Castelo de Amboise
O Castelo de Amboise é um dos castelos do Vale de Loire, na França, localizado na margem de um rio em Amboise, no departamento de Indre-et-Loire.
Origens e ápice
Construído em um monte com vista para o Loire de forma a intenção estratégica de controlar um vau, substituído na Idade Média por uma ponte, o castelo começou a sua vida no século XI, quando o notável Fulque III o Negro, Conde de Anjou, reconstruiu a fortaleza em pedra. Ampliando e melhorando-o ao longo do tempo. No dia 4 de setembro de 1434, o edifício foi confiscado e adicionado por Carlos VII aos bens da Coroa francesa, depois do seu proprietário, Louis d'Amboise, ter sido acusado de conspiração contra Luís XI e executado em 1431. Uma vez nas mãos reais, o castelo tornou-se num dos favoritos dos reis franceses; Carlos VIII da França, que aqui nasceu e faleceu, decidiu fazer extensas reconstruções, começadas em 1492 ao estilo do gótico flamboyant francês tardio e, depois de 1495 empregou dois mestres pedreiros italianos, Domenico da Cortona e Fra Giocondo, os quais providenciaram para Amboise alguns dos primeiros aspectos decorativos renascentistas alguma vez vistos na arquitetura francesa. Os nomes de três construtores franceses estão preservados nos documentos: Colin Biart, Guillaume Senault e Louis Armangeart.
Declínio
A partir de Henrique III de França, Amboise nunca mais regressaria aos favores reais, tornando-se as estadias dos monarcas cada vez mais raras. No início do século XVII, o gigantesco edifício estava abandonado quando passou para as mãos de Gastão, Duque de Orleães, o irmão do rei da dinastia Bourbon, Luís XIII. Depois da sua morte, o castelo regressou à posse da Coroa e foi transformado numa prisão durante as guerras de Fronda; no reinado de Luís XIV, estiveram aqui detidos Nicolas Fouquet, o ministro do rei e o Duque de Lauzun. Luís XV ofereceu o Castelo de Amboise como presente ao seu ministro Étienne François Choiseul, Duque de Choiseul. Durante a Revolução Francesa, a maior parte do castelo foi demolida, sendo causadas muitas outras destruições. Já no Primeiro Império, uma avaliação de engenharia encomendada pelo imperador Napoleão Bonaparte, no início da década de 1800, fez com que uma grande parte do edifício tivesse que ser demolida.


