadras do Parque Centenário, onde costumava desenhar dinossauros no Museu Argentino de Ciências Naturais. Dinossauros, planetas e mitos gregos foram os três temas que entusiasmaram Charly quando ele era menino. A família também tinha uma casa de fim de semana, com piscina, na cidade de Paso del Rey. Em 1958 iniciou os estudos primários na escola pública nº 3, “Primeira Junta”, localizada a duas quadras de sua casa, em frente ao Parque Rivadavia. Em 1959, a situação económica da família entrou em crise, com o encerramento da fábrica, o que levou à posterior perda da maior parte das propriedades da família, incluindo a casa da rua José María Moreno e a casa de campo de Paso del Rey. Os García tiveram então que se mudar para um apartamento alugado, localizado na rua Darregueyra e Paraguai, no então bairro de Palermo Viejo.

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Carreira

1972-1975: Sui Generis, duo e quarteto

Em 1967 conheceu Nito Mestre, também aluno de Dámaso Centeno, que fazia parte da banda The Century Indignation, junto com Carlos "Piraña" Piegari. No segundo semestre de 1968, as duas bandas se uniram para formar o Sui Géneris, nome escolhido por García para denotar não só a originalidade musical a que aspirava, mas também uma defesa do maluco, do estranho, do nerd e do seu próprio caminho, contra as acusações pejorativas que ele e seus colegas receberam naqueles anos. A formação inicial foi um sexteto composto por Charly (canto, teclado e violão), Nito (canto e flauta), Piegari (guitarra), Beto Rodríguez (bateria) e Juan Bellia (guitarra), Alejandro Correa (baixo). Posteriormente saiu Correa, que foi substituído por Rolando Fortich e, em 1970, saiu Rodríguez, substituído por Francisco “Paco” Prati. Também tocaram na banda Carlos "Lito" Lareu na guitarra, Diego Monteverde, Hugo Alfredo Negri no baixo, Diego Fraschetti e Daniel Bernareggi, que tocou baixo no álbum de 1970.

1974-1975: PorSuiGieco

Em 1974, quando Charly García havia alcançado amplo reconhecimento no mundo do rock e desfrutava da enorme popularidade alcançada com Sui Generis, surgiu a proposta de formar uma superbanda de músicos do chamado "rock acústico" para fazer turnês sem um projeto musical formal. para “compartilhar bons momentos, se divertir tocando e cantando”. Charly García, Raúl Porchetto, Nito Mestre, León Gieco e María Rosa Yorio formaram PorSuiGieco y su Banda de Avestruces Domadas. O nome reúne os homens, mas omite a única mulher, uma das poucas que atuava naquela época no rock argentino. A banda tomou como referência o que artistas como David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash e Neil Young estavam fazendo na América do Norte, com Crosby, Stills, Nash & Young, um dos modelos musicais/corais de Charly García, desde sua época como músico escolar.

1976-1977: La Máquina de Hacer Pájaros

Depois de gravar o álbum PorSuiGieco, o próximo projeto de García foi La Máquina de Hacer Pájaros (nome que tirou de uma história em quadrinhos do cartunista e cartunista argentino Crist, com Carlos Cutaia (teclados), Gustavo Bazterrica (guitarra e backing vocals), José Luis Fernández (baixo e backing vocals) e Oscar Moro (bateria e percussão). La Maquina foi a tentativa mais complexa e profunda de rock sinfônico na Argentina, e nela García introduziu a novidade de dois tecladistas simultâneos. Esta banda foi uma das bandas argentinas mais trabalhadas em termos de sonoridade, o grupo não foi bem recebido pela crítica e pelo público. A ditadura instalada em 24 de março de 1976 instalou um regime de terror no qual ninguém estava seguro. Charly estava com medo e saía o menos possível, pois acreditava que a qualquer momento seu nome estaria na lista negra do governo.

1978-1982: Serú Girán

Os atritos entre Charly e o resto do grupo de La Maquina (principalmente com os mais jovens) foram se acentuando aos poucos. Os concertos sucederam-se e com eles as perguntas, agora a García (principalmente pelo seu comportamento em palco). Após as brigas, Charly García decidiu deixar a banda em 1977 e viajar para o Brasil com David Lebón, seu amigo desde a época de Sui Géneris. Com o dinheiro arrecadado no Festival do Amor (Luna Park, 11 de novembro de 1977) alugaram por três meses uma casa em Búzios, localizado na região dos lagos do Rio de Janeiro. A escolha do local se deu pela necessidade que García tinha de estar próximo de sua namorada Zoca Pederneira e, aliás, de escapar da noite repressiva da ditadura militar que governava a Argentina. Em San Pablo, Charly conheceu os pais de Zoca. Os Pederneiras eram uma família de artistas e eram fascinados por Charly. Artisticamente falando, García foi influenciado por alguns artistas brasileiros, principalmente Milton Nascimento.

Carreira Solo

Em 1982, a Argentina estava em um processo de mudança política. Após a Guerra das Malvinas, em junho, eclodiu o caos social e o governo militar perdeu parte do seu poder. Nesse ano García estreou como solista, fez a trilha sonora de Pubis angelical, filme de Raúl de la Torre, adaptado do romance de Manuel Puig, também roteirista. O material foi lançado naquele ano em álbum duplo junto com Yendo de la cama al living. Ajudado pela divulgação que o rock nacional dava naquela época através da mídia (durante a Guerra das Malvinas era proibido tocar música em inglês), o álbum teve grande recepção entre o público. Nela surgiram canções antológicas, como "No bombardeen Buenos Aires" (que refletia o momento da guerra das Malvinas), "Inconsciente colectivo", "Yo no quiero volverme tan loco" ou "Yendo de la cama al living". Para este trabalho a banda foi formada por Willy Iturri na bateria, Gustavo Bazterrica na guitarra, Cachorro López no baixo e Andrés Calamaro nos teclados (estes três últimos integrantes do Los Abuelos de la Nada). Esse material foi apresentado em um impressionante recital (para 25 mil pessoas) no estádio Ferrocarril Oeste, em 26 de dezembro de 1982, onde também apresentou aquele que seria outro de seus sucessos de crítica, "Los Dinosaurios", uma metáfora do Processo de Reorganização Nacional e do milhares de pessoas desaparecidas. Naqueles meses, além de gravar seu primeiro disco solo, Charly produziu artisticamente Los Abuelos de la Nada, que "abriu" o recital de Ferro junto com a incipiente Suéter, este último muito mal recebido, com insultos e objetos jogados no palco.

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Vida pessoal

Uma característica física de García é sua bigode bicolor, o qual conta com um lado branco devido a sua vitiligo.

Controvérsias

Desde o início, Charly García sempre foi uma figura polêmica tanto em seu país como internacionalmente. Suas mudanças repentinas de humor no meio dos recitais - o pior que pode acontecer é que haja problemas de som, seu vício em drogas e suas frases polêmicas sobre si mesmo e outras figuras conhecidas fazem de García um personagem sempre visível e muito marcante, despertando muitas simpatias e antipatias, porque em geral sua visão crítica da realidade e sua independência de opinião não agradam a todos os setores da sociedade argentina. Outra anedota conhecida conta que durante um concerto as pessoas da plateia gritaram "puto" para ele e ele respondeu abaixando as calças para mostrar que supostamente não era.

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Fontes consultadas

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