Catedral Metropolitana de Brasília
A Catedral Metropolitana - Nossa Senhora Aparecida ou simplesmente Catedral de Brasília, é um templo católico brasileiro, na qual se encontra a cátedra da Arquidiocese de Brasília, localizada na capital federal, ao sul da S1, no Eixo Monumental, região da Esplanada dos Ministérios. A cerimônia de posse do presidente do Brasil tradicionalmente costuma se iniciar nesta catedral.
Local
O local da Catedral foi previsto por Lúcio Costa em seu Projeto para o Plano Piloto. Segundo Lúcio, ela deveria ficar em uma praça autônoma por questões protocolares - simbolizando fisicamente a laicidade do estado e a separação entre governo e religião, por isso fora da Praça dos Três Poderes - e também por questão de escala, a fim de valorizar o monumento e ordem arquitetônica, manter limpa a perspectiva até o Marco Zero, no cruzamento dos eixos, por isso fora do canteiro central do Eixo Monumental.
Projeto
Uma vez definido o local, o arquiteto Oscar Niemeyer, segundo o próprio, se inspirou nos antigos mestres que construíram catedrais com cúpulas gigantes usando os recursos estruturais existentes na época. Tendo ele o concreto armado à disposição, idealizou uma obra em que a estrutura parece ascender aos céus, sendo formalmente simples, compacta e fazendo dos pilares estruturantes os protagonistas. Ele baseou o desenho da catedral numa estrutura hiperboloide. Numa base circular que fica três metros abaixo do solo, subiriam vinte e uma colunas em forma de bumerangue e com uma cinta de concreto a uni-las quase no topo. Em cima dela, uma expressiva cruz metálica. Os fechamentos seriam feitos por vidros encurvados, complementando os espaços entre os pilares. Além desse volume principal, haveriam apenas alguns elementos enterrados – túnel de acesso, batistério e sacristia – e o campanário separado.
As obras
A pedra fundamental foi colocada em 12 de setembro de 1958, e o arquiteto responsável pela execução foi Carlos Magalhães. Para permitir a colocação dos pilares, a obra iniciou pela fundação, através dos tubulões a céu aberto, cada um com diâmetro de 70 cm e profundidade aproximada de 28 metros com as bases alargadas. Os 16 tubulões apoiavam 16 pilares, ligados através de uma cinta de concreto, a cinta inferior voltada a tração. Placas de neoprene separam a cinta dos pilares, sobre os quais sobem os pilares em forma de bumerangue. A concretagem das colunas foi outro desafio devido ao formato. As formas só puderam ser construídas após desenhar uma forma padrão no canteiro, com as dimensões reais, e depois disso montar vários cortes transversais. A concretagem foi feita por etapas, para garantir o mesmo volume concreto em cada parte das colunas, com o concreto sendo lançado através de guindastes. Até mesmo o escoramento foi desafiante, começando pelo fundo das colunas, depois a armação, os caixões perdidos e o complemento das armações.
Reformas posteriores
A primeira reforma feita na Catedral foi iniciada em 1987. Nesta intervenção, Marianne Peretti substitui os vidros incolores instalados em 1970 por seus vitrais pintados. Também é nessa reforma que os pilares são pintados de branco, deixando o prédio com a aparência atual, além da troca dos bancos, instalação de uma pia batismal no batistério e um controle eletrônico para o campanário. Em 2000 foi feita uma segunda reforma com os vitrais sendo restaurados com vidros especiais de Milão, que receberam uma película de climatização, evitando o aquecimento excessivo do interior, que também recebeu exaustores para melhorar a ventilação. Reparos na pintura e no mármore também foram feitos, além de melhorias nas instalações hidráulicas e elétricas.
A Catedral de Brasília, oficialmente a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, dedicada à Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora de Aparecida, proclamada pela Igreja como Rainha e Padroeira do Brasil, foi concebida pelo arquiteto Oscar Niemeyer, com projeto estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo.
Praça: campanário e evangelistas
Na praça de acesso ao templo, encontram-se quatro esculturas em bronze com três metros de altura, representando os Quatro Evangelistas, de Alfredo Ceschiatti, com a colaboração de Dante Croce em 1970. Um campanário de 20 metros de altura sustenta quatro grandes sinos doados por moradores espanhóis do Brasil e trazidos de Miranda de Ebro na parte externa da catedral. Na entrada, está um pilar com passagens da vida de Maria, mãe de Jesus, pintado por Athos Bulcão. Uma piscina refletora de 12 metros de largura e 40 centímetros de profundidade rodeia a catedral, ajudando a resfriar o edifício. Os visitantes passam sob esta piscina ao entrar na catedral.@media all and (max-width:720px){.mw-parser-output .mod-gallery{width:100%!important}}.mw-parser-output .mod-gallery{display:table}.mw-parser-output .mod-gallery-default{background:transparent;margin-top:.3em}.mw-parser-output .mod-gallery-center{margin-left:auto;margin-right:auto}.mw-parser-output .mod-gallery-left{float:left}.mw-parser-output .mod-gallery-right{float:right}.mw-parser-output .mod-gallery-none{float:none}.mw-parser-output .mod-gallery-collapsible{width:100%}.mw-parser-output .mod-gallery .title,.mw-parser-output .mod-gallery .main,.mw-parser-output .mod-gallery .footer{display:table-row}.mw-parser-output .mod-gallery .title>div{display:table-cell;text-align:center;font-weight:bold}.mw-parser-output .mod-gallery .main>div{display:table-cell}.mw-parser-output .mod-gallery .gallery{line-height:1.35em}.mw-parser-output .mod-gallery .footer>div{display:table-cell;text-align:right;font-size:80%;line-height:1em}.mw-parser-output .mod-gallery .title>div *,.mw-parser-output .mod-gallery .footer>div *{overflow:visible}.mw-parser-output .mod-gallery .gallerybox img{background:none!important}.mw-parser-output .mod-gallery .bordered-images .thumb img{border:solid #eaecf0 1px}.mw-parser-output .mod-gallery .whitebg .thumb{background:#fff!important}
Batistério
O batistério está à esquerda da entrada e pode ser acessado pela catedral ou através de uma escadaria espiral pela praça. As paredes do batistério oval são cobertas nos azulejos pintados em 1977 por Athos Bulcão. Os escritórios da Arquidiocese de Brasília foram concluídos em 2007 junto à catedral. O prédio de três mil metros quadrados se conecta diretamente à catedral subterrânea.
Exterior
Os visitantes entram na catedral através de um túnel escuro e emergem em um espaço brilhante com um telhado de vidro. O telhado exterior da catedral é composto de 16 partes de fibra de vidro, cada um com 10 metros em uma base de 30 metros de largura entre os pilares concretos. Sob esta base estão suspensos 2 000 metros quadrados de vitrais criados originalmente em 1990 por Marianne Peretti, em tons de azul, verde, branco e marrom. Na prática, o edifício visto de fora é apenas a cobertura. O prédio é formado estrutura hiperboloide de concreto armado, aparece com o seu telhado de vidro a ser alcançado, aberto, para o céu. A maior parte da catedral está abaixo do solo, sendo que apenas o telhado de 70 metros, o telhado oval do batistério e o campanário estão visíveis acima do solo. A forma do telhado é baseada em um hiperboloide com seções assimétricas. A estrutura hiperboloide consiste em 16 colunas de concreto idênticas montadas no local. Estas colunas, com seção hiperbólica e pesando 90 toneladas, representam duas mãos movendo-se para o céu.
Interior
Na catedral, sobre a nave, estão esculturas de três anjos, suspensas por cabos de aço. O mais curto tem 2,22 metros de comprimento e pesa 100 kg, o médio tem 3,4 metros de comprimento e pesa 200 quilos e o maior tem 4,25 metros e pesa 300 quilos. As esculturas são de Alfredo Ceschiatti, com a colaboração de Dante Croce, em 1970. O altar foi doado pelo Papa Paulo VI e a imagem da padroeira Nossa Senhora de Aparecida é a réplica do original que está no município de Aparecida, São Paulo. O Caminho da Cruz é uma obra de Di Cavalcanti. Sob o altar principal está uma pequena capela acessível por cada lado do altar. O interior da catedral é revestido com 500 toneladas de mármore.


