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Centro comercial

Centro comercial ou centro de compras é uma edificação que contém um conjunto de estabelecimentos de varejo de diferentes bens de consumo, além de prestação de serviços e lazer, constituindo-se em uma grande área comercial fechada, praticamente independente e isolada do seu entorno imediato, dotada de climatização, escadas rolantes, estacionamento e, eventualmente, atrações musicais e outras. Os centros comerciais de médio e grande porte funcionam como pequenas cidades, possuindo uma estrutura governamental e seus serviços de polícia e bombeiros (segurança), de limpeza, de abastecimento de água, de manutenção de infraestruturas etc. Trata-se de um espaço planejado para estimular e facilitar o consumo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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História

Os centros comerciais não são uma inovação recente. Grande Bazar de Isfahan, no Irã, é uma estrutura em sua maior parte coberta, data do século XVII e tem dez quilômetros de estrutura coberta. O Oxford Covered Market (Mercado Coberto de Oxford) foi aberto oficialmente na Inglaterra em 1 de novembro de 1774 e se mantém até os dias atuais. Em 1828, foi criado o primeiro shopping center dos Estados Unidos, no estado de Rhode Island. A Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão, cujo nome homenageou o então rei da Itália, foi criada na década de 1860. A corrida para a construção do maior centro comercial do mundo é, todavia, um fenômeno. O South China Mall, em Dongguan, a norte de Hong Kong, na China, é o maior do mundo atualmente. Foi fundado em 2005, superando o antigo recordista, o West Edmonton Mall, da cidade de Edmonton, na província de Alberta, no Canadá. O West Edmonton Mall foi também superado pelo Golden Resources Mall, com mais de 600 mil metros quadrados e mil estabelecimentos comerciais, fundado em 2004, que é o segundo maior do mundo atualmente. O West Edmonton Mall, em Edmonton, é hoje o terceiro maior shopping center do mundo, possuindo mais de 800 estabelecimentos comerciais, ocupando uma área de 500 mil metros quadrados, e empregando mais de 23 mil pessoas.

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Organização

Relação entre proprietário e lojistas

Os centros comerciais modernos normalmente pertencem a um único proprietário que celebra contratos de utilização das suas lojas, com cadeias ou outros tipos de utilizadores (lojistas). Os lojistas serão responsáveis pela condução do seu negócio, com maior ou menor autonomia, de acordo com as condições do contrato de utilização de loja. Mesmo nos casos onde o lojista tem uma grande autonomia, o proprietário tem algum controle sobre o negócio através da realização de auditorias ao funcionamento da loja ou do estabelecimento da obrigação de declaração periódica das vendas realizadas. Internacionalmente a International Council of Shopping Centers é a organização que congrega os administradores dos shoppings. No Brasil existem duas organizações.: a Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), que congrega os administradores; e o Conselho Nacional de Entidades do Comércio em Shopping Centers (CONECS), que congrega os locatários das lojas nos shoppings através de sindicatos e associações de lojistas de shopping espalhados por todo o país.

Administração

Os proprietários nomeiam uma administração encarregada da gestão do centro comercial, podendo ser dividida em duas categorias principais: autogestão e gestão terceirizada. Na autogestão, os proprietários são responsáveis diretos pela administração quotidiana, enquanto na gestão terceirizada, essa administração é realizada por uma empresa especializada no assunto e que apenas submete à avaliação e deliberação dos proprietários os temas, considerados estratégicos para o futuro do empreendimento. Conforme a organização e o tipo de gestão do shopping center, a administração poderá ter responsabilidades maiores ou menores. No mínimo, a administração é responsável pela gestão do dia a dia do centro comercial, ou seja, dos chamados serviços comuns. Em certos casos, as funções vão mais além e incluem a comercialização das lojas, a realização de estudos de mercado, a promoção estratégica do centro comercial etc.

Funções dos departamentos da administração

O secretariado trata da administração geral e do apoio direto ao director-geral. O departamento de operações encarrega-se da segurança, higiene, serviços técnicos e logística geral. O financeiro tem como funções principais a cobrança de rendas aos lojistas, as auditorias às lojas e o controle orçamental da administração. O marketing encarrega-se da promoção do centro comercial, incluindo aí as campanhas publicitárias e a realização de eventos. Além destes departamentos básicos, os shopping centers maiores poderão ter outros, encarregados de certas áreas tais como a comercialização e análise de projetos de lojas.

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Problemática

Os centros comerciais fazem parte dos espaços que o etnólogo francês Marc Augé define como não-lugares, contrapondo-os aos clássicos lugares antropológicos: os não lugares são aqueles espaços produtos da dita sociedade da supermodernidade que têm a prerrogativa de não serem identitários, relacionais e históricos, espaços nos quais multidões de indivíduos se cruzam sem entrarem em relação, movidos apenas pelo desejo de consumirem ou de acelerarem as operações quotidianas. Outra forte crítica em relação aos centros comerciais é o facto de estes competirem com os centros urbanos de forma a aumentarem a quantidade de consumidores. Os centros urbanos não conseguem competir com os centros comerciais por não apresentarem frequentemente proteção contra más condições climatéricas, crime, ou pessoas indesejáveis, para além de os centros urbanos serem muitas vezes pouco acessíveis a automóveis e possuírem fortes limitações de estacionamento. A consequente desertificação de centros urbanos não traz só consequências diretas às lojas de rua, mas também a inúmeras atividades que poderão sair prejudicadas, tais como a restauração ou espaços de lazer (cinemas, teatros, etc.).

Decadência do centro comercial como modelo de negócio

Recentemente, o fotógrafo Seph Lawless publicou um livro com imagens de shoppings centers abandonados nos Estados Unidos. A obra, denominada Black Friday, aponta para a decadência desse modelo de negócio. Nos Estados Unidos, cerca de 15% dos shoppings vão falir ou serão transformados em outros tipos de espaços comerciais nos próximos dez anos, segundo pesquisa da Green Street Advisors. O processo de decadência desses ícones do consumo foi retratado por Lawless como uma representação da falência do estilo de vida americano.

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Nos países lusófonos

Em Portugal

No total de concelhos de Portugal Continental apenas 50 (18%) não possuem grandes superfícies A indústria dos centros comerciais em Portugal é representada pela Associação Portuguesa de Centros Comerciais - APCC. Esta organização, que congrega as principais entidades promotoras, proprietárias e gestoras de centros comerciais, contava, entre os seus membros, no final de 2008, 98 Centros Comerciais em operação e 67 empresas associadas. A APCC é membro de pleno direito do International Council of Shopping Centres - ICSC, e tem, como principais áreas de actuação, a dormação de quadros, as relações institucionais com entidades oficiais, as relações públicas com as comunidades e imprensa, a produção de publicações do sector, como são os casos do Anuário dos Centros Comerciais e da Revista SHOPPING, e a investigação.

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Fontes consultadas

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