Celebridade da internet
As celebridades da internet, também conhecidas como influenciadores de mídia social, influenciadores digitais ou simplesmente influencers, são celebridades que adquiriram ou desenvolveram sua fama e participação por meio da internet. O surgimento das mídias sociais ajudou a aumentar seu alcance para um público global. Celebridades da internet podem ser recrutadas por empresas para um marketing influente, a fim de anunciar produtos para seus fãs e seguidores em sua plataforma. As celebridades da internet costumam servir como professores de estilo de vida que promovem certos estilos de vida ou atitudes. Nessa função, eles podem ser importantes influenciadores ou multiplicadores de tendências de gênero, incluindo moda, beleza, tecnologia, videogames, política e entretenimento.
Influenciadores virtuais são personagens criadas por artistas 3D e postas em aparentes situações de vida real, como desfiles de moda, concertos, destinos turísticos, entre outros, por meio de manipulação digital. Embora não correspondendo a utilizadores reais (pessoas físicas), não são considerados "influenciadores falsos", na medida em que não são bots automáticos nem são desenvolvidos com o intuito de gerar interações falsas ou deturpar os resultados das plataformas em que estão presentes. Estes influenciadores são habitualmente criados como modelos, cantores e outras celebridades, e os seus criadores escrevem as narrativas das suas vidas, interagem com outros perfis em seu lugar e, inclusive, respondem a entrevistas no lugar das suas personagens. Lil Miquela é um caso de influenciadora virtual, cantora e modelo brasileira-americana que, com mais de 1.2 milhões de seguidores no Instagram, já protagonizou campanhas publicitárias para marcas como Gucci, Prada e Vans.
Microinfluenciadores
Microinfluenciadores são perfis menores com até 100 mil seguidores, vistos como pequenos quando comparados aos macro. São mais nichados e são uma opção para as marcas alcançarem resultados qualitativos com um custo menor.
Nanoinfluenciadores
São perfis com um número bem menor de seguidores. No entanto, como diferencial, permitem parcerias mais humanizadas e econômicas. Além disso, podem influenciar um círculo restrito e qualificado de consumidores potenciais, pois interagem com pessoas muito próximas.
Imagem: assessoriabmv · PDM · Openverse
A ascensão das celebridades da internet e sua migração para meios tradicionais de comunicação e estruturas corporativas têm gerado debates sobre qualificação técnica e regulamentação profissional. A priorização de métricas de engajamento em detrimento da formação acadêmica ou técnica tem motivado reações de conselhos de classe e profissionais veteranos.
Dramaturgia e atuação
A escalação de influenciadores digitais para papéis de destaque em telenovelas e produções audiovisuais tornou-se uma estratégia recorrente de emissoras de televisão visando atrair a audiência jovem das redes sociais. Essa prática, no entanto, é alvo de críticas por parte da classe artística e de entidades sindicais, como o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (Sated). O ponto central do conflito reside na exigência do registro profissional (DRT) para atuar. Casos notórios, como a escalação de influenciadores para papéis de protagonismo sem formação prévia em artes cênicas, geraram denúncias e tentativas de impedimento legal por parte dos sindicatos. Atores veteranos, como Irene Ravache e Silvio de Abreu, argumentam que a profissão exige estudo e técnica que vão além da capacidade de gerar engajamento online, classificando a tendência como uma desvalorização do ofício.
Mercado corporativo e publicidade
A influência digital também tem reconfigurado hierarquias no ambiente corporativo, gerando atritos com profissionais de Marketing e Publicidade. Um exemplo significativo ocorreu em 2026, quando o influenciador fitness Toguro foi anunciado como Head de Comunicação e Marketing da farmacêutica Cimed. A contratação visava internalizar a linguagem das redes sociais e a criação de narrativas (storytelling) diretamente na estrutura executiva da empresa. O presidente da companhia, João Adibe Marques, defendeu a decisão alegando que a capacidade de inovação e comunicação rápida do influenciador não é ensinada em cursos tradicionais. No entanto, o movimento gerou críticas de publicitários e profissionais de marketing, que questionaram a substituição da formação técnica e acadêmica pelo alcance numérico e viralização.


