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Casa de Arpades

Os arpadidas foram a dinastia reinante do Grão-Principado da Hungria nos séculos IX e X e do Reino da Hungria entre 1000 e 1301. A dinastia foi batizada em homenagem ao grão-príncipe Arpades, que era o líder da federação tribal húngara durante a conquista da bacia dos Cárpatos por volta de 895. Ela é também chamada de dinastia Turul.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Séculos IX e X

Cronistas medievais afirmam que o precursor dos arpadidas foi Ügyek, cujo nome deriva da palavra húngara antiga para "sagrado" (igy). O Gesta Hunnorum et Hungarorum ("Os Feitos dos Hunos e Húngaros") menciona que os arpadidas descendem da gens (clã) Turul e o Gesta Hungarorum ("Os Feitos dos Húngaros") relata que o ancestral totêmico dos arpadidas era um turul (um grande pássaro, provavelmente um falcão). Esses cronistas também mencionam uma tradição que conta que os arpadidas seriam descendentes de Átila, o Huno - o autor anônimo do "Gesta Hungarorum", por exemplo, põe as seguintes palavras na boca de Arpades: O primeiro membro da dinastia mencionado por uma fonte escrita quase contemporânea foi o grão-príncipe Álmos. O imperador bizantino Constantino VII relatou em seu "Sobre a Administração Imperial" que Almo era o primeiro grão-príncipe de uma federação de sete tribos magiares (megas Turkias arkhon). Almo provavelmente se submeteu à supremacia do grão-cã dos cazares no início de seu reinado, mas, já em 862, a federação tribal magiar se tornou independente. Almo era ou um líder espiritual da federação (kende) ou seu comandante militar (giula).

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Século XI

O grão-príncipe Estêvão foi coroado em 25 de dezembro de 1000 (ou em 1 de janeiro de 1001), tornando-se o primeiro rei da Hungria (r. 1000–1038) e o fundador do Reino Húngaro. Ele unificou a bacia dos Cárpatos sob seu governo por volta de 1030, subjugando os territórios dos magiares negros e os domínios dos (semi-)independentes chefes tribais locais. Ele introduziu o sistema administrativo de um reino - baseado nos condados (comitatus) - e fundou uma organização eclesiástica com dois arcebispados e diversos bispados. Depois da morte de seu filho, Emérico (2 de setembro de 1031), o rei Estêvão I nomeou o filho de sua irmã, o veneziano Pedro Urseolo como seu herdeiro, o que resultou numa conspiração liderada por seu primo Basílio, que estava na época preso em Nyitra (atual Nitra, na Eslováquia). Basílio foi cegado por ordem do rei e seus três filhos (Levente, André e Béla) foram exilados. Quando o rei Estêvão I morreu em 15 de agosto de 1038, Pedro ascendeu ao trono, mas ele teve que lutar contra o cunhado do finado rei, Samuel Aba (r. 1041–1044). O reinado de Pedro terminou em 1046, quando irrompeu uma enorme revolta entre os húngaros pagãos, que o capturaram.

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Século XII

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

O rei Colomano retirou do irmão Almo seu ducado (a tercia pars regni) em 1107. Sete anos depois, ele pegou sua segunda esposa, Eufêmia de Quieve, em crime de adultério, se divorciou dela e enviou-a de volta à Rússia de Quieve. No exílio, ela deu-lhe um filho chamado Bóris Calamano, mas o rei se recusou a aceitá-lo. Por volta de 1115, o rei mandou cegar o duque Almo e o filho dele, o Béla II para assegurar a sucessão de seu próprio filho, o rei Estêvão II (r. 1116–1131). O rei Estêvão II não teve filhos e o filho de sua irmã, Saulo, foi proclamado herdeiro do trono ao invés do cego duque Béla. Porém, quando ele morreu, em 1 de março de 1131, Béla conseguiu tomar o trono apesar de sua condição. O rei Béla II (r. 1131–1141) fortaleceu seu governo quando derrotou o suposto filho de Colomano, Bóris, que tentava tomar-lhe o trono com ajuda militar estrangeira. O rei Béla II ocupou territórios na Bósnia e concedeu-os na forma de apanágio a seu filho mais novo, Ladislau. Daí em diante, membros da dinastia arpadida passaram a governar as províncias meridionais e orientais (ou seja, Eslavônia, Croácia e Transilvânia) do reino ao invés da tercia pars regni.

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Século XIII

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

O rei Emérico se casou com Constança de Aragão, da Casa de Barcelona, e é possível que ele tenha seguido padrões barceloneses (catalães) quando escolheu seu brasão, que mais tarde se tornaria o escudo familiar dos arpadidas. O filho e sucessor dele, rei Ladislau III (r. 1204–1205), morreu na infância e foi sucedido pelo tio, rei André II (r. 1205–1235). O reinado de André foi caracterizada por constantes conflitos internos: um grupo de conspiradores assassinaram sua rainha, Gertrudes de Merânia, em 1213, nobres descontentes obrigaram-no a emitir a Bula Dourada de 1222 consolidando seus direitos (incluindo o de desobedecer o rei) e ele se desentendeu com seu primogênito, Béla, que tentou retomar os domínios reais que o pai havia concedido a seus seguidores. André, que havia sido príncipe de Galícia entre 1188 e 1189, intervinha regularmente nas disputas internas do principado e tentou muitas vezes assegurar o predomínio de seus filhos mais jovens (Colomano ou André da Hungria) no país vizinho. Uma de suas filhas, Isabel, foi canonizada em 1 de julho de 1235, quando ele ainda estava vivo, e tornou-se a quarta santa entre os arpadidas. Os filhos mais velhos de André deserdaram seu filho póstumo, Estêvão, que foi enviado para ser educado em Ferrara.

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Santos

Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse

Os seguintes membros da dinastia arpadida foram canonizados:

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Fontes consultadas

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