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Cemitério

Cemitério, necrópole ou sepulcrário é o lugar onde são sepultados os cadáveres. Na maioria dos casos, os cemitérios são lugares de prática religiosa.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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História

Paleolítico

A caverna Taforalt, no Marrocos, é possivelmente o cemitério mais antigo conhecido no mundo. Foi o local de descanso de pelo menos 34 indivíduos iberomaurusianos, a maior parte dos quais foi datada de 15 100 a 14 000 anos atrás.

Neolítico

Os cemitérios neolíticos são às vezes chamados pelo termo "campo de sepulturas". Eles são uma das principais fontes de informação sobre culturas antigas e pré-históricas, e numerosas culturas arqueológicas são definidas por seus costumes funerários, como o Cultura de campo de urna da Idade do Bronze europeia.

Idade Média

Durante o início da Idade Média, a reabertura de sepulturas e a manipulação dos cadáveres ou artefatos contidos nelas foi um fenômeno generalizado e uma parte comum do curso de vida dos primeiros cemitérios medievais em toda a Europa Ocidental e Central. A reabertura de enterros mobiliados ou recentes ocorreu na ampla zona de sepulturas mobiliadas em estilo europeu de sepultura em linha, especialmente dos séculos 5 a 8 d.C., que compreendia as regiões da atual Romênia, Hungria, República Tcheca, Eslováquia, Suíça, Áustria, Alemanha, Países Baixos, França e sudeste da Inglaterra.

Cristianismo primitivo

Por volta do século 7 d.C., na Europa, um enterro estava sob o controle da Igreja e só podia ocorrer em terreno consagrado da igreja. As práticas variavam, mas na Europa continental, os corpos eram geralmente enterrados em uma vala comum até se decomporem. Os ossos foram então exumados e armazenados em ossários, ao longo das paredes delimitadoras arcadas do cemitério ou dentro da igreja sob lajes de piso e atrás de paredes. Na maioria das culturas, aqueles que eram muito ricos, tinham profissões importantes, faziam parte da nobreza ou eram de qualquer outro status social elevado eram geralmente enterrados em criptas individuais dentro ou abaixo do local de culto relevante com uma indicação de seu nome, data de morte e outros dados biográficos. Na Europa, isso era frequentemente acompanhado por uma representação de seu brasão de armas.

Modernidade

A partir do início do século 19, o enterro dos mortos em cemitérios começou a ser interrompido, devido ao rápido crescimento populacional nos estágios iniciais da Revolução Industrial, surtos contínuos de doenças infecciosas perto de cemitérios e o espaço cada vez mais limitado nos cemitérios para novos enterros. Em muitos estados europeus, o enterro em cemitérios acabou sendo totalmente proibido por meio de legislação. Em vez de cemitérios, locais de sepultamento completamente novos foram estabelecidos longe de áreas densamente povoadas e fora das cidades antigas e centros urbanos. Muitos novos cemitérios tornaram-se de propriedade municipal ou administrados por suas próprias corporações e, portanto, independentes das igrejas e de seus cemitérios.

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Cemitérios famosos

Um dos mais famosos cemitérios do mundo é o Cemitério do Père-Lachaise, de Paris, assim chamado devido a um confessor jesuíta de Luís XIV que, ali, tinha residência. Veem-se, no Père-Lachaise, entre outros, os túmulos de Pedro Abelardo e Heloísa de Argenteuil, Molière, Chopin, Musset, Balzac, Kardec e Comte. Em Inglaterra, destacam-se os cemitérios de Kensal Green e Highgate (ambos em Londres). Na Itália, são dignos de nota, pela sua beleza, os cemitérios de Gênova e Milão. No Brasil, destacam-se o Cemitério de São João Batista, fundado em 1851, no Rio de Janeiro, e o Cemitério da Consolação, fundado em 1858, em São Paulo. Na Europa, existem diversos cemitérios medievais, que, aos poucos, quando escavados, revelam-se uma preciosa fonte para a compreensão de certos hábitos alimentares, doenças e anatomia do homem medieval. A título exemplificativo, poderemos ver o Cemitério medieval das Barreiras, localizado em Fão, no concelho de Esposende, entre muitos outros. Contudo, os cemitérios medievais não podem ser confundidos com os cemitérios de concepção romântica (a larga maioria dos grandes cemitérios ainda em uso na Europa), pois aqueles não tinham geralmente muros, portão, ou sequer túmulos de grande dimensão.

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Cemitérios como fonte de pesquisa

O cemitério faz parte do roteiro histórico de visitação em diversas regiões turísticas do mundo, como por exemplo, o Père-Lachaise, em Paris, na França e o Recoleta, em Buenos Aires, na Argentina, nos quais são identificados elementos que demonstram a história social e artística destas regiões, através da estatuária, das obras arquitetônicas, dos epitáfios e dos símbolos encontrados e analisados nos túmulos, valorizando e exaltando a preservação desse imenso patrimônio público. São considerados verdadeiros "museus a céu aberto". Os cemitérios podem nos dar valiosas informações, como sugere Harry Bellomo, no livro Cemitérios do Rio Grande do Sul (Brasil): Arte, Sociedade e Ideologia. Sendo, eles: Essas informações são obtidas através da análise de epitáfios, de fotos tumulares, das simbologias contidas nas obras funerárias e da expressão artística dos monumentos e mausoléus. A presença de corpos de pessoas famosas, como a Marquesa de Santos, também fazem, dos cemitérios, locais de visitação turística.

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Fontes consultadas

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