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Catedral de Turim

A Catedral de Turim, cujo nome oficial é o de Catedral Metropolitana de São João Batista, é o principal templo da Igreja Católica Romana em Turim, do norte da Itália. É especialmente famosa por ser o local de guarda do Santo Sudário. É sede episcopal da Arquidiocese de Turim.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/10/2026
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História

A atual Catedral está localizada em uma das áreas históricas mais ricas da cidade de Turim, a poucos passos da área arqueológica, e quase adjacente ao Teatro Romano da antiga Julia Augusta Taurinorum. A área sagrada, na antiguidade, consistia em três igrejas cristãs primitivas, provavelmente construídas sobre edifícios públicos pré-existentes ou templos pagãos, dedicadas a São Salvador, a Santa Maria de Domno e a São João Batista. Principal entre os três, acredita-se, por esta razão, que a consagração do edifício a São João Batista pode ser atribuída aos lombardos e, mais precisamente, a Agilulfo (rei de 591 a 615), cuja esposa, Teodolinda, fez com que São João Batista fosse proclamado padroeiro do reino.

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A reconstrução renascentista

As três principais igrejas da cidade foram demolidas entre 1490 e 1492; o campanário, construído anteriormente e concluído apenas em 1469, encomendado pelo bispo João de Compeys e dedicada a Santo André, permaneceu intacto e ainda é visível hoje, ao lado da catedral, nos seus 48 metros de altura originais. Em 22 de julho de 1491, a regente de Saboia, viúva de Carlos I, Bianca di Monferrato, lançou a primeira pedra da nova catedral, sempre dedicada a São João. A construção, fortemente desejada, tanto pelo duque, quanto pelo bispo, Domenico Della Rovere, foi confiada a Amedeo de Francisco da Settignano, também conhecido como "Meo del Caprino", que trabalhou nela até sua morte, em 1501. As obras da catedral foram concluídas em 1505. Em 21 de setembro daquele ano ocorreu a consagração, com uma missa solene celebrada pelo arcebispo titular de Laodiceia da Síria, Baldassarre Bernezzo, visto que o novo bispo da cidade, Giovanni Ludovico Della Rovere, estava, naquele momento, em Roma, defendendo sua causa contra o abade de San Mauro Torinese, que ameaçava se separar da diocese de Turim.

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A ampliação do século XVII

O projeto de ampliação da catedral, com o objetivo de criar um ambiente adequado para a conservação do Sudário, remonta a 1649, quando Bernardino Quadri, após desentendimentos com Francesco Borromini, ocorridos no canteiro de obras da Basílica de São João de Latrão, chegou a Turim, à corte de Carlos Emanuel II. A ideia de Quadri baseava-se numa correção ao projeto anterior de Carlo di Castellamonte, que previa uma capela oval situada atrás do coro do edifício, criando assim um espaço circular. Contudo, na prática, a cúpula do arquiteto de Lugano não ultrapassou a altura e a imponência da catedral. Em 1667, Guarino Guarini, que trabalhava na Igreja Real de San Lorenzo, não muito longe da catedral, desde 1666, foi chamado para concluir a obra. A cúpula, cuja construção durou vinte e oito anos, foi concluída em 1694 com uma missa solene. A elegância de sua estrutura contava com os mármores que, do preto na base, clareavam gradualmente em direção ao topo.

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