Central Nacional de Televisão
A Central Nacional de Televisão é uma rede de televisão brasileira gerada a partir de Curitiba, capital do estado do Paraná, e formada por emissoras de outras cinco cidades do país. Foi inaugurada em 1992 pelo empresário e político José Carlos Martinez com o nome Rede OM Brasil, que por sua vez era até então uma rede estadual com quatro emissoras no Paraná e ganhou expansão pelo país. Hoje é presidida pelo também empresário Flávio Martinez, que assumiu a empresa após a morte do irmão em 2003. Em um curto período de tempo, foi administrada também por José Eduardo de Andrade Vieira, na época dono do Banco Bamerindus, entre 1995 e 1996.
Rede OM Brasil
A Rede OM (sigla das Organizações Martinez) era uma cadeia de emissoras de televisão no Paraná cujo embrião foi a compra da TV Paraná, de Curitiba, pelo empresário e político José Carlos Martinez na década de 1970 e que foi expandida no decorrer dos anos após o recebimento das outorgas da TV Tropical, de Londrina, TV Carimã, de Cascavel, e TV Maringá com grande apoio dos presidentes da República da época. Até 1990 as estações de Londrina e Maringá retransmitiam a programação da Rede Bandeirantes e a trocaram pela da Rede Record, o que ocorreu com a TV Paraná em junho de 1991. Neste ano José Carlos e seu irmão Flávio iniciaram as movimentações para a criação de uma rede nacional com geração da TV Paraná, o que envolveu a aquisição da TV Corcovado do Rio de Janeiro, antes pertencente a Guilherme Stoliar e afiliada à MTV Brasil, por quinze milhões de dólares e um acordo de parceria com a TV Gazeta de São Paulo.
Década de 1990
Em 1993, houve uma reformulação na emissora e o nome Rede OM Brasil deu lugar à Central Nacional de Televisão, com as iniciais CNT. A emissora lançou seu novo nome e sua nova marca em 23 de maio de 1993, com o programa Clodovil em Noite de Gala, ao vivo do Teatro Ópera de Arame na Pedreira Paulo Leminski em Curitiba. Em junho, o humorista João Kléber é contratado pela emissora para apresentar um programa de entrevistas. Finalmente a 25 de outubro, estreou o Programa João Kleber com apresentador homônimo, exibido de segunda a sexta, na madrugada. Em novembro, a emissora contrata a jornalista Leila Richers, vinda da Rede Manchete, para apresentar o CNT Jornal direto da sede em Curitiba.
Década de 2000
A última investida da CNT em parceria com a Gazeta foi no programa Fui ao Vivo, apresentado por Eri Johnson. O programa tinha a missão de revitalizar a audiência da emissora aos domingos e contava com a participação de diversos artistas. O programa, no entanto, durou pouco menos de um mês no ar por falta de verba, audiência e patrocinadores. Em 30 de junho de 2000, chega ao fim a parceria da CNT com a TV Gazeta. A emissora paulistana não renova a afiliação com a CNT e inicia o seu próprio projeto de rede. De acordo com Marinês Rodrigues, o avanço da CNT para as praças do interior paulista foi um fator determinante para o encerramento do acordo. Para tapar o buraco, a emissora coloca no ar o Programa da Lili, durante as tardes.
Década de 2010
No dia 5 de fevereiro de 2013, os principais sites veicularam que a família Martinez vendeu a CNT para Valdemiro Santiago (líder da Igreja Mundial do Poder de Deus) por R$ 500 milhões. Somente em março, em nota no próprio site da rede, os donos da emissora negaram a venda. Em 25 de outubro, depois de mais de 14 anos fora do satélite analógico, a CNT volta a ter sinal para o satélite StarOne C2, através da frequência 1080 MHz. A volta da CNT ao satélite não é esclarecida, mas segundo observadores do mercado, foi consequência direta do contrato com a Igreja Universal contra a Igreja Mundial, mas a rede CNT nega. Outra coincidência é que, com a volta da rede em sinal analógico, constatou-se que todas as dívidas contraídas na década de 90 com a Embratel, incluídos juros e correções monetárias, foram pagas. A frequência 1080 MHz, que era anteriormente ocupada pela TV Diário, saiu do ar exatamente 10 anos depois da CNT, em 25 de fevereiro de 2009.


