Charenton-le-Pont
Charenton-le-Pont é uma comuna francesa na região administrativa da Ilha-de-França, no departamento de Val-de-Marne.
Charenton-le-Pont estende-se por uma área de 1,85 km². Em 2010 a comuna tinha 30 255 habitantes (densidade: 16 354,1 hab./km²). A comuna é atendida pela linha 8 do Metrô de Paris , através de duas estações: Liberté e Charenton-Écoles. A comuna de Charenton-le-Pont faz parte da Aglomeração Parisiense, e é a sexta menor comuna do departamento de Val-de-Marne. Está situada na margem direita do Rio Sena, imediatamente antes de sua entrada em Paris. Charenton-le-Pont faz divisa ao norte e oeste com a cidade de Paris, através do Bosque de Vincennes; com a comuna de Saint-Maurice à leste; e com as comunas de Alfortville, Ivry-sur-Seine e Maisons-Alfort ao sul. A comuna de Charenton-le-Pont é inteiramente urbanizada, possuindo uma das densidades demográficas mais elevadas do departamento, e sendo uma das municipalidades mais densamente habitadas da Europa. A proximidade imediata de Paris, os acessos diretos ao sistema rodoviário nacional francês, e uma localização estratégica às margens do Rio Sena e do Bosque de Vincennes, fazem da comuna um território atraente para muitas empresas, entre elas: Carrefour, Crédit Foncier de France, Natixis, Véolia.
Existem registros de ocupação humana da região de Charenton-le-Pont de cerca de 16 000 anos, testemunhados através de armas e utensílios de diferentes épocas da pré-história encontrados durante os trabalhos de dragagem e estruturação das margens do Rio Sena, levadas à cabo nas três ultimas décadas do século XIX. A comuna deve seu nome ("Charenton a ponte" em português) à presença de uma antiga ponte mencionada desde o século VII, e que é certamente uma das mais antigas edificações a facilitar o acesso à Paris. É ao redor desta ponte que se desenvolve na margem direita do Rio Sena o Burgo-de-Charenton. Situada em um ponto estratégico às portas da capital, a vila foi teatro de numerosos combates. No ano de 865, a ponte chegou a ser conquistada pelos viquingues. As margens da vila funcionaram ao longo dos anos como ponto natural de descarga de produtos, e serviam ao comércio de vinhos, madeira e trigo. A importância crescente da navegação assegura à vila um impulso econômico já no século XVII. A vila torna-se então sede de elegantes residências de aristocratas e ricos parisienses que fazem da vila um lugar de renome. Em 1782, Fragonard, um dos principais pintores franceses do século XVIII, compra ali uma residência. Entretanto, após a Revolução Francesa, muitas propriedades particulares e do clero são confiscadas e divididas em partes menores.


