Jorge Frederico de Baden-Durlach
Jorge Frederico de Baden-Durlach foi um nobre alemão, pertencente à Casa de Zähringen.
Em 1625, Jorge Frederico exilou-se em Genebra, onde entrou em conflito com o governo calvinista, por celebrar serviços religiosos luteranos na sua residência. Assim, em 1626 mudou-se para Thônes, na Alta Saboia, onde o Duque Carlos Emanuel I de Saboia permitiu celebrar cerimónias luteranas. No verão de 1627 ele foi nomeado Tenente-Gerenal do exército dinamarquês pelo rei Cristiano IV da Dinamarca, que se envolvera na Guerra dos Trinta Anos, encarregando Jorge Frederico de impedir o avanço de Wallenstein no norte da Alemanha. Mas Jorge Frederico retirou-se para a ilha de Poel e, depois, para Heiligenhafen, na Holsácia. As suas tropas dirigiram-se para a cidade de Oldemburgo, na Holsácia, onde foram completamente derrotadas rendendo-se aos Imperiais a 24 de setembro de 1627. Em outubro de 1627, Jorge Frederico remitiu-se do exército dinamarquês, após uma disputa com o Rei da Dinamarca, que pretendia que a sua rendição fosse julgada num tribunal militar.
Juventude
Ernesto Frederico era o filho mais novo do marquês Carlos II de Baden-Durlach e de Ana do Palatinado-Veldenz. Quando o seu pai morreu, em 1577, os filhos eram todos menores, pelo que o governo de Baden-Durlach foi entregue a uma regência composta por sua mãe, Ana, por Luís VI, Eleitor Palatino, pelo Duque Filipe Luís do Palatinado-Neuburgo e pelo Duque Luís III de Württemberg, o Piedoso. Em 1584, os seus dois irmão mais velhos, Ernesto Frederico e Jaime III, foram declarados adultos e pretendiam dividir a herança paterna. Tal era expressamente proibido pelo testamento do pai mas, por o documento não estar devidamente assinado e selado, a partilha concretizou-se.
Formação
Jorge Frederico aprendeu latim, francês e italiano, tendo recebido um alto nível de educação em Estrasburgo, onde o seu irmão Jaime anteriormente também estudara. Para completer a formção, Jorge Frederico empreendeu um Grand Tour, tendo visitado Besançon, Dole, Basileia e Siena.
Reunificação de Baden-Durlach
No entanto, pela morte (sem descendência masculina) dos dois irmãos, a de Jaime III em 1590 e a de Ernesto Frederico em 1604, Jorge Frederico reuniu todos os territórios tornando-se, então, Marquês de Baden-Durlach. Jorge Frederico manteve a ocupação do Alto-Baden, que o seu irmão invadira em 1594. Inicialmente ele instalou a sua residência no castelo de Rötteln mas, em 1599 mudou a residência e a administração do estado para Sulzburg).
Questões religiosas
Apesar da conversão dos seus irmãos, Ernesto Frederico ao Calvinismo e Jaime III ao Catolicismo, Jorge Frederico permaneceu Luterano fundado uma escol de Latim na sua residencia de Sulzburg, para não depender das escola calvinista em Durlach podendo, assim, preparar os pastores para o seu território. Foi graças a ele que a Marca de Baden-Durlach permaneceu luterana, dado que ele herdou todos os territórios. O seu estilo de vida era ascético e, pelas notas manuscritas na sua Bíblia pessoal, deduz-se que a terá lido pelo menos 58 vezes. Em 1601, ele prometeu aos cidadãos de Pforzheim, que resistiam à imposição do Calvinismo imposta por seu irmão Ernesto Frederico, que os apoiaria perante o Tribunal imperial (Reichskammergericht).
Reforma administrativa e económica
Jorge Frederico lançou as bases de uma sólida administração. Estabeleceu o Conselho Privado, a que ele próprio presidia, criou um Supremo Tribunal e introduziu um regulamento eclesiástico luterano. Ele estava consciente de que só poderia atingir o objetivo de um Baden unificado e luterano com o apoio do seu povo. Em troca da aprovação de impostos que financiassem as suas políticas defensivas, ele concedeu aos Estados o direito de ter uma palavra em questões religiosas. Em 1603 Jorge Frederico fundou, em cooperação com os Estados do Alto-Baden, um banco de câmbios que também gerisse as pensões de órfãos e se tornasse num banco de depósitos. Este banco deveria organizar o comércio vinícola e de cereais, eliminando os intermediários judeus. Esta instituição ajutou também Baden a ultrapassar as crises financeiras que ocorreram no início da Guerra dos Trinta Anos pela desvalorização da moeda.
Atividade militar
Para além de teologia, Jorge Frederico também se interessou por temas militares. Entre 1614 e 1617, escreveu um tratado sobre a moderna arte militar para os seus filhos Frederico, Carlos e Cristóvão. Em 1608, Jorge Frederico aderiu à União Protestante sendo nomeado general da União até à sua dissolução em maio de 1621. Foram estabelecidas alianças com cidades protestantes como Berna e Zurique, procurando proteger o Alto-Baden (sob sua ocupação) uma vez que estava rodeado pelos territórios da Áustria Anterior. Quando a Guerra deflagrou estes aliados não lhe deram qualquer apoio, embora lhe possibilitasse recrutar mercenários suíços em 1621 e 1622.
A 2 de julho de 1592, Jorge Frederico casou em primiras núpcias com Juliana Úrsula de Salm-Neufville (1572-1614), filha do Conde Frederico de Salm-Neufville. Desde casamento nasceram 15 filhos: A 23 de outubro de 1614, Jorge Frederico casou, em segunda núpcias, com Ágata de Erbach, filha do Conde Jorge III de Erbach-Breuberg. Deste casamento nasceram 3 filhos: A 29 de julho de 1621, Jorge Frederico casou pela terceira vez com Isabel Stolz, filha do seu secretário, Johann Thomas Stolz. O casamento, que foi considerado morganático, permaneceu sem descendência.


