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Charles Oliveira

Charles Oliveira da Silva, mais conhecido como Charles do Bronxs, é um lutador brasileiro de artes marciais mistas (MMA) e faixa preta de 4º grau de jiu-jitsu brasileiro. Oliveira atualmente compete na divisão peso-leve do Ultimate Fighting Championship (UFC), onde é ex-Campeão Peso Leve do UFC e atual detentor do simbólico Cinturão "BMF" do UFC. Em 20 de junho de 2026, ele ocupava a 3ª posição no peso-leve do Meta UFC Rankings e a 15ª posição no ranking peso por peso masculino do UFC.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Biografia

Charles Oliveira nasceu em uma família pobre no distrito de Vicente de Carvalho, no município de Guarujá, São Paulo, Brasil. Charles começou a jogar futebol com o sonho de se tornar um jogador profissional, mas aos sete anos começou a se sentir mal, tinha dores regulares no corpo e problemas para andar e em alguns casos não conseguia mexer as pernas. Foi diagnosticado com febre reumática e sopro no coração, que afetou gravemente seu tornozelo, o médico disse à sua família que ele poderia ficar paraplégico. Apesar de todos os desafios, Oliveira foi apresentado ao jiu-jitsu por um vizinho chamado "Paulo", enquanto sua família tinha renda muito baixa, o treinador da academia de Jiu-Jitsu, Roger Coelho, oferecia aulas gratuitas em um programa social. Sua família ajudou a financiar seu treinamento vendendo lanches de rua e papelão descartado. "Paulo", o homem que apresentou Charles ao jiu-jitsu, morreria mais tarde no meio do fogo cruzado de um tiroteio no Vicente de Carvalho, quando Charles tinha 14 anos.

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Carreira no jiu-jitsu brasileiro

Imagem: Renan Silva · CC0 · Openverse

Em 2004, Oliveira venceu o Campeonato de São Paulo pela segunda vez, conquistou a Copa Nação Jiu-Jitsu em 2005 e, em 2006, ganhou um total de 16 medalhas. Em 2007, ainda faixa azul, tornou-se bicampeão mundial da CBJJE, conquistando a medalha de prata no ano seguinte como faixa roxa, além de ser campeão sul-americano da CBJJE em 2008. Oliveira recebeu todas as suas graduações até a faixa marrom diretamente de Coelho. Em 2007, Oliveira decidiu abandonar sua carreira focada exclusivamente no jiu-jitsu para dedicar-se integralmente às artes marciais mistas (MMA), buscando ampliar suas oportunidades como lutador profissional e desenvolver um estilo de luta mais completo. Em janeiro de 2020, Oliveira participou de uma luta de grappling no evento de MMA SFT 20 contra Lucas Barros, do Demian Maia Jiu-Jitsu. A luta foi disputada com quimono (gi) em uma gaiola, sob regras da IBJJF, e Oliveira venceu por decisão.

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Carreira no MMA

Começo da carreira

Revelado como uma promessa ainda jovem no jiu-jitsu, Oliveira rapidamente começou a se destacar com títulos estaduais, incluindo o campeonato paulista da modalidade. O desempenho o levou, ao lado do irmão, a treinar com Jorge Patino Macaco, um veterano do MMA brasileiro, onde teve seu primeiro contato com o mundo das artes marciais mistas. Oliveira fez sua estreia no MMA amador no Circuito Nacional de Vale-Tudo Amador, enfrentando Rui Machado. Ele venceu a luta rapidamente, aplicando uma chave de braço em apenas 15 segundos do primeiro round. Mesmo enfrentando resistência da família, especialmente da mãe, que não gostava de vê-lo lutando MMA, Oliveira seguiu no esporte. Em março de 2008, iniciou sua carreira no MMA profissional ao ser chamado de última hora para disputar o GP da categoria meio-médio no Predador FC 9, um torneio eliminatório realizado em uma única noite, semelhante aos "Grand Prix" do Pride FC, em que os competidores precisavam vencer três lutas na mesma noite para serem coroados campeões. No primeiro combate, Oliveira derrotou Jackson Pontes por finalização (mata-leão), avançando para a semifinal. Em seguida, enfrentou Viscardi Andrade e venceu por nocaute técnico (socos) no segundo round. Na final, derrotou Diego Braga, também por nocaute técnico ainda no primeiro round, sagrando-se campeão do torneio. O prêmio em dinheiro foi usado para ajudar sua família e comprar seu primeiro videogame.

Ultimate Fighting Championship

Em janeiro de 2010, Charles foi nomeado como o terceiro melhor brasileiro para assistir em 2010, de acordo com o Sherdog. Charles entrou para o UFC e fez sua estreia contra Darren Elkins. Essa luta foi originalmente marcada para o The Ultimate Fighter: Team Liddell vs. Team Ortiz Finale, mas foi remarcada para o UFC Live: Jones vs. Matyushenko devido à problemas com o visto. Oliveira derrotou Elkins por finalização (chave de braço) aos 41 segundos do primeiro round. Oliveira foi derrubado por Elkins, mas rapidamente tentou um triângulo, antes de fazer a transição para a chave de braço, forçando-o à bater. A finalização lhe rendeu o prêmio de Finalização da Noite.

2021

Oliveira enfrentou o ex-campeão peso-leve do Bellator por três vezes, Michael Chandler, pelo cinturão vago peso-leve do UFC, após a aposentadoria do então campeão Khabib Nurmagomedov. A luta foi a principal do UFC 262, realizado em 15 de maio de 2021. Apesar de ter sido derrubado por Chandler no primeiro round, Oliveira venceu por nocaute técnico no início do segundo round, conquistando o título. Com esse resultado, quebrou mais um recorde, tornando-se o lutador com mais vitórias por interrupção na história do UFC. A performance ainda lhe rendeu mais um bônus de Performance da Noite. Oliveira fez sua primeira defesa de título contra o ex-campeão interino dos leves do UFC, Dustin Poirier, em 11 de dezembro de 2021, no UFC 269. Após ser derrubado no primeiro round, Oliveira venceu a luta ao finalizar Poirier com um mata-leão em pé no primeiro minuto do terceiro round. A vitória também rendeu a Oliveira seu décimo segundo prêmio de Performance da Noite, estabelecendo um novo recorde na empresa. Após a luta, Dustin Poirier anunciou a doação de 20 mil dólares para o projeto social de Charles Do Bronx, reconhecendo o trabalho do brasileiro em sua comunidade.

Perda do cinturão na balança

Oliveira estava programado para fazer sua segunda defesa de cinturão contra outro ex-campeão interino dos leves do UFC, Justin Gaethje, em 7 de maio, no UFC 274. Inicialmente, o evento estava planejado para acontecer no Rio de Janeiro, mas acabou sendo transferido para Phoenix, no Arizona, estado natal de seu desafiante. Na pesagem, Oliveira marcou meio quilo acima do limite para lutas pelo título na categoria. Como consequência, no início da luta, Oliveira foi oficialmente destituído do cinturão, e apenas Gaethje poderia conquistar o título. Essa foi a primeira vez na história do UFC que um título foi vacante devido ao excesso de peso. Após ser derrubado, Oliveira derrubou Gaethje com um golpe de direita e reagiu para vencer a luta por finalização com um mata-leão no primeiro round, sendo declarado o principal candidato ao título peso leve do UFC. A vitória também rendeu a ele o terceiro lugar no prêmio "Fan Bonus of the Night" da Crypto.com.

Campeão "BMF" do UFC

Durante a coletiva de imprensa da temporada de 2026 do UFC, foi anunciado que Oliveira enfrentaria Max Holloway em uma revanche pelo simbólico Cinturão "BMF" do UFC no UFC 326, em 7 de março de 2026. Oliveira venceu a luta por decisão unânime, conquistando o cinturão. Oliveira está programado para defender seu cinturão em uma revanche contra Arman Tsarukyan em 19 de setembro de 2026, no UFC 331.

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Vida pessoal

Imagem: re.silva · CC0 · Openverse

Charles Oliveira nasceu e ainda vive em Guarujá, São Paulo, filho de Francisco e Ozana Oliveira. É pai de Tayla Oliveira, nascida em 2017, fruto de seu casamento anterior com Talita Roberta. Atualmente está em um relacionamento com Vitória Brum, com quem teve seu segundo filho, Dominic Oliveira Brum, em 2024. Oliveira é cristão e frequentemente manifesta publicamente sua fé em Deus. Em diversas ocasiões, ele entrou no octógono carregando um objeto simbólico que se tornou parte de seu ritual pré-luta: uma pedra que representa a narrativa bíblica de Davi e Golias. O amuleto foi entregue por seu pai, Francisco, que o presenteou com a pedra após uma campanha espiritual, associando-a à superação de desafios considerados impossíveis, como no episódio bíblico em que o jovem pastor derrota o gigante. Oliveira além de outras doenças, era míope e usava óculos o tempo todo. Sobre ter que retirá-los para lutar, ele afirmou: "Se eu tiro os óculos, enxergo apenas 50%, mas isso nunca me atrapalhou em uma luta" e completou: "Eu vejo três [rostos]. Se eu acertar o do meio, está tudo certo." Em outubro de 2022, Oliveira declarou que sua visão estava "100% perfeita" após ter feito uma cirurgia corretiva nos olhos.

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Linhagens de instrutores

Imagem: Jose Carlos Silva e Silva · BY-SA · Openverse

Jiu-jítsu Brasileiro

Kanō Jigorō → Mitsuyo Maeda → Carlos Gracie → Hélio Gracie → Rickson Gracie → Marcelo Behring → Waldomiro Perez → Jorge Patino → Charles Oliveira

Muay Thai

Nélio Naja → Rudimar Fedrigo → Diego Lima → Charles Oliveira

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Campeonatos e realizações

Imagem: THQ Insider · BY-ND · Openverse

Jiu-jítsu brasileiro

Principais conquistas (faixas coloridas):

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