Cavadinha
Cavadinha no futebol é uma técnica utilizada em cobranças de pênaltis. Ela se dá quando o jogador, ao invés de chutar a bola em trajetória direta ao gol, dá um toque sutil embaixo da bola, fazendo com que ela suba e caia dentro do gol, enganando o goleiro.
Imagem: Terry Kearney · BY-NC · Openverse
O pênalti estilo cavadinha foi criado pelo jogador checo Antonín Panenka, que apresentou esta técnica pela primeira vez ao mundo na final do Campeonato Europeu de 1976, quando venceu o goleiro Sepp Maier na cobrança que deu o título à seleção da Tchecoslováquia. No Brasil, esta jogada ficou famosa por meio de Djalminha, que adotou o estilo em muitas de suas cobranças, desde os tempos de Guarani, depois no Palmeiras e na Espanha pelo La Coruña.
Técnica
Segundo o criador da jogada, "para bater bem você precisa de uma longa preparação, treinar bastante. É preciso ter 1.000% de certeza de que vai marcar. Não se pode subestimar o goleiro. A base do sucesso é o corpo, o movimento, a corrida. É preciso convencer o goleiro de que você vai jogar a bola em algum lado."
Cavadinhas famosas
A cavadinha pode não ter o efeito esperado, como no caso de Neymar, na época jogador do Santos, que numa cobrança, o goleiro Lee, então no Vitória, não caiu para canto nenhum e pegou a bola sem problemas. O jogador pode também calcular mal a força empregada na bola, como fez o jogador do Cruzeiro Walter Montillo, cuja cobrança passou sobre o travessão, no clássico contra o Atlético Mineiro. Outros jogadores famosos já fizeram a cavadinha, que é chamada fora do Brasil de pênalti à la Panenka, em homenagem ao criador da cavadinha. Na final da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, o francês Zinedine Zidane cobrou sua penalidade na final assim. Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, Sebastián Abreu converteu um pênalti que classificou o Uruguai na semifinal, vencendo a seleção de Gana, ao cobrar uma cavadinha.


