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Cataratas do Iguaçu

Cataratas do Iguaçu é um conjunto de cerca de 275 quedas de água no rio Iguaçu, localizada entre o Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, no Brasil, e o Parque Nacional Iguazú em Misiones, na Argentina, na fronteira entre os dois países. A área total de ambos os parques nacionais corresponde a 250 mil hectares de floresta subtropical e é considerada Patrimônio Natural da Humanidade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/10/2026
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Toponímia

Seu nome vem das palavras Tupi ou Guarani y ɨ (água) e ûasú waˈsu (grande). Reza a lenda que um deus planejava se casar com uma bela mulher chamada Naipi, que fugiu com seu amante mortal Tarobá em uma canoa. Com raiva, o deus cortou o rio, criando as cachoeiras e condenando os amantes a uma queda eterna. O primeiro europeu a descobrir e descrever as cataratas foi o conquistador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, em 31 de janeiro de 1542, e uma das quedas no lado argentino recebeu seu nome. As quedas foram redescobertas pelo explorador italiano Carlos Bossetti no final do século XIX, e ele também foi homenageado com o nome de um uma das cascatas na Argentina.

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História

Povos indígenas

A região foi ocupada por diferentes grupos de povos indígenas ao longo de milhares de anos. Estudos arqueológicos realizados na bacia do rio Iguaçu identificaram vestígios de ocupação humana com mais de 6 mil anos, associados inicialmente a grupos caçadores-coletores que exploravam os recursos da floresta e dos rios da região. A área das Cataratas do Iguaçu passou a ser predominantemente ocupada por povos guaranis, pertencentes ao tronco linguístico tupi-guarani, que migraram para o sul da América do Sul e estabeleceram aldeias ao longo dos rios Paraná e Iguaçu. Diversas narrativas tradicionais associadas às cataratas sobreviveram entre os povos indígenas da região, destacando-se a lenda de Naipi e Tarobá, que explica a origem das quedas d'água por meio da ação de uma divindade ligada às forças da natureza.

Colonização europeia

O primeiro europeu conhecido a registrar a existência das Cataratas do Iguaçu foi o explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, durante uma expedição rumo a Assunção, em 1541 ou 1542. A primeira descrição conhecida das cataratas por um europeu foi publicada posteriormente na obra La relación y comentarios del gobernador Álvar Núñez Cabeza de Vaca, editada em 1555. Após a passagem de Cabeza de Vaca, a região permaneceu pouco explorada pelos colonizadores durante séculos devido à densa floresta e à distância dos principais centros coloniais.

Criação dos parques nacionais

Em 1897, o oficial do Exército Brasileiro Edmundo de Barros propôs a criação de uma área protegida para preservar as cataratas e seu entorno natural. O Parque Nacional Iguazú, na Argentina, foi criado em 1934 com o objetivo de proteger as cataratas e a floresta subtropical circundante. No Brasil, o Parque Nacional do Iguaçu foi instituído pelo governo federal em 1939, tornando-se uma das mais importantes unidades de conservação do país. Em 1984, o parque argentino foi considerado um Patrimônio Mundial pela UNESCOFonte: https://whc.unesco.org/en/list/303 e o mesmo ocorreu com o parque brasileiro em 1986.

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Geografia

A formação geológica das cataratas está associada a processos vulcânicos ocorridos há cerca de 500 milhões de anos, que moldaram o relevo da região e deram origem ao atual sistema de quedas. O sistema consiste de 275 cachoeiras ao longo de 2,7 km do rio Iguaçu. Algumas das quedas individuais têm até 82 metros de altura, embora a maioria tenha cerca de 64 metros. A Garganta do Diabo é a queda com maior fluxo das Cataratas do Iguaçu, que têm cerca de 275 quedas de água, com uma altura superior a 70 metros ao longo de 2,7 km do Rio Iguaçu. A Garganta do Diabo principia em forma de "U" invertido com 150 metros de largura e 80 metros de altura. Está localizada no Parque Nacional do Iguaçu estado do Paraná, Brasil, fazendo fronteira com o Parque Nacional Iguazú, na província de Misiones, Argentina. Embora o território brasileiro abrigue mais de 95% da bacia do rio Iguaçu, dois terços das cataratas ficam em território argentino.

Clima

O clima das Cataratas do Iguaçu é subtropical úmido mesotérmico, classificado por Köppen-Geiger como Cfa, com umidade do ar relativamente elevada e precipitações abundantes durante o ano todo, sendo o índice pluviométrico anual de aproximadamente 1 900 milímetros, com uma pequena diminuição no inverno, sem a ocorrência de uma estação seca real. Outubro é o mês de maior precipitação e julho o de menor. A amplitude térmica é elevada devido à baixa altitude e a uma menor influência da maritimidade, já que as Cataratas do Iguaçu estão localizadas em um ponto muito distante do Oceano Atlântico. Por isso os verões costumam ser muito quentes, com temperatura média máxima de 33 °C, embora a sensação térmica possa ser ainda maior, e média mínima de 20 °C. No inverno, as temperaturas são mais amenas, com médias máximas entre 23 °C e 25 °C e mínimas de 9 °C a 10 °C.

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Turismo

A maioria dos visitantes alcançam as quedas do lado argentino através da cidade de Puerto Iguazú. O Brasil exige dos cidadãos de alguns países que entram pela Argentina a obtenção antecipada de um visto, o que pode ser demorado. No entanto, cidadãos de alguns países (como Estados Unidos, Austrália, Japão, Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia, e os países da União Europeia) estão isentos dessa exigência. Cidadãos de países membros e associados do Mercosul podem entrar livremente no Brasil com um documento de identidade.

Acesso

As quedas podem ser alcançadas a partir das duas principais cidades dos dois lados das cataratas, Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, no Brasil, e Puerto Iguazú, na província de Misiones, Argentina, bem como a partir de Ciudad del Este, no Paraguai, do outro lado do rio Paraná. As quedas são compartilhados pelo Parque Nacional Iguazú (Argentina) e pelo Parque Nacional do Iguaçu (Brasil). Os dois parques foram designados Patrimônio Mundial da UNESCO em 1984 e 1987, respectivamente. O acesso pela Argentina é facilitado pelo Trem Ecológico da Selva, que leva os visitantes diretamente para a entrada da Garganta do Diabo, bem como as trilhas superiores e inferiores.

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Cultura popular

As quedas têm sido destaque em vários filmes e séries, incluindo:

Folclore

A lenda de Naipi e Tarobá, de origem kaingang, é uma das narrativas mais simbólicas associadas às Cataratas do Iguaçu e à cultura de Foz do Iguaçu. Segundo a tradição, Mboi, uma divindade em forma de serpente e guardião das águas, exigia o sacrifício anual de uma jovem para manter a harmonia entre a natureza e a comunidade. Quando Naipi foi escolhida para o ritual, seu amado, o guerreiro Tarobá, fugiu com ela pelo Rio Iguaçu. Enfurecido, Mboi provocou uma ruptura no leito do rio, criando as Cataratas do Iguaçu e engolindo a canoa dos amantes. Como castigo, transformou Naipi em uma rocha no meio das quedas e Tarobá em uma palmeira próxima, condenados a permanecer separados para sempre. A lenda permanece viva no imaginário local, sendo transmitida por moradores e guias turísticos como parte da identidade cultural da região e como uma forma de valorizar a espiritualidade e a herança dos povos originários.

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Fontes consultadas

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