Casa de Quincanga
A Casa de Quincanga, também conhecida como Sundi, foi uma casa real do Reino do Congo que governou entre 1622 e 1626. Foi uma das dinastias de menor duração, com apenas dois soberanos: Pedro II e Garcia I. Apesar de seu curto período no poder, seu reinado foi marcado por conflitos com portugueses, holandeses e povos vizinhos, além de disputas internas e a busca por alianças estratégicas.
Pontos-chave
- A Casa de Quincanga governou o Reino do Congo de 1622 a 1626.
- Teve apenas dois reis: Pedro II e Garcia I.
- Seu reinado foi marcado por guerras com Portugal e a Holanda.
- A casa real enfrentou conflitos internos e disputas pela sucessão.
- A Casa de Quincanga influenciou a nobreza congolesa e a independência do condado de Soio.
A eleição de Pedro II marcou o fim do domínio da Casa de Coulo e o início da Casa de Quincanga, impulsionada pela necessidade de um novo líder após a morte de Álvaro III.
A Vaga no Trono
Desde 1567, o Reino do Congo era governado pela Casa de Coulo. Em 1622, com o falecimento de Álvaro III, o trono ficou vago, pois seus filhos ainda não possuíam idade para assumir a realeza. Diante dessa situação, o conselho real optou por eleger Pedro, o duque de Sundi, como o novo rei. A dinastia passou a ser chamada de Sundi em documentos portugueses, em referência à província que Pedro governava.
Conflitos com Portugal
Com a subida ao trono da Casa de Quincanga, se iniciaram novos conflitos na relação do Congo com Portugal. Muitos deles eram relacionados à escravidão e religiosidade. O governador de Luanda alegava que o rei Pedro II, ainda como duque, teria dado asilo á escravos fugitivos de assentamentos portugueses. O governador ainda alegou que não reconhecia a legitimidade da nova casa, coisa que resultou numa invasão e na Batalha de Ambandi Cassi, vencida pelos congoleses.
Relações com a Holanda
Após a desastrosa e humilhante derrota dos portugueses, os mesmos buscaram e firmaram a paz com a Casa de Quincanga. Pouco tempo depois o rei buscaria apoio dos holandeses para expulsar os portugueses da região, coisa que resultaria em mais conflitos com ambos reinos.
Queda e Posterioridade
O rei Garcia I subiu ao trono em 1624. Entretanto o soberano foi deposto pelo duque de Ambamba, Manuel Jordão em 1626. Logo após este ocorrido o ex-monarca fugiu para Soio, onde recebeu apoio dos condes. Anos depois os condes de Soio declarariam vinculo com os Quincangas e direitos ao trono devido á casamentos e alianças, coisa que resultaria na independência do condado em 1645. Os Quincangas ainda sobreviveriam na nobreza congolesa até 1678, durante a guerra civil, onde seus últimos integrantes foram mortos ou se uniram a outras casas.


