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Zona úmida

Zonas úmidas (português brasileiro) ou zonas húmidas (português europeu), também chamadas no Brasil de áreas úmidas são áreas de pântanos, charcos, pauis, sapais, turfas — permanentes ou temporários —, que normalmente albergam uma grande biodiversidade, tanto em termos de plantas como de animais aquáticos, ou os que se alimentam daqueles.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/10/2026
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Papel ecológico

Imagem: Coordenação-Geral de Observação da Terra/INPE · BY-SA · Openverse

As zonas húmidas são por vezes consideradas ecótonos, zonas de transição entre o rio ou o mar e o ambiente terrestre. Apesar de muitas vezes possuírem espécies próprias, como as espécies de árvores do mangal, ou o caniço, em zonas alagadas de água doce, abrigam geralmente espécies de animais aquáticos próprias dos ecossistemas terrestres circundantes. Em termos de mamíferos, várias espécies utilizam estes ecossistemas para se alimentarem dos vegetais e frutas que ali se desenvolvem e doutros pequenos animais, para além de poderem ser locais de banho ou abeberagem de animais maiores. Ao abrigar e alimentar a fauna local, as diversas espécies migratórias e espécies dos ecossistemas associados, as zonas úmidas são consideradas locais de reprodução, repouso, nidificação e hibernação. Algumas espécies características destes habitats são as aves que se alimentam de peixes e outros animais aquáticos, como os pelicanos, flamingos e várias espécies de garças e águias. Muitas destas populações encontram-se em estado crítico de conservação, quer por redução ou perda de qualidade do seu habitat preferencial, quer pela sua utilização excessiva pelo homem.

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Conservação

Imagem: Murilo Nascimento · BY-SA · Openverse

Durante muitos anos, com o desenvolvimento industrial, muitas zonas húmidas foram aterradas para fins de habitação, indústria ou para rodovias. A ação humana vem causando a degradação ou destruição das zonas úmidas, quer por aterro para expansão urbana e construção de infraestrutura, quer por drenagem para a plantação de monoculturas florestais exóticas, ou prática da agricultura intensiva. Como estas regiões estão situadas em áreas baixas, a erosão das encostas leva ao depósito de sedimentos nos banhados. Todos estes fatores têm grande impacto sobre a biodiversidade, gera a fragmentação das massas de água, impactando da colonização da fauna e flora. Com o avanço dos conhecimentos sobre o papel destes ecossistemas e da responsabilidade ambiental, nos últimos anos muitos países têm legislação virada à sua conservação. Na arena internacional, foi assinada a 2 de Fevereiro de 1971 a Convenção de Ramsar ou "Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional, especialmente enquanto «Habitat» de Aves Aquáticas". Ao abrigo desta convenção, muitas zonas húmidas foram consideradas "de importância internacional", sendo que os países que as albergam obrigam-se a promover o seu estudo e conservação, para o que podem beneficiar de financiamento e assistência internacional.

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Áreas de Ramsar no Brasil

Imagem: LucFreitas · BY-SA · Openverse

O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense é considerada a maior área úmida do planeta. Abriga pelo menos 4 700 espécies entre incluindo plantas e animais vertebrados, sendo 3 500 espécies de plantas (árvores e vegetações aquáticas e terrestres), 325 peixes, 53 anfíbios, 98 répteis, 656 aves e 159 mamíferos. Em 1998, o bioma foi decretado Patrimônio Nacional, pela Constituição brasileira. Em 2000, tornou-se Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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