Confederação Brasileira de Xadrez
A Confederação Brasileira de Xadrez (CBX) é a entidade nacional responsável pela organização, promoção, administração e desenvolvimento do xadrez no Brasil. Fundada em 6 de novembro de 1924 sob a denominação de Federação Brasileira de Xadrez, é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, e filiada à Federação Internacional de Xadrez (FIDE).
Imagem: Tiago D Almeidaa · BY-SA · Openverse
A CBX foi fundada em 6 de novembro de 1924, originalmente com o nome de Federação Brasileira de Xadrez. Segundo seu estatuto, a entidade foi reconhecida pelo Decreto-Lei nº 3.199, de 14 de abril de 1941, e tem como finalidade a prática, organização, promoção, administração e desenvolvimento do xadrez no território brasileiro. Os campeonatos brasileiros de xadrez começaram a ser disputados em 1927. A primeira edição do Campeonato Brasileiro Absoluto foi vencida por João de Souza Mendes Júnior, no Rio de Janeiro. O Campeonato Brasileiro Feminino teve sua primeira edição em 1957, vencida por Dora Rúbio.
A Confederação Brasileira de Xadrez é composta por entidades e pessoas vinculadas à prática, organização e promoção do xadrez no Brasil, conforme previsto em seu estatuto. A entidade representa o xadrez brasileiro perante a FIDE e mantém regulamentos próprios para competições, arbitragem, registro de atletas e atividades oficiais da modalidade. Em 2025, Máximo Igor Miranda de Macedo foi reeleito presidente da CBX. A diretoria eleita para o ciclo 2025–2028 inclui Ivanildo Júnior Vieira de Melo, Kaiser Luiz Mafra, Maíce Bárbara Miranda, César Brasil e Marco Antônio Hazin como vice-presidentes.
Durante a gestão de Máximo Igor Miranda de Macedo, iniciada em 2021, a CBX ampliou o Circuito Nacional de Abertos do Brasil. Segundo a entidade, a partir de 2022 e 2023 os Abertos do Brasil passaram a integrar um circuito anual com pontuação, premiação final e premiações regionais. Em 2023, o Circuito Nacional reuniu 23 torneios e mais de 1.500 enxadristas. Em 2024, a CBX informou ter realizado 32 etapas, número apontado pela entidade como recorde histórico, superando as 22 etapas de 2022 e as 23 de 2023. Segundo o Caderno de Encargos da CBX para 2026, os Abertos do Brasil do Circuito Nacional têm como objetivos movimentar rating CBX e FIDE, classificar jogadores para as finais dos Campeonatos Brasileiros Absoluto e Feminino e definir os campeões do circuito, com premiação mínima prevista de R$ 15.000 para a classificação geral. Em 2026, a CBX publicou uma classificação parcial do Circuito Nacional de Xadrez, com 19 etapas registradas e links para os respectivos torneios no Chess-Results. A classificação parcial reunia 1.537 enxadristas, com atletas das 27 unidades federativas brasileiras e jogadores registrados por 27 federações nacionais no campo de federação da planilha. O líder parcial era o GM Everaldo Matsuura, com 33 pontos considerados nos oito melhores resultados.
A atuação administrativa da CBX já foi objeto de críticas públicas por parte de enxadristas e dirigentes ligados ao xadrez brasileiro. Em 2020, o enxadrista Rafael Leitão publicou relato sobre controvérsias envolvendo o processo eleitoral da entidade e a participação de representantes de federações estaduais. A entidade também foi mencionada em disputas judiciais envolvendo competições nacionais. No processo nº 0000044-85.2019.8.08.0056, por exemplo, foi concedida medida liminar relacionada à participação do enxadrista Roberto Molina na final do 85º Campeonato Brasileiro Absoluto de Xadrez.


