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Badur I

Badur, o sétimo imperador mogol da Índia, governou de 1707 até sua morte em 1712. Nascido Muazão, era o terceiro filho de Aurangzeb com sua esposa rajapute muçulmana Begum Nauabe Bai e neto do xá Jahan. Em sua juventude, conspirou inúmeras vezes para derrubar seu pai e ascender ao trono. Seus planos foram todos interceptados pelo imperador, que o mandou prender várias vezes. De 1696 até 1707, Badur foi governador de Aquebarabade, Cabul e Laore.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Juventude

Muazão nasceu em 14 de outubro de 1643 em Burhanpur, filho do sexto imperador mogol, Aurangzeb, e de sua esposa Begum Nauabe Bai. Em 1663, quando tinha vinte anos de idade, foi nomeado governador da província do Decão. Muazão viu o surgimento de Shivaji, que conquistou a atual Bombaim e seus arredores do Império Mogol. Naquele ano, ele atacou Pune, onde foi derrotado e ficou preso por oito anos. Em 1670, Muazão organizou uma insurreição para derrubar Aurangzeb e proclamar-se imperador mogol. Porém, Aurangzeb ficou sabendo de seus planos e enviou Begum Nauabe Bai para dissuadi-lo. Begum Nauabe Bai trouxe Muazão de volta para a corte mogol, onde permaneceu os sete anos seguintes sob a supervisão de Aurangzeb. Em 1680, Muazão se revoltou novamente, sob o pretexto de que era contrário ao tratamento que Aurangzeb dispensava aos chefes rajaputes. Aurangzeb mais uma vez adotou sua política anterior de dissuadir Muazão e aumentou a vigilância sobre ele.

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Governo

Guerra de sucessão

Sem nomear um príncipe herdeiro, Aurangzeb morreu em 1707, quando Muazão era governador de Cabul e seus meios-irmãos (Maomé Baques Cã e Maomé Azão) eram os governantes do Decão e Gujarate, respectivamente. Todos os três filhos queriam herdar o império, e Cã Baques começou a cunhagem de moedas em seu nome. Azam preparou-se para marchar até Agra e se declarar sucessor, mas foi derrotado por Muazão na Batalha de Jajau em junho de 1707. Azam e seu filho, Ali Tabar, foram mortos na batalha. Muazão subiu ao trono mogol quando tinha sessenta e três anos de idade, em 19 de junho de 1707, com o título de xá Badur I.

Anexações

Jasuante Singue era o líder da Rathore em Jodhpur durante o governo de Aurangzeb. Durante uma guerra de sucessão, Singue tomou o partido do irmão mais velho de Aurangzeb, Dara Shikoh, que foi morto por Aurangzeb. Singue foi perdoado, tornou-se governante titular da região e foi nomeado governador da província de Cabul antes de sua morte em 18 de dezembro de 1678. Após sua morte, Aurangzeb ordenou que as viúvas de Singue e seu filho fossem levados para Deli para tentar "obter as propriedades" do filho "pela força". Durgadas Rathore travou uma guerra mal-sucedida para evitar isso, e as viúvas e o jovem Ajite Singue fugiram de Jodhpur. Após a morte de Aurangzeb, Singue marchou para Jodhpur e libertou-a do governo mogol.

Insurreição de Cã Baques

O meio-irmão de Badur, Maomé Baques Cã, marchou em direção a Bijapur em março de 1707 com seus soldados. Quando a notícia da morte de Aurangzeb se espalhou pela cidade, o rei Saíde Niaz Cã entregou sua fortaleza para ele sem luta. Depois de subir ao trono, Cã Baques nomeou Açã Cã bakshi (chefe geral), Tacarrube Cã, ministro-chefe e deu a si mesmo o título de Padexá Cã Baques-i-Dinpanah (Imperador Cã Baques, Protetor da Fé). Em seguida, conquistou Kulbarga e Wakinkhera. A rivalidade se estabeleceu entre Tacarrube Cã e Açã Cã. Açã Cã criou um mercado em Bijapur, onde, sem a permissão de Cã Baques, não cobrava taxas das lojas. Tacarrube Cã relatou o fato para Cã Baques, que ordenou que a prática fosse encerrada. Em maio de 1707, Cã Baques enviou Açã Cã para conquistar os estados de Golkonda e Haiderabade. Embora o rei de Golconda tenha se recusado a se render, o governante de Haiderabade, Rustão Dil Cã, o fez.

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Rebelião sique

Diferentemente de governantes mogóis anteriores que dividiram o poder entre mogóis e chefes rajputs, durante o reinado de Badur todo o poder residia nele. A khalsa sique, sob a liderança de Banda Singue Badur, e seu exército derrotou os mogóis nas batalhas de Samana, Sirhind e Rahon. Tomaram as cidades de Samana, Sirhind, Malerkotla, Saharanpur, Rahon, Behat, Ambeta, Ropar e Jalandar de 1709 a 1712. Com um exército de oitenta mil soldados, Badur também sitiou a cidade de Jalalabade no atual Afeganistão.

Esforços para a supressão

Badur assinou tratados de paz com Ajite Singue de Jodhpur e Mã Singue de Amber, que anteriormente haviam lutado contra Banda Singue. Ordenou também que o nababo de Awadh, Asaf-ud-Daula, o governador provincial, Cã de Durrani, o faujdar de Moradabade, Maomé Amim Cã Chim, o subahdar de Deli, Assade Cã e o faujdar de Jamu, uazide Cã, o acompanhassem nas batalhas. Badur deixou Ajmer em direção ao Panjabe em 17 de junho de 1710, mobilizando pelo caminho grupos que se opunham a Banda Singue. Quando soube dos planos de Badur, Banda Singue sem sucesso apelou para Ajite Singue e Mã Singue pedindo ajuda. Nesse meio tempo, Badur havia reocupado Sonipat, Kaithal e Panipat em seu trajeto. Em outubro, seu comandante Feroz Cã escreveu-lhe que tinha "cortado trezentas cabeças de rebeldes"; Cã enviou-as para o imperador, que as exibiu montadas em lanças.

Polêmica na khutba

Depois de subir ao trono, Badur alterou a oração pública (ou khutba) dita ao monarca toda sexta-feira, dando o título uale para Ali — o quarto califa sunita e primeiro xiita. Devido a isso, os cidadãos de Laore se negaram a recitar a khutba. Para tentar resolver o problema, Badur foi até Laore em setembro de 1711 e dialogou com Haji Iar Maomé, Maomé Murade e "outros homens bem conhecidos". Nessa reunião, ele leu "livros de autoridades" para justificar o uso da palavra uale. Badur teve uma discussão acalorada com Iar Maomé, dizendo que o martírio por um rei era a única coisa que ele queria. Iar Maomé (apoiado pelo filho do imperador, Azim-ush-Shan) recrutou tropas contra Badur, mas nenhuma luta foi travada. Badur culpou o cátibe (recitador chefe) da mesquita Badshahi como responsável pela polêmica, e mandou prendê-lo. Em 2 de outubro, embora o exército estivesse posicionado na mesquita, a antiga khutba (a que não chamava Ali de "uale") foi lida.

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Morte

Segundo o historiador William Irvine, Badur se encontrava em Laore, em janeiro de 1712, quando sua "saúde debilitou". Em 24 de fevereiro, ele fez sua última aparição pública, e morreu durante a noite de 27 para 28 de fevereiro; de acordo com o nobre mogol Camuar Cã, ele morreu de "aumento do baço". Em 11 de abril, o corpo de Badur foi enviado para Deli sob a supervisão de sua viúva Mir-Paruar e Chim Quiliche Cã. Ele foi sepultado em 15 de maio no pátio da Moti Masjide (Mesquita Pérola) em Mehrauli, que ele construiu perto do darga de Cobadim Baquetiar Caqui.

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Moedas

Badur emitiu moedas de ouro, prata e cobre, apesar das moedas de seus predecessores também serem usadas para pagar funcionários do governo e no comércio. As moedas de cobre do reinado de Aurangzeb foram re-cunhadas com o seu nome. Ao contrário de outros imperadores mogóis, as moedas de Badur não apresentam o seu nome em um dístico; o poeta Danismande Cã compôs duas linhas para as moedas, mas elas não foram aprovadas.

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Vida pessoal

Nome, títulos e linhagem

O nome completo de Badur, incluindo seus títulos, era "Abul Saíde Cutebe Naceradim Maomé Xá Alã Xá badur Badexá". Após sua morte, os historiadores contemporâneos começaram a chamá-lo de "Culde-Manzil" (Partiu para o Paraíso). Ele foi o único imperador mogol que teve o título saíde, usado por descendentes do profeta Maomé. De acordo com William Irvine, seu avô materno foi Saíde Xá Mir (cuja filha, Begum Nauabe Bai, casou com Aurangzeb).

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Fontes consultadas

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