Celso Russomanno
Celso Ubirajara Russomanno é um repórter jurisconsulto especializado em defesa do consumidor, político brasileiro, filiado ao Republicanos e ex-presidente do Parlasul. Atualmente é Deputado federal por São Paulo pelo sétimo mandato.
Em 1986, iniciou sua carreira na Manchete FM, passando em seguida pela Bandeirantes FM, ambas da capital paulista. No ano seguinte estreou na televisão apresentando os programas noturnos Night Clip e Circuito Night and Day na TV Gazeta, ambos de colunismo social, que duraria dez anos. Em 1991 foi convidado a integrar a equipe de reportagem do programa Aqui Agora, no SBT no qual se especializou em matérias que defendia os consumidores prejudicados. Teve passagem também pelas emissoras CNT, Band e Rede TV! Tornou-se candidato a deputado federal em 1994 pelo PSDB, tornando-se naquele ano o deputado mais votado do Brasil.
Carreira política
Em 1985, Russomanno filiou-se ao PFL (atual União Brasil), onde permaneceu até 1994, quando se mudou para o PSDB. Ainda neste ano foi eleito deputado federal com 233 482 votos, sendo a maior votação do Brasil. Em 1997, filiou-se ao PPB (atual Progressistas), onde novamente em 1998 foi eleito para seu segundo mandato como deputado federal. Em 2000, candidatou-se à prefeitura de Santo André (SP) pelo PPB, mas foi vencido pelo candidato Celso Daniel (PT), que obteve 70,1% dos votos válidos. Em 2003, foi admitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial. Celso foi autor de projetos de leis para a melhoria do Código de Defesa do Consumidor. Em 2010 candidatou-se pelo PP ao Governo de São Paulo, mas acabou terminando em 3° lugar com 1 233 897 votos. Em 2011 desfiliou-se do Partido Progressista devido a desentendimentos com Paulo Maluf e filiou-se ao Partido Republicano Brasileiro (PRB) para disputar a eleição em 2012. Em 2012 lançou-se como candidato pelo PRB à Prefeitura de São Paulo, chegou a ficar em primeiro nas pesquisas, obteve 1 324 021 votos mas acabou perdendo no 1º turno. Foi presidente da Frente Parlamentar da Polícia Federal durante 14 anos no Congresso Nacional. Em 2014, foi novamente candidato a deputado federal, sendo reeleito para a 55.ª legislatura (2015-2019), com a segunda maior votação da história: 1 524 286 votos.
Acusações e processos judiciais
Em 2002, Celso Russomanno foi acusado de agredir uma funcionária do Instituto do Coração (Incor) e de ter danificado as dependências do hospital, porém foi absolvido desta acusação pelo Supremo Tribunal Federal. Já em fevereiro de 2014, foi condenado em primeira instância (durante um período em que não possuía foro por prerrogativa de função) pela prática de crime de peculato. A acusação sobre ele consistia em, no exercício do mandato de Deputado Federal, ter usado uma funcionária de seu gabinete, paga pela Câmara, para trabalhar em sua produtora de vídeo em São Paulo, entre 1997 e 2001. Contudo, por 3 votos a 2, a 2ª turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, no dia 09 de agosto de 2016, pela absolvição de Celso Russomanno da acusação de peculato.
Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado · BY · Openverse
Suposto exercício ilegal da advocacia
Segundo a revista Consultor Jurídico, em 1998 Russomanno foi acusado por exercer ilegalmente a advocacia no qual mantinha o serviço "Plantão Jurídico", pelo sistema 0900, em que oferecia pelo telefone uma "orientação dos seus direitos". O serviço custava na época R$ 3,95 por minuto. Ainda segundo a revista, a denúncia foi registrada por dez subseções da Ordem dos Advogados do Brasil e contemplava os seguintes fatos a cerca de Russomanno: Russomanno não consta no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB.
1,1 milhão de reais para ONG
Em 2010 foi autor de uma emenda para destinar 1,1 milhão de reais para uma ONG que preside e administra em conjunto com familiares. A prática de apresentar emendas para parentes é vedada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Após a revelação do caso, inicialmente o deputado negou a irregularidade e chegou a ameaçar abrir um processo contra o denunciante caso a reportagem fosse veiculada; porém, em segundo momento, Russomanno informou que iria redirecionar o R$ 1,1 milhão para outras entidades, em lugar da ONG administrada por seus familiares: o Incor e a Faculdade Paulista de Medicina.
Suposto envolvimento com Carlos Cachoeira
Uma gravação interceptada pela Polícia Federal, durante a Operação Monte Carlo, indica que Celso Russomanno estaria relacionado ao esquema operado pela quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira. Um relatório da Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, revelado pelo jornal Correio Braziliense, mostra que Russomanno é citado em diálogo como detentor de sete milhões de reais em uma conta que seria operada pelo grupo do bicheiro. O candidato Celso Russomanno negou envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e encaminhou documento à CPI colocando à disposição seus sigilos telefônico, fiscal e bancário.
Imagem: Brizza Rodrigues / Câmara dos Deputados · BY · Openverse
No dia 16 de setembro de 2025, Russomanno votou a favor da PEC 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem. A proposta dificulta a abertura de processos criminais e prisões contra senadores e deputados, restringindo a prisão em flagrante de parlamentares. Congressistas favoráveis à PEC afirmam que ela volta às regras ao texto da Constituição de 1988. Mas, na verdade, o texto acrescenta novas blindagens, como a votação secreta para prisão de parlamentares. No caso de prisão em flagrante por crime inafiançável, por exemplo, os autos serão enviados à Câmara ou ao Senado dentro de 24 horas para que, pelo voto secreto da maioria de seus membros, se autorize ou não prisão do parlamentar.


