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Confederação Brasileira de Futebol

Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é a entidade máxima do futebol no Brasil. Fundada em 8 de junho de 1914, sob a denominação Federação Brasileira de Sports (FBS), a CBF, tal como existe hoje, foi criada em 24 de setembro de 1979, quando ocorreu a desmembração da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), entidade sucessora da FBS, que, além de comandar o futebol, aglutinava os demais esportes olímpicos praticados em território brasileiro. A CBF é responsável pela organização de campeonatos de alcance nacional. Também administra a Seleção Brasileira, cinco vezes campeã mundial, e a feminina, vice-campeã mundial.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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Antecedentes

A origem da atual CBF é de 8 de junho de 1914, quando a carioca Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA) juntamente com a Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA) fundaram a Federação Brasileira de Sports (FBS), entidade criada com o objetivo de comandar não só o futebol, mas o esporte brasileiro. Em 3 de março de 1915, a Liga Paulista de Foot-Ball (LPF), rival da APEA, funda a Federação Brasileira de Football (FBF), com o objetivo de combater a FBS e se tornar a entidade máxima do futebol do Brasil. Em 1916, a Argentina decidiu realizar o primeiro Campeonato Sul-Americano de Futebol (atual Copa América), porém surgiu um problema quanto a qual entidade representaria o Brasil na competição. Para contornar a situação, em 19 junho de 1916, o então ministro das Relações Exteriores, Lauro Müller, toma a iniciativa de se reunir, em sua residência, com os presidentes da FBS, FBF, LPF, LMSA e APSA, após algumas horas de debate, foi proposta a criação da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Culminando com a assinatura, em 21 de junho de 1916, de um acordo entre as entidades para a extinção da FBS e FBF e criação definitiva da CBD.

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História

A chegada de Samir Xaud à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ocorreu em um momento de transição na entidade, marcado pelo afastamento de Ednaldo Rodrigues, eleito em 2022. A posse de Xaud como presidente foi oficializada em 25 de maio de 2025, após um processo interno conduzido pelo colégio eleitoral da CBF, no qual foi eleito com os votos de 25 das 27 federações estaduais e de 10 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. O presidente eleito possui experiência adquirida na vice-presidência da Federação Roraimense de Futebol, além de ter atuado como vice-presidente estatutário da própria CBF. A transição de comando resultou da divulgação de instabilidades jurídicas associadas ao mandato de Ednaldo Rodrigues, as quais estimularam negociações e articulações políticas envolvendo federações estaduais, clubes das Séries A e B e membros do Conselho Técnico da CBF. A candidatura de Samir Xaud ganhou consenso entre presidentes de federações de diversas regiões do país, que lideraram o movimento em seu favor.

Gestões de Giulite Coutinho (1980–1986) e Octávio Pinto Guimarães (1986–1989)

Giulite Coutinho assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Futebol em um período de transição do futebol nacional. Durante seu mandato, a Seleção Brasileira disputou duas Copas do Mundo. Em 1982, na Espanha, considerada uma das melhores equipes da história, comandada por Telê Santana, a Seleção canarinho foi eliminada na segunda fase pela Itália ("Tragédia do Sarrià"), apesar do futebol ofensivo de Zico, Sócrates e Falcão. Já em 1986, no México, novamente sob comando de Telê Santana, o Brasil chegou às quartas de final, sendo eliminado pela França nos pênaltis ("Drama de Guadalajara"). Octávio Pinto Guimarães herdou uma CBF em crise após a decepção na Copa de 1986. Sob seu mandato houve a criação da Copa União em 1987, organizada pelo Clube dos 13, que excluiu clubes menores e gerou uma crise institucional posteriormente com a CBF. O torneio paralelo resultou em duas edições do Brasileirão (oficial e extraoficial), resolvida apenas com a unificação em 1988.

Gestão de Ricardo Teixeira (1989–2012)

Em 16 de janeiro de 1989, Ricardo Teixeira, então genro de João Havelange (à época, presidente da FIFA), assumiu a presidência da CBF sucedendo Octávio Pinto Guimarães após ter sido eleito por “aclamação” à presidência da entidade, com o apoio unânime de todas as confederações do país. Seu mandato, o mais longo da história da entidade (23 anos), foi marcado por conquistas esportivas e escândalos de corrupção. No campo esportivo, Teixeira promoveu internamente a criação, em 1989, da Copa do Brasil – competição jogada nos moldes da Copa da Inglaterra ou da Taça de Portugal, isto é, em sistema eliminatório. Também instituiu o Campeonato Brasileiro em pontos corridos a partir de 2003, modelo adotado até hoje. Antes, porém, a principal competição de clubes nacionais esteve envolta em confusões jurídicas, quando o regulamento foi rasgado duas vezes, com a anulação do rebaixamento de alguns times, em 1996, e judicialização, em 2000, que levou a Copa João Havelange, um torneio com 116 times que só terminou em 2001.

Gestão de José Maria Marin (2012–2015)

Sucedendo Ricardo Teixeira, José Maria Marin assumiu o comando da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 em 12 de março de 2012. Em novembro de 2012, demitiu o técnico Mano Menezes após o título do Superclássico das Américas e anunciou o retorno de Luiz Felipe Scolari. Sob o comando de Scolari, a seleção venceu a Copa das Confederações FIFA de 2013, derrotando a Espanha na final no Maracanã. Em abril de 2014, apoiou a eleição de Marco Polo Del Nero, então presidente da Federação Paulista de Futebol, como seu sucessor na CBF a partir de 2015.[nota 2]

Gestão de Marco Polo Del Nero (2015–2017)

Marco Polo Del Nero assumiu a presidência da CBF em 16 de abril de 2015, substituindo José Maria Marin. Seu mandato foi marcado pelo escândalo do FIFAGate, uma investigação liderada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos que, em maio de 2015, resultou na prisão de sete dirigentes da FIFA na Suíça, incluindo Marin, por corrupção em negociações de direitos de transmissão. Em dezembro de 2015, Del Nero foi oficialmente indiciado pelo mesmo órgão, acusado de receber US$ 6,5 milhões em propinas por contratos de transmissão da Copa do Brasil, Copa Libertadores da América e Copa América. Para evitar prisão, Del Nero permaneceu no Brasil a partir de 2015, recusando-se a viajar a países com extradição aos EUA. Em 15 de dezembro de 2017, o Comitê de Ética da FIFA baniu Del Nero definitivamente do futebol por violações ao código de ética, incluindo suborno, conflito de interesses e corrupção.

Gestão de Antônio Carlos Nunes (2017–2019)

Após suspensão de Del Nero, a CBF confirmou Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, como presidente interino da entidade. Coronel Nunes gerou controvérsia em 13 de junho de 2018 ao votar pela candidatura do Marrocos para sediar a Copa do Mundo de 2026, contrariando a decisão unânime da Conmebol de apoiar a candidatura conjunta de EUA, Canadá e México. O episódio causou tensão com a Confederação Sul-Americana, cujo presidente, Claudio Tapia (AFA), classificou o ato como "traição". Nunes justificou seu voto afirmando que os países norte-americanos "já haviam sediado Copas", enquanto o Marrocos nunca fora anfitrião. A decisão foi interpretada por analistas como uma represália às investigações norte-americanas que levaram à condenação de Marin e ao banimento de Del Nero.

Gestão de Ednaldo Rodrigues (2021–2025)

Em fevereiro de 2022, a CBF firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Rio de Janeiro, comprometendo-se a realizar novas eleições após questionamentos sobre irregularidades no pleito de 2017. Ednaldo Rodrigues, então presidente interino, foi eleito formalmente neste processo. No âmbito esportivo, a seleção brasileira masculina – dirigida por Tite – mais uma vez fracassou na Copa do Mundo FIFA de 2022 no Catar, caindo nas quartas de final para a Croácia. Após o Mundial, o treinador deixou o comando do escrete canarinho, e Carlo Ancelotti tornou-se o nome preferido do dirigente para assumir a seleção. Na expectativa de que pudesse acertar com o técnico italiano, Rodrigues apostou em interinos – primeiro com Ramon Menezes em três amistosos e depois com Fernando Diniz em um contrato de um ano, pensando que Ancelotti viria em meados de 2024. No entanto, Ancelotti renovou com o Real Madrid até junho de 2026, Diniz foi demitido, e restou a Rodrigues acertar com Dorival Júnior como técnico efetivo. Como o futebol da seleção não evoluiu, Dorival foi demitido e Rodrigues negociou novamente com Ancelotti, que finalmente aceitou o convite em maio de 2025 para dirigir o Brasil até o final da Copa do Mundo FIFA de 2026.

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Uso do escudo

O escudo da Confederação Brasileira de Futebol deve obrigatoriamente ser acompanhado da inscrição "BRASIL" logo abaixo, o que não aconteceu durante a Copa do Mundo FIFA de 2014; a inscrição e as estrelas devem ser da cor verde no primeiro uniforme (camisa amarela, calções azuis e meias brancas) e uniformes materiais de fundo claro. No segundo uniforme, uniformes de goleiro e agasalhos na cor escura, a inscrição e as estrelas serão na cor branca.

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